23/04/10

caro Eduardo Pitta:


Escrever, sobre a falada nomeação de Carlos Costa para governador do Banco de Portugal, que «Não se lhe conhecem ligações partidárias», tem um pequeno problema de português. É o "se" de "não se lhe conhecem". É que esse elemento dá assim um ar, simultaneamente, de vagueza e generalidade. Só que, se há por aí (muito) quem não conheça tais ligações, alguns ainda se lembram dos anos de Carlos Costa como chefe de gabinete de João de Deus Pinheiro, enquanto Comissário Europeu designado por Cavaco Silva (de Janeiro de 1993 a Setembro de 1999). Claro, o PSD faz agora de conta que não o conhece de lado nenhum... Como é sabido, o chefe de gabinete de um comissário europeu é pessoa completamente desligada das vidas partidárias dos titulares que coadjuvam...
(Evidentemente, Eduardo, não é o único a laborar nessa opinião. Só o escolhi a si, para provocar, por simpatia.)

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