Em 1961 - há cinquenta anos - aconteceram muitas coisas importantes. Algumas, como o desvio do Santa Maria, deram dores de cabeça a Salazar. Outras só me dão dores de cabeça a mim. Destas últimas não reza a história. Daquelas outras, reza, sim. Como Irene Pimentel está a mostrar, com primeira lição aqui. A seguir, já que a senhora sabe do que fala e escreve com limpidez.
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26.1.11
1961
jugular
12:00
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Em 1961 - há cinquenta anos - aconteceram muitas coisas importantes. Algumas, como o desvio do Santa Maria, deram dores de cabeça a Salazar. Outras só me dão dores de cabeça a mim. Destas últimas não reza a história. Daquelas outras, reza, sim. Como Irene Pimentel está a mostrar, com primeira lição aqui. A seguir, já que a senhora sabe do que fala e escreve com limpidez.
29.7.10
sacudir a miseravelmente a água do capote
jugular
09:16
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Ler o João Galamba:
Salvo honrosas excepções, o grosso do jornalismo português mostrou, mais uma vez, que não tem pingo de vergonha e decidiu assobiar para o lado no 'caso Freeport', descartando qualquer responsabilidade pela tempestade de calúnia e difamação mediática a que sujeitou José Sócrates durante os últimos anos. 'A culpa é da justiça'; 'a montanha pariu um rato'; ou, num editorial do Público (sem link) que é um verdadeiro case-study sobre a(ir)responsabilidade do jornalismo português, 'a justiça investiga mal um caso que vendeu na praça pública como escaldante para depois concluir que nada de relevante acontecera...culpar os media é um exercício fácil. É inegável que houve excessos, mas também é inegável que houve fontes'. Ou seja, os media rejeitam toda e qualquer responsabilidade associada ao poder que exercem e assumem-se como vítimas inocentes de uma justiça disfuncional.Aqui, na integral do post, veja as contas feitas em detalhe.
7.7.10
invenção para os dias quentes
jugular
10:10
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Estando encalorado, use este dispositivo.
Estando fervente, use este dispositivo mais sofisticado sugerido pela Ana Vidigal.
17.6.10
3.5.10
Pacheco Pereira e a lógica
jugular
15:35
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Escreve JPP: «Enquanto não houver um Papa que não seja mulher, lésbica, negra, de preferência não crente, e que vote nos EUA no Obama, os Papas, em particular este, são alvos preferenciais.»
Não é preciso ter um curso superior de lógica para saber que "aquilo" quer dizer que JPP acha que temos um Papa que reúne as seguintes características: ser mulher, lésbica, negra, ...
Bom, na verdade há uma escapatória para JPP: se ele for adepto da escola intuicionista em lógica, não aceitará que a dupla negação seja, por si mesma, equivalente à afirmação. Mas estou em crer que o douto JPP ainda não chegou a esses recantos da lógica matemática.
(agradeço à jugular Ana Matos Pires o acesso a esta pérola)
Adenda: JPP - ou alguém por ele, já que não lhe queremos imputar sem provas um tal agir - foi lá e cortou uma palavrinha que lhe borrava a pintura. Mas sem deixar traço. À socapa. Bravo!
Não é preciso ter um curso superior de lógica para saber que "aquilo" quer dizer que JPP acha que temos um Papa que reúne as seguintes características: ser mulher, lésbica, negra, ...
Bom, na verdade há uma escapatória para JPP: se ele for adepto da escola intuicionista em lógica, não aceitará que a dupla negação seja, por si mesma, equivalente à afirmação. Mas estou em crer que o douto JPP ainda não chegou a esses recantos da lógica matemática.
(agradeço à jugular Ana Matos Pires o acesso a esta pérola)
Adenda: JPP - ou alguém por ele, já que não lhe queremos imputar sem provas um tal agir - foi lá e cortou uma palavrinha que lhe borrava a pintura. Mas sem deixar traço. À socapa. Bravo!
16.4.10
um problema de tolerância (de ponto)
jugular
19:25
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Infelizmente não escrevo com tanta facilidade e de forma tão escorreita como f. - coisa que, obviamente, é mérito dela e defeito meu. Não vou, por isso, alimentar a conversa, do que só não peço (lhe peço, a f.) desculpa por achar que não vem a propósito. Do lado de f. saiu este post, deste lado saiu este, f. responde com mais este e mais este. Como, na verdade, não vejo que f. acrescente algo à discussão (salvo valer-se das interpretações da conferência episcopal para fazer a hermenêutica da decisão do governo sobre a tolerância de ponto, o que tem alguma graça); como não tenho apetite por estar a explicar a f. qual é o ponto do meu argumento (pela razão simples de que ela o compreende, desde que queira); porque acho que não devo abusar da publicidade imerecida que poderia advir de polemizar com f.; porque antes de f. já milhares de "intelectuais de esquerda" tentaram o mesmo tipo de abordagem à religião e os resultados foram sistematicamente desastrosos - por tudo isso apenas lhe digo: a "guerra da religião" tem coisas muito mais importantes do que estas guerrilhas recuadas sobre tolerâncias de ponto. Quer um exemplo? Leia este post de Joana Lopes (o qual, aliás, eu já sublinhara).
Ah, f., já me esquecia: as partes mais psiquiátricas dos remoques dão-me vontade de rir: nessa matéria eu sou um doente sem médico, um doente em autogestão.
26.3.10
palhaçadas monárquicas
jugular
16:23
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Público: Sapadores de bombeiros retiram bandeira monárquica que susbtituiu a nacional.
i: Bombeiros retiram bandeira monárquica.
Isabel Moreira, no jugular:
Bonito é roubar a bandeira republicana e colocar, no seu lugar, a bandeira monárquica. E no Parque Eduardo VII. Um parque assim baptizado em honra de Eduardo VII, de Inglaterra, famoso pelas suas infidelidades conhecidas e toleradas pela obediente esposa, um verdadeiro playboy, o que me parece indiferente, mas que é o retrato tão actual da queda dos valores conservadores que as monarquias europeias pretendiam e pretendem hipocritamente representar.
Desta vez o PPM não conhecerá os autores e não fará uma capa de jornal a toda a largura e coisa e tal? Ou a legalidade e a ilegalidade dependem da amizade?
Inês de Medeiros, deputada, e o calado Gama (a honra das pessoas)
jugular
16:15
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Fernanda Câncio, no Diário de Notícias, excerto:
«A não ser, espera, que Inês de Medeiros não tenha dado uma morada falsa. Que o seu dossier de candidatura diga, claramente, no local de residência, "Paris, França" - aliás à imagem do seu BI, emitido em 6 de Dezembro de 2005. E que a decisão de candidatar uma portuguesa residente em Paris pelo círculo de Lisboa tenha - obviamente - sido do partido que a convidou, que como os outros partidos candidata residentes nos Açores para o círculo de Bragança e terá considerado que a residência num país do espaço de livre circulação europeu não limita os direitos de cidadania nem restringe as possibilidades de representação política. E que a existir uma limitação ela teria sido, decerto, detectada e apreciada aquando da submissão da candidatura aos serviços competentes. Ou não?Via jugular.
É certo que a deputada se mantém inscrita como eleitora em Lisboa, mas na mesmíssima situação de desencontro estão muitos milhares de concidadãos: confundir tal com falsificação será no mínimo estulto. Mais ainda o é o facto de, tendo sido os serviços da AR que, após a eleição, informaram Medeiros do seu direito legal ao pagamento das viagens que faz à residência, ser à deputada que se pedem explicações, enxovalhando-a e denegrindo-a meses a fio. Ainda que a calúnia e difamação sejam já a normalidade, talvez não fosse má ideia perguntar, simplesmente, aos serviços do Parlamento o porquê da "confusão". E a Jaime Gama porque está tão calado.»
18.3.10
mais alertas
jugular
19:10
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De outro perigoso extremista, o deputado pelo PS, João Galamba:
(...) apetece-me deixar aqui um proposta de alteração do PEC. Dado que os bancos lucraram com a generosa política monetária do BCE e não têm injectado o que devem na economia real, e tendo em conta que foi o sector financeiro que nos meteu neste aperto, que tal anunciar um aumento da taxa efectiva de IRC. Quanto? Tanto quanto necessário para, primeiro, não impôr tectos cegos e injustos na despesa com o RSI e, segundo, para não cortar no investimento público. Seria uma medida da mais elementar justiça e contribuiria para uma maior dinamização da actividade económica.Integral: proposta de alteração do PEC.
Ou de outro jugular, João Pinto e Castro:
A mim, não me faz espécie uma eventual privatização dos CTT, mas estranho que a decisão apareça assim caída do céu, como se fosse a coisa mais natural e inquestionável do Mundo. Dir-se-ia que os espíritos dormem durante anos e depois, acossados por uma qualquer emergência, despertam para a vida e se ofuscam com a luz. (...) A falta de dinheiro não é desculpa para se brincar às políticas.Integral: Revoadas de políticas.
12.3.10
moinhos, quixotes e sanchos panças / com coisas sérias não se brinca
jugular
21:52
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Trata-se de um blogue que aprecio: jugular. Mas fiquei francamente revoltado com este post, que, supostamente a propósito desta notícia - Professor vítima de bullying preferiu morrer a voltar ao 9º B - reza assim:
Se resolvesse agora matar-me à facada romba, era por causa do meu colega que me ganhou o julgamento da semana passada, certo? Se um médico der um tiro na cabeça, tal deve-se, por certo, a um doente hipocondríaco. O talhante? Orelha de porco estragada, raio do fornecedor. O escritor tropeçou numa vírgula, a culpa é do professor de 4ª classe. O crítico perdeu um adjectivo: o culpado é o mesmo da questão anterior. Já o jornalista, esse, morreu de falta de vergonha na cara.Verifiquei, pelo teste do comentário ao supra transcrito post (estas coisas não se podem citar parcialmente), que o respectivo autor não o tinha escrito num momento de precipitação. Ele queria mesmo escrever aquilo.
Então, repito aqui o que lhe disse em comentário: quem escreve isto, reflectidamente, é porque confunde escolas com os matadouros onde pode haver orelha de porco estragada, na expressão do escriba. Pelos vistos não é só da banda sindical que vem o desvario de reduzir os problemas da escola à luta político-jornalístico-sindical. É o vale tudo. Muito baixo.
A Ministra da Educação tem razão: “Queria apelar para a seriedade no tratamento destas questões que têm a ver com a vida das nossas crianças, das famílias e dos professores e que envolvem sofrimento”. Suponho que a eventual falta de seriedade de uns não desculpa a de outros.
Pelos vistos, há pessoas que não percebem que com certas coisas não se brinca. Muito menos se brinca a sério.
(Neste caso, a arrogânciazinha menor do escriba, lá na resposta ao comentário, nem é coisa que conte. Só para o currículo do dito, claro.)
9.3.10
Apanhados a fazer sexo no meio da estrada
jugular
19:36
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Segundo o CM (via a jugular Isabel Moreira), «Um casal foi apanhado a fazer sexo no meio de uma estrada da cidade de Krefeld, na Alemanha. Não fazendo por esconder, a cena foi vista por várias pessoas que passavam no local.»
É compreensível que tenham sido apanhados. Não dá jeito nenhum ir correndo e... isso, coisando.
26.11.09
a verdade é mais forte que as algemas
jugular
18:26
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Só agora, pela mão do Rogério da Costa Pereira, do jugular, cheguei aos cinco minutos que José Pacheco Pereira dedicou na televisão ao Câmara Corporativa. Basicamente, JPP está aborrecido por o Câmara Corporativa ser eficaz a divulgar informação favorável ao governo. Na enchurrada, JPP chama vários nomes ao Câmara Corporativa, por exemplo dizendo que é um blogue "bizarro". Pena é que, no seu exercício, JPP não tenha indicado um único exemplo - um único exemplo - de uma informação falsa veiculada pelo Câmara Corporativa. O que dói, numa blogosfera dominada pelo ódio primário a Sócrates, ao PS e ao governo, é que haja quem publique verdades como punhos que tantos tratam de tentar ocultar.
Obrigado, Câmara Corporativa, Miguel Abrantes incluído, por combaterem a desinformação. A isso chamo serviço público. Cidadania. Democracia a funcionar. Contra os que prefeririam que os factos fossem escamoteados, marchar! marchar!


