10.4.10

Baltasar Garzón

23:57

"Es asombroso que los genocidas persigan al juez". (...) «Familiares de víctimas del franquismo aplauden a Garzón en un homenaje a los 3.000 fusilados en la tapia del cementerio de La Almudena.»

Garzón recurre su proceso, en el que ve motivaciones ideológicas. (...) «Con estas pruebas, el magistrado pretende demostrar que cuando decidió investigar los crímenes del franquismo lo hizo "con la ley en la mano", amparado por normas como el Convenio Europeo de Derechos Humanos (suscrito y vigente en España) que aplica, por ejemplo, el Tribunal Europeo de Derechos Humanos cuando impone la interpretación restrictiva de las leyes de amnistía.»

ena pá 2000 (isto faz-me lembrar os)


The Mothers of Invention (Frank Zappa) - Plastic People




vai nascer mais uma teoria


Da conspiração.

No Público: «Avião que transportava Presidente polaco despenhou-se na Rússia.O Presidente Lech Kaczinski dirigia-se para Smolensk para participar nas cerimónias fúnebres em memória das vítimas do massacre de Katyn, em 1941, quando os russos mataram milhares de polacos.»

(Sugestão: se trocassem de gémeo ninguém dava por nada...)

9.4.10

Etchu / um blogue com gente dentro

21:56


Etchu.

Vale a pena começar pelo princípio. Este é o segundo post: A Viagem. O primeiro post não tem título nem permanent link, pelo que não vos posso mandar directamente para lá. O que é "etchu" e que blogue é este? Vale a pena ir espreitar. Por aquilo não ser exactamente a esfera da bloga.


do tempo e da paisagem

Do Tempo e da Paisagem. Manual para a leitura de paisagens. De Henrique Pereira dos Santos (também bloguer, no ambio). Na  Principia.
Eu não recebi convite, que isso é só para pessoas importantes, mas informo: sessão de lançamento no auditório da Feira do Livro de Lisboa, no dia 30 de Abril às 18:30 horas, com apresentação de Humberto Rosa.

olhá novidade

muitaterra só com a boca eu [ele] só

18:26
que é gente que aqui nem conhecemos nem nada, não vão pensar que isto é publicidade



as múltiplas cores do racismo (negro, emergente ou o que seja)

tecnologia da equidade


A crítica ao "pensamento único" (que usualmente é uma crítica à pretensão da ortodoxia neoclássica a ser aceite como única forma de pensar a economia, bem como à pretensão de reduzir as escolhas de sociedade ao quadro mental desenhado pela econometria) também tem os seus escolhos. Um desses escolhos é iludir o facto de que dois "pensamentos únicos" (cada um deles candidato a ser bitola exclusiva) não constituem um horizonte mais saudável só por si, na medida em que continuem a fechar as portas de procura de soluções. Este confronto de "pensamentos únicos em dose múltipla" está muitas vezes presente na questão do Estado, com alguns a quererem "mais" e outros a quererem "menos" Estado, assim "simplesmente", como se essa alternativa não fosse - como é - insuficiente e redutora.

Elinor Ostrom (Prémio Nobel da Economia em 2009), uma das pensadoras que têm a vantagem de perceber que a ciência económica não é a "teoria de tudo" para as sociedades, mas "apenas" parte de um conjunto de disciplinas que têm de colaborar para compreender os colectivos humanos, tem um (já velhinho) livro (Governing the Commons, 1990) em que procura perceber algumas das questões atinentes à acção colectiva e onde estuda alguns casos concretos de "design institucional" que dão que pensar.

Ostrom estuda nesse livro vários casos de organização dos próprios interessados para gerir um bem natural escasso vital para as suas vidas, sem recurso ao Leviatã exterior e sem crença na bondade universal da propriedade privada. Um dos casos são as Zanjera, organizações comunitárias tradicionais de uma região do norte das Filipinas, que gerem a água para os terrenos agrícolas. Sem entrar agora em pormenores, um dos pontos interessantes deste trabalho de Ostrom é o sublinhado da importância de que as soluções institucionais sejam adequadas às condições concretas do problema e das pessoas, assentes no conhecimento dos que realmente se confrontam com aquela realidade e em condições de serem reconhecidas como respostas justas pelos próprios. Assim se auto-legitima o desenho institucional, de forma essencial à sua própria eficiência. Para que isso aconteça é precisa uma certa capacidade para desenhar "expedientes" que na prática resultem apropriados ao problema e aos valores capazes de suportar uma comunidade. Vejamos um detalhe interessante da organização das Zanjera, a mostrar isso mesmo.



Citemos Ostrom (p. 83):
A área é dividida em três ou mais grandes secções. Cada agricultor recebe um lote em cada secção. Todos os membros estão, portanto, em posições fundamentalmente simétricas uns em relação aos outros. Não apenas têm o direito de explorar quantidades iguais de terra, mas todos eles cultivam algum terreno na localização mais vantajosa perto da parte superior do sistema e algum terreno na parte inferior. Nos anos em que a precipitação não é suficiente para irrigar todas as parcelas, uma decisão sobre a partilha do ónus da escassez pode ser tomada rapidamente e de forma equitativa, simplesmente decidindo não irrigar a secção inferior do lote.
Valeria a pena darmos alguma atenção ao desenho da equidade. Que, claro, não é tecnologia.

isto não vai acabar bem


Jorge Bateira, no Ladrões de Bicicletas:
Também eu estou convencido (por muito que isso me desagrade) que esta crise vai ter graves consequências sobre a 'moeda única', ou seja, sobre a vida de todos nós. Por isso, entendo que as esquerdas devem dar início a um diálogo tendo em vista preparar uma alternativa política e um programa de governo à altura do que nos espera. Esse passo significaria um grande salto qualitativo na vida política portuguesa e revelaria um grande sentido de responsabilidade que a generalidade dos cidadãos saberia valorizar. Será isto uma miragem?
Integral: "Isto não vai acabar bem".

8.4.10

"¡España al revés: corruptos y fascistas juzgan al juez!"


O espanhol do El País não é assim tão difícil de ler: consultar aqui.

Nem todos perceberam ainda que os crimes contra a humanidade não prescrevem moralmente - e que, juridicamente, já não é tão fácil atirá-los para debaixo do tapete como em outros tempos. Em Espanha, claro, ainda há quem, em alto cargos, se aborreça com o juiz Baltasar Garzón por ele mexer nos crimes do franquismo, os quais, segundo certas almas, deviam estar quedos e em descando. Ou será que se aborrecem por isso e por ele mexer na grossa corrupção ($$$$$, sim) dos "populares"?
Entretanto, na blogosfera portuguesa, alguns (ex-)observadores "atentos" da "decadente Espanha socialista" não se dão por achados...


7.4.10

afinal era tudo reinação

22:24

olhe que não, Sofia, olhe que não



Sofia Loureiro dos Santos:
Não é crível que apareça outro candidato, o que coloca Sócrates ante o dilema de ter que manifestar o seu apoio a Manuel Alegre ou de dar liberdade de voto aos socialistas.
Repito-me:
A situação moral do país é tão complicada que precisamos de uma batalha política em campo aberto, que coloque todas as cartas na mesa e obrigue a tudo discutir. Fazer caixinha para tentar garantir vitórias antecipadas (ilusões, portanto) só pode adiar e agravar os problemas. Precisamos, provavelmente, de algo como aquela eleição presidencial em que Freitas do Amaral, pela direita, enfrentou uma esquerda multipolar (Zenha, Pintasilgo, Soares) - tendo sido dessa multipolaridade aberta, e não do conluio táctico, que resultou uma clarificação. Não estamos outra vez a precisar de uma clarificação?
Vamos a ver.


6.4.10

Bergman posto em teatro

A partir de dois filmes do realizador sueco Ingmar Bergman (1918-2007), Cenas de um Casamento (1974) e Saraband (2003), o Teatre Nacional de Catalunya e o Teatro Español produziram um espectáculo de teatro. Duas partes, a primeira a partir do filme mais antigo, a segunda a partir do filme-testamento de Bergman. É oferecida ao espectador a possibilidade de ver tudo de seguida (valorizando uma espécie de continuidade fornecida pela ligação entre o casal de 1974 e o casal de 2003) ou de ver cada parte em dias separados (valorizando a diferença entre a pauta temática das duas obras). Vimos tudo de uma assentada, mais de três horas e meia sem respirar, não por estarmos debaixo de água mas por estarmos cercados da palavra de Bergman por todos os lados.
E a realidade é que a palavra de Bergman é avassaladora. É certo que o tom nórdico, menos contemporizador do que o salva-aparências mediterrânico, soa sempre duro às nossas cabecinhas impreparadas para o frio das estepes. Ouvimos as personagens de Bergman, com caras de anjos transparentes, e somos apanhados em falso na primeira esquina por eles dizerem coisas impensáveis que pensamos todos os dias nos nossos mais secretos desejos e mais obscuros projectos. Eles usam aplicar o bisturi nos cumprimentos quotidianos e cumprimentam-se ao ritmo de gente urbana e civilizada, produzindo diálogos onde toda a falta de razão usa de uma lógica implacável, que desconfiamos esconder algum sofisma mas sem sermos capazes de o identificar. Com Bergman, cada minuto do dia esconde a possibilidade metafísica de tudo ser demasiado presente, mesmo aquelas coisas que só acontecem aos outros.
Sob a direcção de Marta Angelat, que também interpreta (a ex-esposa que regressa ao fim de muitos anos para contactar o homem), o pequeno naipe de actores faz jus à autorização que, em nome da Fundação Ingmar Bergman, as suas companhias receberam para esta versão. Deram, em geral, bom suporte aos diálogos de Bergman, que são as verdadeiras estrelas deste espectáculo de teatro.



semana santa, madrid, 2010




Reportagem mais completa aqui.

assassinar






rapidinha



O Tomás Vasques, que (ao contrário de mim, para bem dele) poupa nos adjectivos e aponta directamente para os tijolos do mundo, é muito certeiro a sublinhar o rasteiro relativismo moral que campeia. Rapidinha: Submarinos e enjoos.


Obama Limits When U.S. Would Use Nuclear Arms

10:46

President Obama said Monday that he was revamping American nuclear strategy to substantially narrow the conditions under which the United States would use nuclear weapons. (via The New York Times em linha. Como sou um bocado distraído, não dei por esta notícia nos nossos jornais de referência.)