21/03/11

Machina Enxuta, número zero

13 comentários:

António Souto disse...

Muito bem, Parabéns por este espaço alternativo de discussão de ideias!
Para um número zero, gostei. Venham os próximos!
(só o cenário merecia um retoquezinho, que isto de ter aquela mancha vermelha descentrada e quatro interruptores só num dos lados...)
E um grande abraço, claro!

Anónimo disse...

Muito bem, Porfírio. Boas respostas a este senhor que, se diz que oscila nas escolhas, desta vez parece claro o lado para que oscila...
E boa ideia estes debates, dado que as televisões são o que sabemos.

Penélope

Anónimo disse...

Não sei se o meu comentário anterior aí chegou, mas queria ainda acrescentar isto: uma coligação PS-PSD não me parece aconselhável nem saudável para a democracia. Pois quem ficaria na oposição? O Bloco e o PC e o CDS. Exceptuando (talvez) o CDS, a futura alternância ficaria na mão de partidos não democráticos, anti-europeus e defensores de regimes totalitários. Em quem votariam depois os eleitores descontentes? A inexistência, na oposição, de um dos dois partidos democráticos fortes daria automaticamente peso aos demais para o turno eleitoral seguinte. Acho perigoso. Mas gostaria de ver isto rebatido.OK, para uma legislatura em tempos difíceis, poderia haver vantagens, mas desguarnecer a alternativa parece-me errado.
Cumprimentos.

Penélope

Porfirio Silva disse...

Penélope,
"Este senhor" é um Senhor, além de ser um amigo. E é de uma independência e de uma honestidade a toda a prova. Convém sabermos ouvir os que pensam como ele, mesmo quando discordamos - e se nos juntamos nisto é mesmo por discordarmos! É muito bom podermos discordar dos amigos, essa é que é essa.

Porfirio Silva disse...

António,
Tudo aqui precisa de mais do que retoques - mas isto é cidadania digital, o apuro, se vier, virá com o tempo
Abraço.

Porfirio Silva disse...

Penélope,
Sim, os comentários chegam cá, mas só quando eu posso chegar-me a eles.
Eu não disse neste debate qual é a minha opinião acerca de quais maiorias parlamentares são possíveis. Talvez explique isso num próximo debate. Mas essa é de facto uma questão importante.

Já agora, agradeço a sugestão desse tópico para discussão e apelo a outras sugestões.

ana vidigal disse...

Excelente ideia! E é um prazer ver o Porfírio e o Miguel ao "vivo e a cores"! Aos dois os meus parabéns!
beijos
ana v.

ariel disse...

Uma excelente ideia Porfirio, parabéns, foi completamente conseguido. Espero que continue.

Abraço.

Miguel RM disse...

Caro Anónimo,
O Porfírio defendeu-me amavelmente, mas eu também lhe vou responder: fique sabendo que a maior parte do eleitorado oscila nas escolhas; quem gosta de viver em democracia sabe que os partidos têm de se submeter ao sufrágio universal e não se vencem eleições sem os "oscilantes". Pela parte que me toca, nunca me arrependi de ser pragmático a votar e, aliás, na minha vida profissional, trabalhei em muitas ocasiões com políticos de diversas cores, experiência que me ensinou a ser tolerante, e a reconhecer qualidades em pessoas com ideias muito diferentes das minhas. Felizmente, nunca tive de deixar de fazer o que a minha consciência profissional me ditava por ser pressionado por esta ou aquela cor política. Não digo que não haja pressões, que as há, mas nunca cedi a nenhuma, nem ando a queixar-me pelas esquinas.

Ruaz disse...

Boa ideia!. Continua.Pequenas melhorias técnicas ( genérico mais curto e apelativo, volume do som, fundo...). Os conteúdos de bom senso e qualidade aí estão.

Porfirio Silva disse...

Ruaz, meu querido amigo,
Quanto às melhorias técnicas... se quiseres contribuir com uma câmara de vídeo melhor... :-)
Estou (meio a) brincar (Somos amadores, não das ideias, mas do audiovisual).

Obrigado a todos pelos incentivos, reparos críticos e sugestões.

Sofia C. disse...

Um diálogo interessante em que foi possível ouvir cada um, calmamente.
Ouvi num comentário do seu interlocutor que não sabe até que ponto acredita nos números publicados "a conta gotas" e estrategicamente pelo governo no que toca à execução orçamental.
Está no seu direito obviamente e lá terá as suas razões. Só tenho pena que não as avance, sob pena do comentário que faz ser meramente especulativo, subjectivo. É pouco.
Faço este reparo porque noto com frequência nos debates portugueses uma mistura indiferenciada entre dados concretos, estatísticos por exemplo, que obviamente se podem interpretar mas com abordagens lógicas, fundamentadas, por um lado, e interpretações totalmente especulativas , assentes em crenças e "preconceitos" dos oradores.
Seria bom uma abordagem mais sistemática e racional: quando são dados concretos afirmá-lo, citar fontes, se estão erradas dizer porquê , quando são sentimentos e "palpites", identificá-lo também enquanto tal e explicar porquê. Os "implícitos" não geram esclarecimento.
Posto isto, espero que haja mais diálogos como este. Muito interessante.
Sofia Carvalho

Porfirio Silva disse...

Sofia,
Obrigado pelo comentário e pelas sugestões.
Concordo que temos de separar bem as especulações da informações, e estas por sua vez das opiniões. Embora isso nem sempre seja fácil num formato destes (e num tempo que, em edições futuras, até deve ser mais curto).