18.2.10

outras coisas


Amanhã estarei em Portimão, na Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, a convite do Grupo de Filosofia, nas XI Conferências de Filosofia, onde palestrarei sob o título "São eles que não são inteligentes ou nós que somos mesmo máquinas? Inteligência Artificial para Humanos e outras Máquinas."

Segue-se aperitivo.








Para enquadramento destes vídeos, ler aqui.

já que a "imprensa livre" não publica...



João Galamba publica todos os esclarecimentos que forneceu, a pedido de órgãos de comunicação social, sobre a telenovela dos blogues apoiantes dos socialistas. Ler aqui: Da verdadeira ética republicana.


eu não me escondo

10:05

A campanha "vamos proibir os socialistas de falar" continua em grande. Agora é a batalha de sujar a memória do SIMplex, um blogue que defendeu abertamente o PS nas últimas legislativas. Será uma vingança de outros projectos parecidos, do lado do PSD, como o blogue Jamais, que claramente não ficaram bem na fotografia do encontro? Será o troco dos que viram as suas manobras desmascaradas ao mais alto nível?
Como não sou do tipo de me esconder, cito aqui uma parte do meu último post no SIMplex, intitulado então, até segunda-feira num país perto de si, publicado no dia 25 de Setembro de 2009:

Pela primeira vez empenhei-me numa campanha política na blogosfera. Mais exactamente, numa campanha eleitoral. Agora, essa fase está de partida. Segunda-feira, dependendo do resultado das eleições, Portugal estará em melhores ou em piores condições para enfrentar os nossos desafios colectivos. Segunda-feira, seja qual for o resultado das eleições, a minha vida pessoal vai continuar aquilo que era antes. Não vou mudar de trabalho, não vou ser promovido nem despromovido, não vou ganhar um gabinete com melhor vista para o Tejo. E tenho orgulho em que assim seja. Honra-me ter estado ao lado de gente que faz o que a sua consciência lhe dita, sem que isso envolva qualquer tipo de retribuição pessoal. Nesta campanha isso fez cócegas a muita gente: àquela gente que, vivendo avençada, só compreende quem vive avençado. Que não é o nosso caso.

Este post de hoje é um abraço de solidariedade a todos os que se empenharam no SIMplex de boa fé, por ideais. O que, obviamente, não inclui aqueles - mais precisamente, aquele, no singular - que foi lá apagar os seus próprios posts para tentar chegar ao seu novo futuro com a caderneta limpa, prontinha para uma preparação apressada para o que ele julga ser o novo ciclo político.



a versão Público do Correio da Manhã


O Público de hoje copia o Correio da Manhã de ontem. Com um requinte: mostra a cara de Carlos Santos e dá-lhe a habitual medalha reservada aos parceiros de ódios (a setazinha para cima). Tirando a parte escabrosa, mantém-se tudo o que escrevi ontem. Espero a biografia não autorizada de Carlos Santos.


atentado ao estado de direito


Pinto Monteiro, PGR, hoje à Visão:
«Não encontrei, nem nenhum dos magistrados que comigo colaboraram encontraram indícios que apontem para o cometimento do crime de atentado ao Estado de Direito, que não foi certamente previsto para casos como este.»

«Para se poder falar desse crime [atentado ao Estado de Direito], é necessário que existam factos adequados a pôr em causa o Estado de Direito, apontando para a sua destruição, alteração ou subversão. E esses factos não existem.»

«(...) a divulgação total e completa das escutas (e não partes ou arranjos), se fosse permitida - que não é - mostraria que não existem indícios de crime contra o Estado de Direito.»

«(...) o chamado caso das escutas, no processo Face Oculta, é neste momento meramente político. Pretende-se conseguir determinados fins políticos utilizando para tal processos judiciários e as instituições competentes.»

A ler.

17.2.10

grandes portugueses / uma derrota de Barroso



Uma certa opinião publicada tem vibrado com a indicação de João Vale de Almeida (JVA), ex-chefe de gabinete de Barroso como presidente da Comissão Europeia (CE), para “embaixador” da União Europeia (UE) em Washington. É assim como se mais um português se impusesse ao mundo. O entusiasmo parece-me um bocado apressado.
JVA, actual (recém-nomeado) Director-Geral para as Relações Externas na Comissão Europeia, estaria nos projectos de Barroso para chefe do novo Serviço Diplomático Europeu. Seria a forma de o presidente da CE tentar controlar esse novo braço armado – de forma muito pessoal, digamos assim. Talvez Barroso confiasse em que a senhora Ashton fosse tão manipulável como ele desejaria – deixando correr o marfim.
Só que a senhora Ashton, “ministra dos negócios estrangeiros da UE”, tem um duplo chapéu: exerce essa função enquanto vice-presidente da CE e enquanto representante do Conselho (órgão onde deliberam os governos dos Estados Membros). E é britânica. E os britânicos não são do género de andar nas instâncias comunitárias a dizer mal uns dos outros, bem pelo contrário. E são muito dados a limitar os poderes da CE e a alargar o peso dos governos dos diferentes países.
Resultado: o lugar de “embaixador” da UE em Washington, que Barroso já tinha espalhado que iria ser o primeiro “doce” para um diplomata de peso oriundo de um Estado Membro, teve que ser usado para desocupar a trilha de chefe do serviço diplomático europeu. JVA vai para um exílio bastante dourado, é certo. Mas vai como penhor de uma derrota de Barroso perante a senhora Ashton.
Lamento desiludir os entusiasmados com a coisa.


(Uma boa achega aqui.)

é definitivo: proibido ser socialista

José Tavares, 1976, Arquivo Diário de Lisboa (daqui)

O Correio da Manhã publica hoje uma matéria apresentada assim: «Polémica. Governo montou rede de apoio na internet. Campanha com meios públicos.» A acusação básica é que o blogue SIMplex, criado para apoiar o PS nas últimas eleições legislativas, “foi alimentado com meios públicos usados a partir do Governo”, com “conteúdos fornecidos por um conjunto de assessores”, que “usaram o seu tempo, pago pelo erário público, meios informáticos e informação privilegiada para produzir propaganda” .
Vamos por partes.


Gente paga pelo erário público? Os membros do governo são pagos pelo erário público. Os deputados também. Os presidentes de câmara e os vereadores também. O mesmo para deputados europeus. E respectivos assessores. Quando o PM anda em campanha eleitoral, está a ser pago pelos dinheiros públicos. Quando chegar a vez de o PR fazer o mesmo, será do mesmo modo. Ou com deputados em exercício em campanha de recandidatura. O país paga a infra-estrutura da democracia, é assim em todo o lado onde há democracia, só não compreende isso quem preferia que o Estado fosse gerido por quem pudesse pagar do seu próprio bolso para exercer cargos políticos. Os assessores trabalham: o seu trabalho é político, a sua assessoria é política: quando o seu “político” titular vai à vida, eles vão à vida também. Só os salazarentos de serviço é que ainda exploram a repulsa anti-democrática pela política. Eu, que não sou assessor de ninguém, recebo uma bolsa: sou pago pelo erário público! Devo renunciar a escrever sobre política em blogues? E posso escrever sobre cinema e teatro, ou nem isso? Ou só posso publicar à noite, depois do horário de trabalho? Mas eu não tenho horário de trabalho! Terei de pedir autorização para escrever – ou até mesmo para pensar – em assuntos que não sejam “de serviço”? Estes tipos ultrapassam até a análise de Marx: quem me paga não compra só a minha força de trabalho, compra todo o meu tempo, não me deixando sequer margem para a reprodução do suporte orgânico da dita força de trabalho.

“Propaganda”, dizem eles. Essa só pode vir na linha da campanha da “verdade” do PSD de Pacheco Pereira nas últimas eleições. O PS, e o governo apoiado pelo PS, não deviam ter direito a apresentar as suas informações, nem os seus argumentos, nem a defender-se dos ataques múltiplos – porque isso é propaganda. Aquilo a que o CM chama “propaganda” é o exercício do debate democrático, tão-só. O que lhes dói é que tenha havido gente capaz de desmontar as mentiras sistemáticas avançadas por sectores para quem a derrota dos socialistas valia tudo. E mais: alguns blogues dizem verdades que jornais como o CM escondem, obliteram, ignoram. É isso que lhes custa?

Foram usados “meios informáticos do governo” para divulgar informação? Isso quer dizer o quê? Que os textos foram escritos num processador de texto chamado Word que estava no computador de trabalho do assessor X ou Y? Que as mensagens de correio electrónico foram enviadas do servidor de correio electrónico habitualmente usado por essas pessoas? E daí? As páginas do CM que estou a analisar chegaram-me, a meu pedido, digitalizadas. Crime: não comprei o jornal, alguém o digitalizou para mim. O monitor onde vi essas páginas é de um computador que não me pertence: crime? Em rigor, podia estar a trabalhar em “Robótica Institucionalista” em lugar de estar a escrever este texto: crime? Sequer criticável? Uma falha ética? Haja pachorra. Esta gente vive na idade da pedra, literalmente: parecem ser do tempo em que, se eu escrevesse na lousa do outro, só podia estar a usurpar o que não era meu.

Enfim, também sublinham que há blogueiros que escrevem sob pseudónimo. E daí? Há muitos outros blogues onde, por variadas razões, não é fácil saber quem são os seus autores. Isso é proibido? É criticável, porquê? Será só coscuvilhice doentia? Ou querem poder perseguir mais facilmente quem apoie o governo?

A única acusação séria que é feita é a de que o SIMplex teria usado “informação privilegiada”. Eu, que nem sou jurista, acho que isso quer dizer que foi usada informação que, devendo ser reservada por motivos legais a certas pessoas, foi disponibilizada a pessoas que não deviam ter acesso a ela. Essa acusação tem, pois, um contorno legal. Devia, então, ser circunstanciada: esperávamos exemplos de “informação privilegiada” abusada pelo SIMplex. Esses exemplos não são dados. Nada me faz crer que existam, mas aguardo.

Há, em destaques nas páginas desta novela, algumas pérolas exemplificativas da mente distorcida dos seus autores. Parece que no blogue Simplex se escreveu sobre coisas como o Magalhães e o TGV, óbvios temas de campanha eleitoral num blogue de campanha eleitoral. O CM acha que isso é notícia. Parece que no blogue Simplex se atacava a campanha de Ferreira Leite. O CM acha que isso é notícia. O blogue SIMplex defendia coisas que Ferreira leite atacava. E o CM acha que isso é notícia. Depois da campanha, foram criados outros blogues favoráveis ao governo. E o CM dá isso como notícia.

Acho que há aqui um outro problema: alguns jornais, habituados a determinar criteriosamente certo tipo de informações e análises que de modo algum deixam vir à luz do dia, mesmo conhecendo as matérias, ficam aborrecidos por haver hoje em dia blogues que são veículo alternativo a essa censura, encapotada ou nem tanto. Blogues que publicam, que argumentam, que opinam, que informam. Enquanto alguns jornais deitam poeira para os olhos. Ao CM e a outros jornais que temam a concorrência dos blogues, há que dizer: habituem-se.

Mas, no fundo, talvez haja outro problema aqui também: o CM diz que o material lhe foi mostrado por um dos membros do SIMplex. Quem será? Talvez algum candidato a notável que pensava que realmente nos iam pagar por escrevermos para o SIMplex, tendo ficado zangado quando os cheques nunca chegaram. Quem diz os cheques diz uma colunazinha num jornal de Lisboa ou qualquer outra tribuna onde mostrar a sua notável inteligência… Enfim, um tipo de fonte com que o CM deve saber lidar… Sempre houve gente a pretender ser sabedora de como lidar com as mudanças de ciclo político na perspectiva da gestão da carreira. Sempre houve “jornalistas” sabedores de como comer parolos ao pequeno-almoço. Com muito molho, claro.

(Declaração de interesses: eu fui, com muito prazer e honra, um dos autores do SIMplex.)

Ler ainda:
Escândalo: o governo faz política, por Pedro Adão e Silva, no Léxico Familiar
A Central, por Eduardo Pitta, no Da Literatura
A ética do bufo, por Rogério da Costa Pereira, no Jugular
Do 37º e 38º, por André Couto, no Delito de Opinião 
Chamar os bois pelos nomes, por Tomás Vasques, no hoje há conquilhas, amanhã não sabemos
Os ratos, por Tiago Barbosa Ribeiro, no Metapolítica
Dos métodos totalitários de propaganda, por Sofia Loureiro dos Santos, no Defender o Quadrado
De Salazar à república dos juízes procuradores, por Miguel Abrantes, no Câmara Corporativa
A espuma dos dias, por Vasco M. Barreto, no Aparelho de Estado
Da ética, por Luís Novaes Tito, no A barbearia do senhor Luís 
Da ética republicana ou qualquer outra, por Francisco Clamote, no Terra dos Espantos

e ainda
O país onde vivemos, por José Reis Santos, no Blogue de Esquerda


eu façarei, tu façarás, ele façará

09:18


Cavaco Silva, em declarações sobre o actual momento do PSD: «Há uma coisa que um Presidente da República nunca pode fazer, que é de comentar em público a vida dos partidos políticos. Nunca o fiz, nem faço, nem façarei.»
O meu corrector ortográfico e gramatical está aos urros... por que será? Não terá gostado da pequena frase cavaquiana?
(ouvir na TSF, pode ser que eu tenha entendido mal)
(via Palmira)


16.2.10

Precious, o filme

23:39

Precious, de Lee Daniels, é um filme sobre desgraças bem reais. Nada de novo: nem a dependência, nem o abuso, nem a separação das comunidades, nem a espiral de violência que se auto-alimenta, nem o facto de os "bons" serem sempre os bonitos e os limpinhos, nem a lagriminha previsível (nada contra a lagriminha: também a verto quando dá o caso), nem a indiferença que espreita, nem a coragem que também há. Estão lá todos os ingredientes de uma receita conhecida, é certo. Mas as vítimas merecem que se insista no seu caso. E, neste filme, Gabourey Sidibe, que faz de Clareece "Precious" Jones, a adolescente obesa, iletrada, mãe solteira e grávida que vive em Harlem - vale pelo filme todo.






crise política / a velha e o tubarão



Sócrates empenha-se a alimentar a unidade do PS:o líder marcou quatro reuniões de órgãos do partido de uma assentada.

Agenda? A minha proposta é a seguinte:

Uma idosa australiana conseguiu na passado sábado sobreviver a um ataque de tubarão. Como? Simplesmente enxotando e batendo no animal que a mordia.

Mostrar que o PS se concentra nos verdadeiros problemas do país. O que faz a diferença relativamente a outros. A diferença que importa.


15.2.10

A Regra do Jogo


Construída por Claude Elwood Shannon - o inventor da palavra "bit" e pioneiro da idade da informação - esta é "The Ultimate Machine" - e é absolutamente PERFEITA !!




a máquina de ensinar de Skinner

23:16




A Regra do Jogo


Tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta.


Tão ladrão é o que vai à vinha como o que fica à espreita.


Tão ladrão é que vai ao nabal como o que fica ao portal.


há quem veja assim a política






Pela democracia, nós tomamos partido

MANIFESTO

Vivemos tempos que impõem uma tomada de posição. O que se está a passar em Portugal representa uma completa subversão do regime democrático. Os sinais avolumam-se diariamente e procuram criar as condições para impor ao país uma solução rejeitada nas urnas pelos portugueses.

Com base numa suposta preocupação com a «liberdade de expressão», que não está nem nunca esteve em causa, um conjunto de pessoas tem fomentado a prática de actos nada dignos, ao mesmo tempo que pulverizam direitos, liberdades e garantias. É preciso recordar: à Justiça o que é da Justiça, à Política o que é da Política.

Num País, como o nosso, em que os meios de comunicação social são livres e independentes, parte da imprensa desencadeou uma campanha brutal contra um Primeiro-Ministro eleito, violando a deontologia jornalística, as regras do equilíbrio democrático e as bases em que assenta um Estado de Direito, em particular o sistema de justiça. Reconhecemos, e verifica-se, uma campanha diária, sistemática e devidamente organizada, que corresponde a uma agenda política contrária ao PS e que se dissolve tacticamente na defesa de uma suposta liberdade cujos autores são os primeiros a desrespeitar.

Não aceitamos ser instrumentalizados por quem pretende que um Primeiro-Ministro seja constituído arguido nas páginas dos jornais, tal como já aconteceu noutras ocasiões num passado recente, alimentando um chocante julgamento popular que tem por base a violação dos direitos individuais e a construção de uma tese baseada em factos aleatórios, suspeições e vinganças pessoais.

Defendemos o interesse público e o sistema democrático para lá de qualquer agenda partidária. Os primeiros signatários são militantes do PS mas redigem este manifesto na qualidade de democratas sem reservas, abrindo-o a todos os portugueses que queiram associar-se a um repúdio público pelo que se está a passar. Recusamos esta progressiva degenerescência das regras do Estado de Direito e não aceitamos que se procure derrotar por meios nada lícitos um Governo eleito pelos portugueses, nem tão pouco que se procure substituir o sistema de Justiça por um sistema de julgamento mediático.

Pela democracia e pelo respeito da vontade popular, nós tomamos partido.



Os primeiros signatários,
Tiago Barbosa Ribeiro e Carlos Manuel Castro

Porto e Lisboa, 13 de Fevereiro de 2010


NOTA: Os comentários ao Manifesto não constituem uma subscrição, que deverá ser feita neste link.

última hora: PSD

12:01

O apelo de Alexandre Relvas a José Pedro Aguiar-Branco e a Paulo Rangel foi ouvido. Mas de forma descoordenada: ambos desistiram das respectivas candidaturas à presidência do PSD.
Pedro Passos Coelho, que quer competição, pretende agora obrigar Ângelo Correia a candidatar-se contra ele.


ficarei no silêncio necessário à escrita





Andrew Polushkin, In Passing Sketches (street photography), 2004-2008

14.2.10

ainda há quem os tenha no sítio (os neurónios)

21:41

António Chora, dirigente do Bloco de Esquerda:
«O mundo mudou, as indústrias mudaram, e os Sindicatos têm que mudar. Foi assim em boa parte do mundo, mas em Portugal, no sindicalismo, como nas associações patronais, ficámos agarrados ao passado.
O Patronato manteve-se o mais retrógrado de toda a Europa, os Sindicatos os mais marcados ideologicamente pelo sistema sindical que implodiu com o dito socialismo real do Leste.»
Convém ler tudo aqui.

(agradeço a dica ao João Galamba)

os polícias sempre foram grandes exegetas



«Segundo o PÚBLICO apurou, a informação publicada pelo Sol faz efectivamente parte do processo Face Oculta. Contudo, quanto às suspeitas de um crime de atentado contra o Estado de Direito, não existem escutas transcritas, mas apenas relatórios de intercepções dessas escutas. Isso significa que não há uma transcrição literal das conversas escutadas, mas apenas resumos elaborados por inspectores da PJ que ouviram as intercepções telefónicas, sendo provavelmente esse relatórios que o semanário cita entre aspas.»


nem tudo é literatura


Eduardo Pitta, no Da Literatura:
Sejamos claros: o actual impasse político não leva a lado nenhum. Nem com Fontes Luminosas, sejam elas promovidas por quem forem, nem a assobiar para o lado com o beneplácito do Presidente da República. Sócrates devia apresentar uma moção de confiança ao Parlamento no dia seguinte à aprovação do OE na especialidade. Se a oposição não tem fibra para aprovar uma moção de censura, o governo deve dar um passo em frente. Assim como assim, o mundo não acaba se tivermos eleições entre o fim de Maio e meados de Junho (cumpridos de forma expedita os prazos constitucionais). Chafurdar no lodaçal é pura perda de tempo.
Texto completo: Eleições, com certeza.

bandeira nacional

13:53



Grupo Puzzle, Bandeira Nacional, acrílico e colagem sobre tela, 1976
(Albuquerque Mendes, Armando Azevedo, Carlos Carreiro, Dario Alves, Graça Morais, Jaime Silva, João Dixo, Pedro Rocha, Fernando Pinto Coelho)