10/11/10

Dardos

O Eduardo Pitta, que edita com um rigor invejável (e às vezes temível) o Da Literatura, sentou-me a uma mesa de notáveis da blogosfera. Sinto-me como naquelas situações em que chegamos a um colóquio, olhamos para a mesa de oradores, conhecemos e admiramos toda a gente. Quase toda a gente: há, lá no meio, um tipo da marca "quem é aquele?", ponto que só esclarecemos com ajuda de vários circunstantes. Estou, desta vez, nessa posição do tipo da marca esquisita. O que, sendo o Eduardo Pitta quem é, me honra indissimulavelmente.
Dada a pequena história da coisa, não continuo a cadeia. Única maneira de me poupar ao embaraço de continuar a ordenar minimamente a lista das minhas preferências, ainda por cima quando nem sou grande devorador de blogues e, por causa tal, não estou em dia quanto à prática efectiva das virtudes excelentes que jazem no mais íntimo de cada um de nós. Desculpa esfarrapada? Talvez não exactamente.

Última hora. Luís, desculpa fazer isto assim como acrescento, mas começo a ter vergonha de fazer postas para noticiar dardos que me contemplam. É que A Barbearia do Senhor Luís também me atingiu, embora neste caso ao abrigo de uma cautela perfeitamente filosófica (não, "filosófica" não é insulto): Nada mais injusto do que um ranking. É bem verdade. Peço desculpa a ambos por os "amalgamar" na mesma tirada.

4 comentários:

CF disse...

E sentou-o muito bem.
A propósito, não sei se tem conhecimento, mas está citado no Público de hoje...

Porfirio Silva disse...

Obrigado pela apreciação. E pela informação, de que não tinha conhecimento.

Luis Novaes Tito disse...

Porfírio
A providência cautelar evita e desta vez não evitei.
No caso foi mesmo só cautela e o critério (gosto de critérios, coisa tonta de quem usa aritmética e tem de se precaver da tentação de a manipular) foi simples.
Tentei lembrar-me dos Blogs que já tinha consultado naquele dia. O teu fazia parte da lista, para minha satisfação porque gosto da tua inteligência mesmo quando discordo do raciocínio.
Estima e abraço.

Porfirio Silva disse...

Luís,
Apresentas magnificamente esta coisa simples de gostarmos da democracia que se pode partilhar. Sem clubes exclusivos e sem andarmos todos ao molho, uma forma de ser que hoje em dia nem toda a gente compreende.
Continuamos a ler-nos, portanto. Pela estima, que então é mútua. E pelos abraços, que se trocam virtualmente à falta de melhor.