29/03/11

Machina Enxuta, número um




9 comentários:

coraçãodemaçã disse...

Vi-vos e ouvi-vos, do princípio ao fim, com um leve sorriso de prazer. E dei-me conta que me fazia falta uma janela interactiva, arejada e solar onde pudesse debruçar-me semanalmente para assistir, sem rancores vesgos, à troca de opiniões políticas actuais, inteligentes,informadas,assertivas,honestas.
Que bom!
Dri

Penélope disse...

Parabéns, mais uma vez, Porfírio. Não sei se percebi mal o formato, mas está previsto levarem aí, por exemplo, uma pessoa do Bloco para debaterem visões políticas? Seria interessante, até porque, além do protesto e do ódio aos banqueiros, não se percebe que tipo de projecto de sociedade e de economia defendem.
Obrigada.

Penélope

Miguel RM disse...

Obrigado pelo seu comentário. O Porfírio e eu conhecemo-nos há uns anos, nem sempre temos s mesma opinião, mas ambos ambicionamos para o nossos país uma vida política mais interessante, mais eficiente e mais útil para todos. Sendo claro para quem nos ouve que vamos votar de forma diferente, prometo-lhe que manteremos na campanha que se avizinha este espaço de liberdade e de debate, que se destina a confrontar ideias e impressões, mas não a "vender banha da cobra"

António Souto disse...

Muito bem, gostei novamente desta quase meia hora de reflexão.
Um bom debate de ideias, com entusiasmo e moderação q.b.
Partilho perfeitamente da urgência de um pacto, a sério, na administração da Administração Pública, um pacto que ponha a tónica numa liderança independente e, sobretudo, competente.
Penso que o grande problema político (ou da "política") de hoje (entenda-se de há algum tempo a esta parte), com consequências em todos os domínios do Estado (e necessariamente com repercussões na sociedade) assenta exactamente na rotatividade e no amadorismo dos quadros (não na sua competência intrínseca, mas na sua competência para as funções para que transitoriamente são nomeados) que gerem a res publica.
Parabéns!

Porfirio Silva disse...

Caros comentadores, agradeço as palavras de estímulo, apesar de não me achar pessoalmente muito satisfeito com o produto. Não temos tido muito tempo para aprimorar a coisa em termos de dinâmica do debate, a técnica de realização é muito curta, o material bastante amador. Mesmo assim, não me parece que sejamos, o Miguel e eu, de desistir facilmente.
A ideia de convidar mais alguém não me atrai muito. A ideia de debater entre nós não resultou de uma escolha política, resultou de uma escolha pessoal. O Miguel nem sequer é das pessoas com quem discuto mais, mas é das pessoas com quem me sinto mais à vontade para ser sincero, já que ele percebe muito bem certas nuances que, sendo muito desvalorizadas na bolsa de ideias actual, me são importantes para poder respirar.
Voltem sempre, com apoio (também precisamos), criticas e sugestões (de temas, por exemplo) - embora não possamos comprometer-nos a dar-vos ouvidos! :-)

JPN disse...

Porfírio, antes de mais parabéns pela vossa iniciativa e ideia. Não creio que o "amadorismo" da colecta das imagens prejudique em algo.
Quanto às ideias, não estou de acordo com bastantes coisas que defendes:
a) a personalização política em torno de Sócrates não nasce tanto de uma política do ódio da direita, é um fenómeno já muito mais antigo, ao qual há personagens políticos mais irredutíveis, e pode-se dizer que a chegada a SG de Sócrates é fruto dessa personalização, desse efeito imagético que contamina o discurso político. Sócrates é muito menos vítima do que jogador (o que não encerra já nenhum juízo de valor meu sobre o seu jogo);
b) tens razão quando dizes que a determinação de Sócrates lhe causou engulhos mas provavelmente não tanto na tua perspectiva porque se fores analizar o trajecto desses engulhos consegues perceber que eles começaram primeiro no PS e na Esquerda que tem um problema de relacionamento com a liderança, a autoridade, com a determinação e para a qual não é estranha a idiossincrassia de Sócrates, nomeadamente uma certa oscilação entre combatividade política e arrogância, entre irritação e rudeza.
c) face a esse padrão de determinação de Sócrates ( que serviu como lado B da determinação de Cavaco) muitos erros houve que foram cometidos pelo governo por ter hesitado demasiadas vezes em certos aspectos, e por ter sido demasiado insistente noutros. Ora este padrão de comportamento que se ajustava que nem uma luva à maioria absoluta foi pelo eleitorado negado como prática política com a maioria relativa.
d) daí que o contributo positivo, na minha opinião, do governo de Sócrates no primeiro mandato se tenha vindo a diluir num cenário de minoria sendo que se quiseres encontrar algo de relevante que este Governo tenha feito neste segundo mandato tens alguma dificuldade senão for a defesa localizada de politicas do género ( e mesmo assim com algumas hesitações) ou o destemor com que insiste em bater o pé ao FMI e em contrarias os cenários catastrofistas de uma oposição onde o desnorte é tanto que a esquerda surge aliada á direita.
e) essa irrelavância do Governo fez com que o que se desse relevância fosse a profunda crise que se abateu sobre a justiça (a educação e a saúde mudaram de azimutes e deixaram de fornecer tanta base de contestação), sobre a economia e as finanças, onde o Governo mais uma vez surge pessimamente colocado quando nacionaliza o lixo do BPN (ainda hoje vais ao site do BPN e vês que o Banco oferece juros altamente competitivos) e se deixa cair na armadilha do envolvimento de figuras próximas de Cavaco. Com a séria crise institucional que afecta todas as áreas, é natural que o Governo seja o bombo da festa.
A dinastia PEC deveria chamar-se PID, Plano de Instabilidade e Decrescimento, já que apenas se preocupa em tornar-nos apetecíveis para o ataque especulativo. Porque essa falácia de que não nos querem emprestar dinheiro só tenta esconder uma coisa: é cada vez mais interessante emprestarem-nos dinheiro tanto que os especuladores estão á espera ansiosos pela queda de Portugal nos pedidos de ajuda e nos consequentes planos de austeridade ajustada ao encaixe de dinheiro para ser trasferido para o pagamento da dívida.
Mais uma vez parabéns e um abraço.

Porfirio Silva disse...

Caro Joaquim,
Concordo com muito do que dizes, como se pode constatar por algumas coisas que tenho escrito. No fundo, a questão é sempre a mesma: que parceiros temos neste mundo?
No plano nacional, a oposição extra-parlamentar (escândalos na comunicação social, corporações, grandes empresários que não admitem que não lhes façam a vontade, sindicatos instalados) optou desde cedo pelo ataque de cernelha: as políticas foram travadas na guerra suja e não nos lugares de decisão da política "normal". A rematar, cereja no topo do bolo, direita e esquerda da esquerda conseguem encontrar extraordinárias convergências "só" para entalar o governo.
No plano internacional, estamos a ser governados pela direita europeia, que impõe os seus dogmas errados, mas, na situação financeira em que estamos, não vejo como podemos fugir-lhes das mãos.
Sem este enquadramento, é difícil perceber muitas das coisas que dizes, apesar de teres razão em as dizeres.

Gosto de te ver por cá.
Um abraço.

Anónimo disse...

Ó Porfírio, estás em delírio?

Porfirio Silva disse...

Digam-me lá: não será preciso ter a inteligência de uma torradeira avariada para andar dias atrás de dias a deixar pseudo-comentários idiotas numa caixa de comentários de um blogue, sem nunca incluir uma opinião, uma que seja? (O que consta acima é apenas uma amostra de uma colecção, obviamente censurada, que dura há que tempos.)