4.12.10

é preciso não confundir os originais e as versões



Gustav Klimt, A Virgem



A versão fotográfica que Moisés González fez d'A Virgem, de Klimt


Confundir este post sobre a situação em Espanha com uma análise de esquerda, é confundir alhos com bugalhos. Confusões perigosas. (Vale a pena ler também os comentários.)

10,000 anos depois entre Vénus e Marte


crónicas do controlo social


O efeito do carneiro que não quer ir contra o rebanho.



a difícil técnica de olhar para o lado


O Homem do farol é um blogue que deve ser visitado.

Este é um conselho de amigo.
Não no sentido de eu ser amigo do "homem do farol" (que sou), mas no sentido de estar a ser vosso amigo ao aconselhar esta visita.

A difícil técnica de olhar para o lado.

corporações

12:17

É preciso não esquecer que a defesa de privilégios de grupo, quando extremada e em clara falta de sintonia com a situação das pessoas "de fora" do grupo, pode levar a conflitos sérios. Não esperávamos que se chegasse tão depressa à mobilização militar, mas essa parece ser uma eventualidade.




Los controladores quedan "movilizados", pasan a tener condición de militares, e incurrirán en desobediencia si no trabajan.
La Fiscalía investiga posibles delitos de sedición.

andamos todos a dias


Os Linda Martini, com "Mulher a Dias".


vamos lá dar os peixinhos pequenos aos mercados que isso fará bem à nossa saúde de peixes graúdos


Pois. Pode ser que sim. Ou que não.


(Cartoon de Marc S.)

3.12.10

o estado do mercado | o mercado do estado

22:02
Frases que merecem reflexão.

« Pensar em termos de uma dicotomização do mundo institucional, que coloca em oposição "os mercados" e " estado", é tão grosseiramente inadequado e estéril que é surpreendente como essa dicotomia sobrevive como forma básica de organização, quer de estudos académicos quer de aconselhamento político. Uma simplificação exagerada das opções de design [institucional] que estão ao nosso alcance é perigosa, na medida em que esconde, mais do que revela, as peças necessárias para a concepção de instituições efectivas e sustentáveis.»

Elinor Ostrom, Understanding Institutional Diversity, 2005 (tradução livre)

já chegámos à Madeira?

alguém tem de advogar os interesses dos privados quando eles se opõem ao interesse do Estado, dos nossos impostos e do bem comum

10:45

Marques Mendes considera nova empresa pública para gerir as Parcerias Público-Privadas “uma provocação” e um “escândalo”. «“Mais uma EP o que é? São mais lugares de administradores; são mais lugares de directores, assessores e secretárias; são mais automóveis topo de gama. Tudo à custa do zé-povinho, o que aperta o cinto”, afirmou o ex-líder do PSD, no seu comentário habitual na Edição da Dez da TVI24.»

Fez-se um grande burburinho em torno do livro de Carlos Moreno, "Como o Estado gasta o nosso dinheiro". O livro merece uma leitura que escape às boutades de ocasião, já que a mensagem que ele contém não é tão simplista como parece. Voltaremos a isso.
Entretanto, há certamente um aspecto central em qualquer leitura do "relatório" de Carlos Moreno: o Estado não está suficientemente habilitado para as duras negociações com os privados precisamente por não ter organizado, concentrado, acumulado e rentabilizado o conhecimento de que devia dispor por ter estado envolvido em tantas negociações de PPP. Recorrendo muitas vezes a sociedades de advogados para lidar com as negociações, paga o trabalho e depois deixa ir o conhecimento e experiência que assim se ganhou; se recorresse a meios próprios, acumulava esse conhecimento e essa experiência, podendo mobilizá-la em ocasiões sucessivas. E, provavelmente, com menos riscos de contaminação de interesses. Outras vezes o problema é a dispersão: equipas espalhadas por diferentes serviços ou empresas públicas lidam cada uma com um caso particular, em vez de se concentrar e cruzar o conhecimento dos escolhos e soluções que a defesa do interesse comum enfrenta nesse tipo de negociações - negociações difíceis para as quais as partes privadas se preparam olimpicamente, como lhes cabe. Esse mau uso do investimento em conhecimento, por parte do Estado enquanto parte das PPP, parece, segundo Carlos Moreno, ser uma das explicações mais pesadas para a forma como o interesse público foi maltratado em muitas das tais parcerias.
O que o governo agora diz que vai fazer é, em princípio, um bom passo no sentido de melhorar a defesa do interesse público nas PPP. Organizar as tropas para ganhar mais batalhas, com menos baixas e com menos custos.
Marques Mendes, se declarou aquilo que o Público diz que ele declarou, das duas uma: ou não percebeu aquela explicação simples de Carlos Moreno; ou está aborrecido por o Estado estar a fazer alguma coisa para que o interesse público seja defendido como deve ser nas Parcerias Público-Privadas. Assim se vê como o "discurso da tanga", inventado por Durão Barroso mas que está sempre a voltar ao PSD (e à sociedade portuguesa, como caldo de cultura), não é um discurso inocente. Serve interesses objectivos. Serve para meter tudo no mesmo saco, embrulhado em fumaça, e proteger enviesadamente aquilo que não se tem coragem para defender claramente, à luz do dia.


2.12.10

vamos lá então discutir de novo o cumprimento do acordo sobre a progressão do salário mínimo

23:11

Banco de Portugal diz que salários cresceram muito menos do que se pensava. Vem no Jornal de Negócios:
Os salários em Portugal podem ter crescido menos do que se pensava e do que se constata através da análise das estatísticas oficiais. A conclusão é do Banco de Portugal, que levanta dúvidas em relação à metodologia actualmente utilizada para apurar o peso das remunerações no total da economia.
A dúvida foi inicialmente colocada em Maio pelo então governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio. Numa apresentação pública, o actual vice-presidente do BCE apresentou uma série estatística para os custos unitários do trabalho (CUT) que não batiam certo com os números do INE – precisamente os que são posteriormente utilizados nas bases de dados europeias.
Comentário do jugular João Pinto e Castro:
Logo, ao contrário do que tem sido repetidamente afirmado pelos tele-economistas, não teria havido nenhuma perda significativa de competitividade por via dos custos salariais. Ou seja, durante anos a fios foi defendida uma política de contenção salarial com base em estatísticas que, aparentemente, se verifica agora estarem erradas. Desconfio, porém, que esta notícia não abrirá os telejornais de hoje.
Espero que este conhecimento não seja desperdiçado.

previsões

voar baixinho, como o crocodilo (*)


WikiLeaks: PCP chama ministro dos Negócios Estrangeiros ao Parlamento.
Continua o Público: «“Os documentos revelados pela WikiLeaks têm profundo impacto nas profundas contradições quer nas declarações do ministro os Negócios Estrangeiros quer nas declarações do primeiro-ministro em plenário de que nunca receberam qualquer pedido por parte dos Estados Unidos sobre voos da CIA”, afirmou aos jornalistas o deputado Jorge Machado. »
No duas ou três coisas lê-se:
A correspondência diplomática americana revelada pelo WikiLeaks refere-se, a certo passo, ao conhecimento dado às autoridades portuguesas, pelos seus homólogos americanos, de voos tendo como origem Guantanamo, levando a bordo detidos repatriados, sobre cujo futuro tratamento, nos países de destino, Portugal cuidou em pedir esclarecimentos, antes de dar autorização para a sua passagem por aeroportos nacionais.
O que eu não entendo é o que isso tem a ver com anteriores voos tendo como destino Guantanamo, que terão passado anos antes por Portugal, relativamente aos quais as autoridades portuguesas sempre afirmaram, sem que alguém tivesse conseguido provar o contrário, não terem sido informadas de que transportavam detidos? É que, sobre esses voos para Guantanamo, que eu saiba, não há uma única linha nos documentos do WikiLeaks.

Mais uma corrida demasiado apressada de quem confia mais nas suas próprias crenças do que nos resultados dos inquéritos? Espero que sim - já que eu ficaria muito abespinhado se o governo de Portugal tivesse colaborado em acções ilegais de violação dos direitos humanos. Mesmo que apenas por falta de cuidado e vigilância das suas obrigações. De qualquer modo, já estou habituado a certas pessoas andarem sempre a gritar pelo lobo - e o lobo, nada.

(*) As saudades que eu tenho das anedotas sobre a União Soviética...

dividendos com distribuição antecipada e outras formas de fugir com o rabo à seringa

17:42

PS vota contra projecto do PCP sobre tributação de dividendos
.

Confesso que às vezes não percebo o Partido Socialista. Talvez lá eles percebam o que andam a fazer, com a grande coragem do líder parlamentar a ameaçar demitir-se se não estiver a maioria de acordo com a "linha geral". Pode haver boas razões para não baralhar as regras fiscais e deixar ir em paz quem, aparentemente, está a fazer uma manobra de antecipação que não está ao alcance da generalidade dos portugueses. Mas, se há essas boas razões, expliquem-nas claramente cá ao zé povinho. É que eu tinha ficado com a ideia que o próprio governo queria encontrar uma forma legal de impedir a manobra. Mas, claro, fui eu que não percebi nada. Espero bem que os restantes milhões de portugueses que se importam com isso tenham percebido melhor do que eu.

É que a esperteza propaga-se. Vejam este exemplo. Um ginásio, que cobra uma mensalidade que verá em 2011 recair sobre o montante de base uma taxa de IVA muito mais elevada do que até aqui, também descobriu o milagre da antecipação dos pães. Propõe à clientela que pague até 31 de Dezembro todo o ano de 2011, com o IVA de 2010. Fazem as continhas aos clientes, para que eles saibam quanto poupam. Isto também é legal? A resposta interessa-me, uma vez que sei de fonte segura que o caso é real e está mesmo a acontecer. Deixem na posta restante, se fizerem a fineza.


despesismos e receitas de caldo verde sem chouriça, nem verdura, nem água sequer


Manuel Caldeira Cabral escreve no Jornal de Negócios, Responsabilizar instituições mais gastadoras:
Ao contrário do que muitas vezes se é levado a pensar, a maioria da despesa pública não acontece em instituições inúteis ou em gastos sumptuários. Esses são casos em que todos concordamos que se deve cortar, mas que apesar do seu efeito moralizador, têm, no entanto, pouco peso na despesa total. O grosso dos gastos está em áreas como a saúde, educação, polícia, exército e transferências para os mais pobres, os desempregados e os reformados.
Quer isto dizer que nada se pode fazer? Não. Quer apenas dizer que não há soluções fáceis.
Via Câmara Corporativa, que eu pago impostos é para ter serviço público de qualidade. (Ah, esta é uma homenagem de pernas para o ar aos maduros que me citam debaixo da etiqueta "os abrantes". Eu, se algum dia achar interessante citar tais comentadeiros, usarei a etiqueta "os merkelzinhos que por cá temos".)

a questão alemã

13:50

Der Spiegel: A reputação da Alemanha na União Europeia degrada-se dramaticamente. A opinião alemã começa a perceber que o país está de novo a ser visto como um Estado dominador que trata de impor os seus pontos de vista egoístas aos demais parceiros.
O secretário de estado alemão dos negócios estrangeiros, Werner Hoyer, declarou à Spiegel que os seus colegas em Bruxelas lhe perguntam "se a Alemanha ainda é a favor da Europa" - o que mostra que a pergunta não é apenas "popular", também atinge as esferas governativas.

Ulrike Guérot, perita do European Council on Foreign Relations(ECFR), avisa que cada vez há mais dificuldade em compreender o que quer a Alemanha e aumentam os receios de que esse país esteja numa viragem nacionalista. Ao mesmo tempo, também lembra que há dois lados da moeda: os alemães também estão mais desconfiados da Europa e do que pensam que ela lhes custa a eles, alemães.

José-Ignacio Torreblanca, director do ECFR em Madrid, escreve no Financial Times que "a Espanha se prepara para uma crise feita na Alemanha". Relembrando a distinção de Max Weber entre a ética da convicção (como em ciência ou em religião, o que importa é agir segundo o que se pensa estar certo, ser intrinsecamente bom ou verdadeiro) e a ética da responsabilidade (como na política, o que importa são as consequências do que fazemos) - mostra-se preocupado com o facto de a Alemanha parecer incapaz de pensar em termos políticos e estar a agir como se pensasse em termos religiosos. E quem paga a factura são países que partilham com a Alemanha a periferia: Espanha pode ser periférica para a Alemanha, mas até a Alemanha é periférica para a Ásia.

Mesmo o germanófilo primeiro-ministro luxemburguês, presidente do Eurogrupo, mostrou a sua inquietude por parecer que a Alemanha está pouco a pouco a perder de vista o interesse comum europeu.

Diz-se que a diplomacia alemã está a preparar uma pacote de iniciativas para propor ao governo, visando "redourar o brilho" do país na Europa.

E assim vai a novela da nova questão alemã. Que é, afinal, a questão da saúde e do futuro dessa extraordinária experiência colectiva que é a construção europeia. É preciso não esquecer que o que é belo e bom pode perfeitamente acabar mal. Mesmo a mais bela mulher pode morrer num estúpido acidente de viação. Se a culpa for da condução perigosa, mais estúpida se torna a circunstância. Pior é se nós estivermos embarcados no mesmo veículo.

(Correcção do link do Der Spiegel: quase às 23 horas. Tarde. Espero que não a más horas.)

querem mesmo saber por que estou fartinho da conversa das pme?


É pela simples razão de que isto que a Sofia aqui relata "é mato". E é uma espécie de sarna dos que são pequenos porque querem ser pequenos e não sabem mais do que ser pequenos e até detestam quem sabe fazer melhor. Sofia, a propósito do seu Martinho da Arcada: a esmagadora maioria das incensadas pme são martinhos sem arcada nenhuma.

1.12.10

o problema hoje é que é mais difícil encontrar o Miguel de Vasconcelos e atirá-lo pela janela

19:05

A abordagem míope à crise na Europa está a dar os seus frutos.
(Não estou a falar dos comentadores portugueses que continuam a tentar vender a novela de que tudo isto é culpa de Sócrates, esquecendo que foi um governo desse homem que levou as finanças públicas ao ponto de maior equilíbrio em décadas. Esses estão lá na sua agenda paroquial, sonham com a autarcia bolorenta de outros tempos, ou no sentido de que pensam que ela ainda existe, ou no sentido de que acham que ela seria a nossa salvação. Desse paroquialismo nem vale a pena falar aqui, os tempos estão demasiado sérios para o mundo para que se perca muito tempo com isso.)
A tentativa de deixar cair, um por um, alguns países que não encaixam no padrão agradável à senhora Merkel, está a dar resultados espectaculares.
(O padrão agradável à senhora Merkel é simples: quando a Alemanha esteve em desrespeito dos critérios da zona euro, impediu que a penalizassem segundo os critérios, e fê-lo à má fila, como se estivesse disposta a bater com o sapato em cima da mesa do Conselho em Bruxelas, com a boa educação de Krutchev na ONU nos idos dos anos 60 do século passado.)
Era a Grécia, é a Irlanda, pode ser Portugal, pode ser a Espanha, já se fala da Bélgica, já se fala da França, a ser assim a Itália pode vir a seguir... Alguns ainda acham mal que se fale mal dos mercados, como se a "mão invisível" fosse a mão castigadora de Deus ou a astúcia da razão - quando é apenas o negócio de alguns, o ataque que alguns esperam quase definitivo contra a soberania. A liberdade definitiva para o dinheiro.
Entretanto, a "Europa" continua a não ver o que tem de ver. Sem pedir milagres, quer-se que o Banco Central Europeu não faça muito pior do que a Reserva Federal americana - mas parece que o BCE, e os Merkel deste continente, esperam mais sangue. Querem, nomeadamente, que com mais sangue seja mais fácil a imposição da sua austeridade mortífera para a economia. A crise, sendo crise do capitalismo extremo, quer-se agora nas mãos... das mesmas concepções que criaram este mundo de loucos. A crise até pode dar jeito, para obrigar os mais reticentes a afogarem o que resta do Estado social: já nem querem a sua reforma, querem que passe à história.
Curiosamente, ao mesmo tempo, alguma esquerda que andou anos a fio a dizer cobras e lagartos da Europa, agora quer a intervenção decidida da Europa. Percebeu, finalmente, que pode ser complicado ser deixado sozinho no meio do mar encapelado. Isso, pelo menos, pode ter algumas virtualidades para o futuro.
Mas qual futuro? Se os ideólogos de sempre, agarrados à igreja do mercado, continuarem a mexer os cordelinhos, vamos ter mais em que pensar no futuro.

atitudes

12:57

29.11.10

o triunfo do jornal de sexta

09:45

Revelações do Wikileaks. EUA alargaram espionagem a líderes estrangeiros.

Pode haver uma ou outra revelação, no meio do imenso pacote fornecido pela Wikileaks, que seja de relevante interesse público. Contudo, pelo que se pode ler, até ao momento, trata-se, pelo menos em 99,9999% das "informações", de pura coscuvilhice. Claro que há sempre uma quota de almas puras que abrem a boca de espanto quando "se descobre" que as grandes potências fazem espionagem a torto e a direito. Claro que há sempre uns cândidos que pensam que os "grandes líderes" se amam intensamente a partir do momento em que entram em acordos de comércio livre - e ficam muito decepcionados quando descobrem que isso são apenas negócios estrangeiros. É essa pureza e candura, que afinal não passa de ignorância ou pura distracção, que é explorada por estas "revelações". A verdadeira crítica das relações internacionais, que passa pela análise do que é força e do que é direito na arena global, que passa pela questão da efectividade do direito internacional - não passa nada por estes incidentes. Mas a verdadeira crítica do que quer que seja não interessa nada a estes cavaleiros da revelação escandalosa.
Todos nós, no seio dos nossos lares e com os nossos amigos, dizemos coisas que, publicadas nos jornais, pareceriam enormidades. E/ou fazemos coisas que poderiam cair sob a alçada da lei. Nem por isso se torna sensato um dito muito comum dos partidários da invasão de privacidade: "eu não tenho nada a esconder, podem escutar-me à vontade". O mito da completa "transparência", a complacência com as quebras da reserva da interioridade no caso da vida privada, é um tique totalitário. Transposta para a vida institucional, concebendo como "oficiais e publicáveis" quaisquer palavras escritas, ditas - e talvez até imaginadas - esta mitologia é, no mínimo, devedora de uma concepção estranha da forma como funcionam os humanos. Dar relevância pública ao facto de um diplomata qualquer achar que o presidente francês é autoritário - adianta o quê à gestão da coisa pública mundial? Publicar que a Arábia Saudita quer que o Irão seja bombardeado - ajuda o quê à resolução do puzzle em causa? Nada, não adianta nada. Mas perturba muita coisa. O que se perde é, a meu ver, muito mais do que se ganha. A menos que se pense que a política passará a ser feita por máquinas, e que as máquinas serão mais éticas do que os humanos, tudo isto serve apenas para tornar mais poluídas as relações internacionais e para desviar das questões relevantes a percepção do mundo que temos.

O 11 de Setembro da diplomacia dos EUA? Talvez, antes, o triunfo do "jornal de sexta". Isto é o estilo de um certo telejornal de sexta-feira elevado ao estatuto de paradigma nas relações internacionais.


28.11.10

Nuno Júdice diz um poema de sua autoria

20:00

"Torre de Babel", de Nuno Júdice por Nuno Júdice


CCB, 21-03-2010, encontrado aqui

conhecimento de causa


Passos Coelho diz que serão necessárias pelo menos duas legislaturas para que o país volte a crescer. “Corrigir os últimos 15 anos de irresponsabilidade vai demorar vários anos de dificuldades e até de penúria - nunca menos de duas legislaturas”, avisou.

Passos Coelho sabe do que fala. Pelo menos em dois aspectos. Sabe que é preciso tempo para que as políticas dêem resultados visíveis a olho nu. Deve ter sido por isso que o PSD investiu tudo, nos últimos anos, em evitar - a maior parte das vezes por meios extra-políticos - que o PS pudesse governar com tempo. E Passos Coelho também sabe do que fala quando fala de irresponsabilidade: da longa coligação negativa, do actual um-PSD-colaborante-das-8-às-10-e-um-PSD-traquinas-ate-ao-deitar. É o estilo com a verdade me enganas.

o problema das rosas


Isabel Sabino, São rosas, meu, 2010
(na Arte Lisboa 2010, que encerra hoje)

estudos


João Queiroz, Liber Studiorum, 1999-2010 (na exposição Professores, CAM)

bastonadas


De repente lembrei-me que houve eleições na Ordem dos Advogados e ainda não sabia o resultado. No sítio da OA diz que Marinho e Pinto foi reeleito bastonário, parece que com margem folgada. Não dei conta de grandes notícias sobre o assunto nos meios em rede. Fiz uma googlada e parece que há mais notícias sobre as eleições de 2007 do que sobre estas. Por que será?