20.7.07

Com patrões destes, a economia portuguesa não precisa de (mais) inimigos


Foi divulgada a Posição Comum das Confederações Patronais sobre o Quadro de Revisão do Código de Trabalho e respectiva regulamentação. Entre outras pérolas pretendem que a Constituição deixe de proibir o despedimento por motivos políticos ou ideológicos e pretendem limitar o campo de intervenção das estruturas de representação dos trabalhadores. Assim se vê que não estão nada preocupados com a economia, a produtividade ou a competitividade. Querem é ser, cada vez mais e com cada vez menos entraves, ditadores dentro das empresas que consideram seus feudos. Se visassem o melhor em termos económicos não andariam ao contrário das boas experiências que mostram que mais "humanidade" ajuda o melhor rendimento. Se pensam que isto pode ser apenas uma boa "táctica negocial" ainda não perceberam que, explorar por explorar, já há muitos países que fazem isso com mais limpeza: às claras, sem desculpas, sem rodriguinhos. Voltaremos a isto, outro dia.

Às armas, ou "de cócoras, companheiros, que a posição dá jeito"


O jornal Público todos os dias surpreende pela positiva - "pela positiva" no mesmo sentido em que se pode dizer que o teste do HIV deu "positivo".

Hoje escreve na última página, coluna "sobe e desce", para justificar a seta para baixo ao ministro Santos Silva, o seguinte: "Para defender a ERC ou o novo Estatuto dos Jornalistas, Santos Silva deita a mão à Constituição. Com uma arma deste calibre, avisa, podem vir mais críticas de comissários europeus que não se comove. Talvez acredite que, em termos de liberdades e garantias, a Constituição portuguesa é mais completa que a francesa, a sueca ou a alemã."

Primeiro, o zeloso jornalista acha que a opinião de qualquer Comissário europeu vale mais do que a Constituição portuguesa. Sim, porque não se trata de nenhum pronunciamento próprio da Comissão Europeia em matéria da sua competência, muito menos de uma decisão de um tribunal europeu. Trata-se de uma opinião pessoal da senhora Viviane Reding, que é Comissária europeia, mas que reconheceu, ao fazer as declarações em causa, que não estava a exercer nenhuma competência associada a esse estatuto. Estava, isso sim, a sentir-se na sua antiga pele de dirigente sindical. Nada disso importa ao jornalista: se o Comissário europeu dá umas bocas que nos interessam, essas bocas passam a valer mais do que a Constituição da República.

Segundo, o zeloso jornalista parece ter descoberto que preferia que a nossa República se regesse preferencialmente pelas Constituições francesa, sueca ou alemã. E aqui, para ser sincero, eu também tenho as minhas preferências: também preferia, em vez de ter os jornalistas da categoria do que subscreve aquelas palavras, ter a imprensa francesa ou alemã (a sueca não sei). É que, se assim fosse, não tinha de me sujeitar a ler todos os dias os disparates, ideologica e politicamente orientados, do Público.

Interacção entre humanos e robots


Há algum tempo publicámos aqui uma série de notas sobre o programa ELIZA, criado por Joseph Weizenbaum no MIT entre 1964 e 1966:


ELIZA, o seu psicoterapeuta automático para este fim de semana;

O "teste de Turing" e o psicoterapeuta automático;

Uma consulta de ELIZA;

O mecanismo interno de ELIZA;

O que os computadores podem mas não devem fazer;

Onde ELIZA leva à questão ética.


O programa ELIZA "estabelecia uma conversa" em linguagem natural (inglês) entre um computador e um utilizador humano. Na versão mais conhecida e usada pelo seu criador para efeitos de demonstração, a máquina programada desempenha o papel de um psicoterapeuta rogeriano. Um dos elementos de credibilização do sistema consiste precisamente no pressuposto de que um psiquiatra dessa escola incentivará o seu paciente a esclarecer todas as suas afirmações, devolvendo sistematicamente as suas falas com pedidos de melhor esclarecimento sobre os tópicos suscitados. O utilizador do sistema escreve as suas “falas” no teclado e recebe respostas também escritas com tempos de reacção que não desmentem a humanidade do interlocutor. São relatadas as mais diversas histórias acerca da forma espantosa como muitas pessoas, interagindo com este programa, se convenciam de que estavam a conversar com um psicoterapeuta. Por exemplo, uma das secretárias do sector onde Weizenbaum trabalhava terá chegado a pedir aos circunstantes que a deixassem a sós com o “psicoterapeuta” para poder falar com a necessária privacidade.


Weizenbaum explicou ter escolhido o psicoterapeuta como o seu “personagem” porque a entrevista psiquiátrica lhe pareceu um dos poucos exemplos de comunicação em linguagem natural com dois intervenientes em que parece natural, para uma das partes, a pose de quase completa ignorância acerca do mundo real. Quando um paciente diz “Fui dar uma grande volta de barco” e o psiquiatra responde “Fale-me de barcos”, não pensamos que ele seja ignorante acerca de barcos, mas que ele tem algum objectivo em mente para orientar a conversa desse modo.

Weizenbaum é muito claro ao afirmar: os pressupostos são lá postos pelo humano; quem atribui conhecimento e inteligência ao seu interlocutor é o humano. Neste caso, o autor do programa é completamente transparente: mostra toda a operação interna do ELIZA e explica que, além dos truques relativamente simples que lá colocou, tudo o resto é fornecido pelo humano utilizador. A este fenómeno de atribuição de "humanidade" ao agente artificial passou a chamar-se "o efeito ELIZA".


Voltamos a lembrar estas coisas porque SEEDMagazine publicou recentemente uma matéria que lida com o "efeito ELIZA": RISE OF ROBOETHICS: Grappling with the implications of an artificially intelligent culture. Vale a pena ler.

Junto com o texto vêm as ligações para uma série de vídeos que exemplificam os trabalhos que se desenvolvem actualmente para implementar interacções "de tipo humano" (com "emoções artificiais" e com linguagem, nomeadamente) entre humanos e robots. Alguns dos exemplos são os seguintes:



Aqui, o bebé-robot Kismet "diz" a frase "Do you really think so?" com o que se pretende serem diferentes expressões faciais e vocais:







Aqui, o robor Leo "aprende" o que é isso de "ligar os botões todos":







Aqui, o robot Jules "fala" com vocabulário emocional:







Aqui, o Babybot aprende a lidar com certos objectos:







O melhor é começar já a preparar as suas emoções para lidar com parceiros robóticos!

19.7.07

14:28
Acabei (só) agora de ler, de seguida, dois livros de dissidentes do PCP: de Raimundo Narciso, “Álvaro Cunhal e a dissidência da Terceira Via” (Âmbar); de Zita Seabra, “Foi assim” (Aletheia).
Anda por aí muita escrita sobre estes livros, especialmente sobre o segundo. Não me vou alongar sobre eles (livros), não porque não mereçam, mas porque nesta altura tenho a impressão de que quase tudo o que se diz sobre esses livros não é sobre esses livros: é sobre a simpatia ou antipatia que temos pelos seus autores, é sobre o que achamos do comunismo em geral e do PCP em particular, é sobre as nossas próprias atitudes face aos aspectos mais trágicos do século XX, é sobre as nossas próprias preferências políticas, afinal. E isso também se aplica a mim, pois claro.
Queria, contudo, mesmo assim, dizer o seguinte sobre ambos os livros: parecem-me basicamente sinceros e honestos. E parecem-me testemunhos importantes. Não são, necessariamente, testemunhos infalíveis, nenhum deles estará isento de algum perspectivismo – mas são material que, de futuro, será utilizado para escrever uma história necessária.
Reflectem a personalidade de cada um dos autores? Claro que sim: como podia deixar de ser assim? De qualquer modo, no essencial o que neles se escreve é escrutinável: mesmo que alguns relatos só possam ser reconstituídos perguntando a sua versão a quem já morreu, a esmagadora maioria do que é contado é confrontável com outros testemunhos e permite traçar o quadro do que realmente se passou.
É curioso ver como alguns ex-comunistas, conhecedores dos agora autores de relatos de dissidentes, reagem a estas publicações. Alguns não estão muito excitados com as peripécias políticas, tendo sido mais marcados pelo “carácter” dos protagonistas (“puritanismo socialista”, por exemplo) aplicado a situações concretas. Outros incomodam-se com estes exercícios memoriais, achando que se trata de ajustes de contas consigo mesmos. Talvez. Mas, por que não? Ficamos todos a ganhar. Os que sabemos que algumas daquelas coisas também existem noutros partidos; os que sabemos que a maior parte daquelas coisas eram realmente exclusivo de uma paranóia unicamente comunista; os que achamos importante que se continue a reflectir sobre “como foi possível”.
Por exemplo, como foi possível que os mais nobres ideias de esquerda tenham cegado tanta gente. Continua a ser um bom tema de reflexão. A par com outros temas de reflexão que também mereciam cuidado. Por exemplo, como foi possível que líderes de Estados da Europa ocidental tenham apoiado os crimes de Pinochet no Chile?
O importante é não fechar os olhos. Estes dois livros ajudam, independentemente das nossas simpatias e das nossas embirrações idiossincráticas. E nada voará mais alto do que esse facto: nem mesmo aqueles que continuam hoje a tentar sujar estas obras testemunhais com a mesma técnica de “assassinato de carácter” que aprenderam nas fileiras do Camarada Álvaro.

Private joke para eurocratas, actuais e ex


(Cartoon de Marc S.)
(Clicar para aumentar)

18.7.07

Zita Seabra afinal se calhar não mudou muito


Em mais uma peça de uma polémica que anda por aí a propósito da criação do Serviço Cívico Estudantil a seguir ao 25 de Abril, Zita Seabra, hoje no Público, parece mostrar que afinal não mudou muito.

O título da sua peça é “Não sabia ter sido tão importante” e consubstancia-se na seguinte frase: “Não sabia que em 1974, com 24 anos, eu, “chefe” da UEC [União dos Estudantes Comunistas], mandava no Ministério da Educação.” Se não for pura hipocrisia, é amnésia: Zita Seabra sabe, melhor do que o comum dos mortais, que para um verdadeiro comunista à velha maneira quem manda é “o Partido”, não são os órgãos de Estado. Os militantes comunistas destacados no aparelho de Estado devem, para serem verdadeiros comunistas, limitar-se a executar a linha e as decisões do “Partido”. Portanto, a controleira da UEC podia perfeitamente mandar no Director-Geral, ou até no Ministro, desde que estivesse assim a fazer aplicar a linha do “Partido”. Basta ler o recente livro de Zita para estranhar que ela tenha esquecido isso.

Ou trata-se apenas de hipocrisia de quem se habituou a usar essa arma como forma de exercício da política? Infelizmente, essa hipocrisia parece continuar a estar no seu estojo de ferramentas. Mais à frente no mesmo texto discute-se se António Hespanha, militante comunista que era então director-geral do ensino superior, teria ou não concordado com o Serviço Cívico. O que Zita pretende, contra a tese de Luísa Tiago de Oliveira, é que Hespanha certamente concordou com tal medida – e não se pode pensar que teria discordado. O argumento é este: “(…) como é possível que não se tenha ouvido uma palavra de discórdia, um grito de dor? Ou o senhor professor queixou-se? Onde? Sendo certo que não se demitiu, será que foi obrigado a ficar à força director-geral? Por quem?” Zita Seabra quer fazer crer que tudo isso seria impossível. Mas não, não era. Era assim que se funcionava no universo comunista. E ela, Zita, continua apenas a usar os mesmos truques retóricos que na altura deveria usar como controleira.

Zita Seabra manipula o que as pessoas comuns pensam ser a normalidade. Argumenta como se ignorasse que certas coisas estranhas realmente aconteciam. Por exemplo, poderia fazer-nos pensar que seria impossível que ela, controleira de uma organização partidária de juventude, tivesse sido levada a Conselho de Ministros para aconselhar Álvaro Cunhal. Hoje acharíamos isso impossível. Mas aconteceu – pelo menos é o que ela diz. Ao mesmo tempo quer-nos fazer acreditar que eram impossíveis coisas que aconteciam todos os dias naqueles tempos e no “universo comunista”.

Nada me move especificamente contra os comunistas. Nem contra os ex-comunistas. Discordo ou condeno coisas concretas que se fizeram, se defenderam ou se toleraram, principalmente quando se possa falar propriamente de “cumplicidade”. Mas fazem-me impressão os ex-comunistas que parecem continuar a viver dentro do mesmo casulo retórico, com os mesmos tiques. Embora usando-os agora para outras artes.

Se calhar, afinal Zita Seabra não mudou muito.

Mas pode alguém, afinal, mudar?

17.7.07

O Homem quê?


No livro Foi assim, de Zita Seabra, recentemente editado, fala-se, logo pelas páginas cinquenta e poucas, de um livro editado em 1978 pelas Edições Progresso, de Moscovo, da então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. O livro tinha por título O Homem Soviético: a formação da personalidade socialista. Escreve Zita Seabra que «era um livro de mera propaganda, no pior estilo comunista, demonstrando que já existia um “homem novo”, filho do socialismo soviético (...), dedicando-se o autor a “investigar” as premissas históricas e as condições sociais da formação do novo tipo social de personalidade – o assim chamado “homem soviético”».

Porque é que este “Homem Soviético” me terá feito lembrar o “Homem Económico”, essa ficção da teoria económica ortodoxa dominante?

16.7.07

Cavaco Silva não gostou da campanha eleitoral...


... de Lisboa. Pelo menos é o que diz o Público de hoje.

Já agora, Cavaco Silva está a gostar do que se está a passar na Madeira?

Ou será que tem estado no Pulo do Lobo e não tem ouvido noticiários?

A abstenção de Lisboa nada tem a ver com as cegonhas (nem com as férias, é claro)


Há menos trânsito hoje nas ruas de Lisboa. Como tem havido menos trânsito nas ruas de Lisboa já há algum tempo. É da época, todos sabemos.

Ah, não, desculpem. É do desencanto com os políticos.

É que a abstenção não tem nada a ver com estarmos em meados de Julho. Pelo menos assim rezam os políticos que se bateram para ter eleições a 15 de Julho, em vez de dia 1. E que, é claro, não sonham sequer em assumir a sua parte de responsabilidade pelos efeitos da data sobre a afluência às urnas.

Posta para irritar os meus amigos de esquerda (ou "os caminhos ínvios das autárquicas em Lisboa")


As eleições Lisboa 2007 acabaram, passemos às eleições Lisboa 2009. Quer dizer: o que me interessa é já o futuro eleitoral de Lisboa. O que fará Costa em termos de alianças? Não sei, mas quero analisar a coisa na perspectiva das tendências eleitoras de longo prazo na cidade de Lisboa.

A existência de mais de 25% dos votos da capital em candidatos independentes significa que esta é uma oportunidade de ouro para tentar reestruturar o eleitorado de Lisboa. Pode ser que tenhamos entre mãos um fenómeno parecido com o proporcionado em tempos pelo PRD de Eanes ao nível nacional: uma fatia do eleitorado de esquerda votou PRD como voto de descolagem dos seus partidos tradicionais e nas eleições seguintes estava livre para votar na direita, no PSD de Cavaco - o que fez, dando a este a primeira maioria absoluta monopartidária.

Em Lisboa, o PS há quase 30 anos que tinha uma margem de manobra relativamente pequena: depois de Aquilino Ribeiro, em 1976, ficou durante muitos anos atrás dos comunistas quando concorria isolado. Com Sampaio, e as coligões de esquerda que este promoveu, e que João Soares continuou, e com o bom governo que essas coligações de esquerda deram à cidade, o PS progrediu mais de 10% no seu peso eleitoral permanente. Isso permitiu-lhe agora, em circunstâncias especiais, ficar em primeiro lugar - mas muito longe da maioria aboluta.

Como poderá António Costa aspirar a ganhar com maioria absoluta em Lisboa daqui a dois anos? Governar bem é condição necessária, mas não suficiente, para esse desiderato. Para aspirar à maioria absoluta daqui a dois anos, o PS e António Costa têm de aproveitar as possibilidades de reestruturação do eleitorado que as circunstâncias permitem. A maior fatia dessa oportunidade é o eleitorado de Carmona, que pode voltar ao PSD ou ser captado pelo PS na próxima volta. A lista de Carmona pode ter sido o atalho para uma fatia do eleitorado do PSD se juntar ao eleitorado do PS, libertando o PS da obrigatoriedade de fazer alianças à esquerda.

Não é que eu seja contra alianças do PS à esquerda em Lisboa. Aliás, dada a fragmentação política da capital, Lisboa provavelmente só será governável com estabilidade na base de alianças, PSD/CDS ou PS/PCP/BE. O problema é que a luta de morte entre o PCP e o BE em Lisboa, cidade onde o BE aspira a mostrar ao país que os "socialistas de esquerda" valem mais do que os comunistas, torna extremamente difícil de negociar uma nova e futura coligação de esquerda. Se o PS quiser, de futuro, ter a opção de tentar uma coligação de esquerda ou de tentar uma maioria absoluta, precisa de reestruturar profundamente o eleitorado de Lisboa durante estes dois anos. E o alvo dessa operação será, essencialmente, o eleitorado de Carmona Rodrigues.

Quer isto dizer que António Costa terá de coligar-se com Carmona para governar Lisboa? Não necessariamente. Mas terá, certamente, de visar o objectivo de esvaziar Carmona e ficar-lhe com o eleitorado. O que passa, certamente, por não o erigir em principal inimigo. Coisa que, dita assim com esta clareza, faz com que os meus amigos de esquerda se irritem comigo e repitam tudo o que se sabe sobre Carmona. E que eu insista: estão já todos a pensar em 2009. António Costa também. E faz bem, porque não é em dois que vai mudar grande coisa. Dois anos vão dar apenas para mostrar que é ele quem pode fazer melhor. Para a seguir pedir que lhe dêem condições para isso. A campanha eleitoral, a campanha eleitoral mais longa e mais importante dos últimos quinze anos em Lisboa, está só a começar. E vai durar dois anos.

Anamorfose

Anamorfose. Não sabe o que isso seja? O blogue A aba de Heisenberg explica. Nesta curta nota.

Entretanto, isso permite-nos fazer a seguinte ligação. Há um bonito livro de Banda Desenhada, intitulado O Segredo de Coimbra (mas que antes disso se chamara Le Secret de Coimbra), que tem no cerne da sua intriga precisamente a anamorfose. Eis como escreve o editor, na apresentação desse álbum:


Que segredo esconde esta imagem deformada, esta anamorfose que Roland Buisen estuda em vão desde há meses? Quem é o personagem representado?

As investigações de Buisen levam-no até ao Gabinete de Física da Universidade de Coimbra, a essas salas esquecidas onde a ciência do Século das Luzes se confunde com as lendas de outros tempos.

É graças a este misterioso retrato que Roland Buisen vai desvendar a história de um jovem príncipe de saúde débil e de um perceptor demasiado preocupado em protegê-lo, a história das máquinas construídas para uso exclusivo da criança e da ponte com que não cessa de sonhar...





E assim continuo a minha cruzada a favor da BD... (O desenhador é o belga Etienne Schréder e o editor da versão portuguesa é a ASA. Publico a capa em francês, não por ter sido a primeira versão que li, mas porque os editores portugueses têm sempre muito medo de disponibilizar em linha amostras decentes dos seus álbuns.)