27.7.07

Um detalhe que não interessa nada, excepto tudo


Vasco Pulido Valente escreve hoje no Público, sob o título "A produção de uma personagem", o seguinte: "Desde os debates da campanha para secretário-geral do PS que Sócrates não é Sócrates. Na sua inocência Alegre e João Soares continuaram a ser Alegre e João Soares. Sócrates foi transformado em primeiro-ministro por especialistas."
Por especialistas?! Oh senhor ex-deputado Vasco Pulido Valente: eu pensava que tinha sido pelo voto! Primeiro, pelo voto dos militantes socialistas, que o escolheram para candidato. Depois, pelo voto dos eleitores portugueses, que por ele deram maioria absoluta ao PS. Essa é a legitimidade que alguns cronistas não lhe perdoam.

26.7.07

Religiões, ciência, racionalidade

No blogue Rastos de Luz podemos ler um post intitulado Erro? , o qual começa mais ou menos assim: "encontrei este vídeo sobre os erros científicos no Corão...". O que aí se escreve é bom senso. Bom senso, apenas? Sim, mas que falta muito por aí.
Mais mês, menos mês, viremos aqui com mais calma ao tema das relações entre ciência, religião e sociedade. Nessa altura espero escandalizar os meus amigos racionalistas (uma vez que os meus amigos religiosos já me acham perdido, de qualquer modo, não sei se no inferno ou simplesmente no "deserto do ser", como dizia o outro).

25.7.07

Transgénicos



MILHO "HERCULEX"

- É cada vez mais difícil encontrar milho não transgénico!

(Cartoon de Marc S.)

(Clicar para aumentar)

Alegre entrevista


Manuel Alegre escreve, em artigo de opinião com mais de uma página no Público, "contra o medo, liberdade". Terá, certamente, razão em algumas coisas. Também há estilos que não aprecio. Mas não tem, certamente, razão em tomar o particular pelo geral. Além disso, procuro uma qualquer sugestão de alternativa concreta a alguma política. Nada encontro. Palavras, só palavras, como de costume neste pensador.

No mesmo exemplar do mesmo jornal leio mais novidades sobre o que continua a acontecer na Madeira. Um tema de que muitos parladores sobre a liberdade se esquecem quando escrevem "contra o medo". Uma questão de prioridades, certamente.

Por respeito por Alegre volto a alguns dos seus poemas. Dos mais antigos. Quando soavam ao tempo futuro. Quando a personagem ainda não estava instalada como oráculo de um D. Sebastião que nunca virá - pela razão simples e talvez triste de que está apenas morto (o D. Sebastião).

Impossibilidades que não se confirmam (ou "uma palavra de conforto a Marques Mendes")

Se os elefantes podem nadar, porque é que Marques Mendes não pode aspirar a ser primeiro-ministro?



(A foto é da BBC.)