15.10.11

as mentiras da austeridade.


Palavras claras acerca de algumas inverdades e mistificações que por aí andam - e que estão a ser manipuladas pelo governo para justificar uma política de suicídio.



(Grato ao João.)

ranking das escolas.

16:24

Estive a ver o "ranking" das escolas.
Fiquei surpreso de não haver uns asteriscos a assinalar os colégios que antes da Páscoa mandam embora os alunos que não estão a ter as notas que convêm à publicidade da instituição.
É claro que, do mesmo modo, não vem nenhum sinal particular para as escolas que recebem esses alunos empurrados pela borda fora das "boas casas".

14.10.11

quanto à responsabilização criminal dos políticos...


... que tal começar por aqui?


Clicar na imagem para saber de que crimes falo.

Passos Coelho mentiu sobre o "desvio"?

passa-culpas.


Será isto...


...muito diferente disto?

~bucz, Glosoli

pequenos cursos para governantes.


MÓDULO 1


MÓDULO 2

Orçamento de Estado na Especialidade

Docente: João Quadros

1. Por cada neto que nascer vão ter de morrer 2 avós
2. Comércio tradicional vai pagar IVA de XXIII %
3. Trabalho escravo regressa mas apenas com contratos a prazo
4. O eléctrico 28 vai fazer a ligação Alfama - Sines - Salamanca em bitola alfacinha
5. Governo vai aumentar a segunda-feira para 48 horas
6. Subsídio de Natal vai ser um par de meias
7. Horas extraordinárias vão ser pagas com desenhos do filho do ministro das Finanças
8. Metro do Porto vai voltar a ser uma piada
9. O IVA do vinho depende do que se aguenta
10. Bancos vão poder servir mini-pratos ao balcão
11. Diferença horária para os Açores vai aumentar 15%
12. Quebra de produção com feriados santos vai ser compensada com trabalho forçado de padres
13. Casais com mais de 3 filhos vão ter de abater 1
14. Taxas moderadoras podem ser pagas com sexo
15. Reformas antecipadas congeladas até Manoel Oliveira parar de filmar
16. TSU de empresas de empresários supersticiosos cai 13%, se eles quiserem, eles é que sabem…
17. Juízes perdem subsídio de renda e vão passar a ir dormir a nossa casa
18. Pensionistas do Estado com pensões inferiores a 485 euros vão poder trocar consultas por órgãos
19. TSU de empresas com gestores com hipermetropia vai descer 0,0000000000000001 pontos
20. IVA dos restaurantes pode ser levado para casa
21. Portuguesas com um sexto sentido vão ter que desistir de um dos outros
22. Vão haver portagens à saída das maternidades
23. São proibidos ajuntamentos de mais de 3 pessoas junto das caixas multibanco
24. IVA da Coca-Cola aumenta se agitarem as embalagens
25. Desempregados vão formar empresa de logótipos humanos para eventos em estádios
26. Vai haver portagens à entrada do tribunal de Oeiras
27. Madeira vai ser alugada para experiências nucleares
28. EPAL vai cobrar taxa nos sonhos húmidos
29. Pelo princípio do utilizador-pagador, pessoas com três rins vão pagar mais taxa de esgoto
30. RTP fica só a dar música sacra até à Páscoa
31. Portugueses nascidos a 29 de Fevereiro vão deixar de ter documentos
32. TSU das empresas de pesca vai descer assim (fazer gesto do tamanho que quiser com as mãos)
33. TAP vai fazer a ligação por terra Sines-Entroncamento
34. Militares vão substituir bombeiros nos seus deveres conjugais
35. Reformados que ultrapassam a esperança média de vida proibidos de andar na rua
36. TSU das empresas de Duarte Lima vai descer sete palmos
37. As SCUT vão poder ser percorridas a pé por metade do preço
38. Castrados vão perder o abono de família
39. Escolas passam a distribuir rações de combate ou em alternativa refeições da TAP
40. A força vai passar a ser igual a metade da massa vezes a aceleração.




em tudo pequenos.


Paula Rego, Pequena violação, 2009

o mercado livre tem um preço.

incendiários.


Pareceu-me ouvir na rádio esta manhã (TSF, noticiário das 7:30) que o presidente da JSD defendeu a responsabilização criminal de Sócrates e todos os seus ministros pela gestão que fizeram do país.
Confesso que não sei se ouvi bem. Estaria o homem a defender a responsabilização criminal de quem provocou a crise política, por interesses meramente partidários, que descarrilou definitivamente a nossa exposição aos mercados financeiros e que, finalmente, nos empurrou para os braços da troika? Estaria o homem a defender a responsabilização criminal de quem provocou eleições por achar que o PEC IV já era PEC a mais, para agora já ir no PEC n + y elevado a z?
E incendiários, senhor presidente, incendiários do seu calibre, não deviam ser responsabilizados criminalmente?

13.10.11

a festa que isto merece.

desfolhada. e mal paga.

21:05

Passos Coelho acabou de falar ao país.

Afinal, PPC já não dispensa a desculpa de que tudo isto se deve aos anteriores governantes. A sua determinação em não ser passa-culpas durou pouco. Também descobriu, entretanto, que há uma crise internacional, que o que se passa cá dentro não depende só de nós. Esqueceu-se foi de dizer que, anteriormente, fazia de conta que não sabia disso. Mas isso, no conjunto, não interessa muito.
Interessa mais que, das duas uma: ou PPC passou a última campanha eleitoral a mentir descaradamente o tempo todo, ou não fazia então ideia nenhuma da gravidade da situação. Em qualquer dos casos, a permanente revisão das previsões, a sucessiva passagem de mal a pior, era antes culpa das más políticas, porque isso convinha à sua demagogia de tomada do poder - e agora passou a ser culpa exclusiva dos outros. O mundo tem de ajustar-se ao discurso que mais lhe convém politicamente, é o que parece. Mas isso ainda não é o que realmente importa.
Importa mais que PPC tenha, em campanha eleitoral, dado como assente que tinha a lição estudada, que sabia muito o que fazer, e que os outros é que, ignaros, tinham dúvidas. Foi assim, notavelmente, na redução da Taxa Social Única, que afinal passou da evidente bondade de uma redução substancial para a actual decisão de não haver mexida nenhuma. Mas isso não é ainda o osso da questão.
Já começa a ser o osso da questão que PPC fale ao país sem uma palavra que seja acerca de como vamos estimular a economia. Para usar as próprias palavras de PPC, antes de ser PM, este é o caminho para matar o doente com a medicina. Isto já começa, de facto, a ser uma questão central.
Contudo, muito mais decisivo é que PPC faça de conta que Portugal pode safar-se à custa da sua própria austeridade, ponto final. A malta aperta o cinto até só caber um palito - e sobrevivemos. Está absolutamente errado. O que nos vai acontecer depende essencialmente do que a Europa vai fazer. Provavelmente, quem cai a seguir à Grécia nem sequer é Portugal, mas a Itália. E o que isso representa para nós não depende da meia hora de trabalho a mais por dia, nem da evaporação dos subsídios de férias e de Natal. O actual PM, que chegou ao lugar graças a um golpe do baú à boleia da crise, dizendo que a permanente revisão das previsões se devia à burrice das políticas do governo deste jardim à beira do mar plantado, que dizia que tudo se resolvia sem mais sacrifícios desde que tivéssemos juízo, afinal não tem juízo e continua a não perceber que isto não é uma ilha no meio do oceano Pacífico.

Bom, para não estragar o jantar, consolem-se com esta magnífica versão da Desfolhada. Mais não vos posso dar.




Amanda Knox digital.



Muito se escreveu já sobre o "caso" Amanda Knox, a jovem americana condenada a mais de vinte anos de prisão em Itália pelo assassinato da ex-colega de casa, a inglesa Meredith Kercher. Knox veio recentemente a ser libertada em sede de recurso. Nada tenho a dizer sobre a culpabilidade dela, ou sobre o desfecho que tudo isto terá, muito menos sobre "a verdade" do caso. Mas vale a pena tentar perceber como estes casos espelham certos movimentos da nossa forma actual de processar a vida, às vezes sem nos darmos conta.
Richard K. Sherwin escreve o seguinte sobre o "julgamento digital":
Menos discutida do que as provas de ADN suspeitas é se uma animação gráfica digital que também contribuiu para a incriminação de Knox. Nas suas alegações finais no julgamento, o promotor Giuliano Mignini, de Perugia, passou uma simulação gerada por computador que mostrava um avatar de Amanda a matar um avatar de Meredith. A simulação terminava com uma foto sangrenta do corpo de Kercher na cena do crime. A animação parece agora ter sido uma mera fantasia, uma versão animada da teoria do promotor, apresentando Amanda Knox como uma femme fatale louca por sexo, "Foxy Knoxy", como os tablóides britânicos lhe chamaram, um "diaba", como muitos jornalistas europeus escreveram, apropriando-se da frase do promotor.

Na íntegra aqui: The Digital Trial.

a teoria da limonada.

11:42

Dani Rodrik, em Milton Friedman’s Magical Thinking:
Os mercados são a essência de uma economia de mercado no mesmo sentido em que os limões são a essência de limonada. Sumo de limão puro dificilmente se poderá beber. Para fazer uma boa limonada, teremos de misturar água e açúcar. Claro, se pusermos demasiada água na mistura estragamos a limonada, tal como demasiada intromissão do governo pode tornar os mercados disfuncionais. O truque não é descartar a água e o açúcar, mas ter as proporções correctas. Hong Kong, que Friedman mostrou como exemplo de uma sociedade de livre mercado, continua a ser a excepção à regra da economia mista - e mesmo ai o governo tem desempenhado um extenso papel na provisão de terrenos para habitação.

(Cheguei lá sentado no Banco Corrido.)

12.10.11

a França por vezes ilumina.

20:41


escrevi anteriormente para mostrar o meu apoio à opção dos socialistas franceses, que estão em primárias abertas para escolher o seu candidato presidencial. Abertas, quer dizer: quem simplesmente se declare solidário com os valores da esquerda e da república, e queira dar esse passo de aproximação ao PSF, pode votar para escolher o candidato. Defendi que se trata de uma excelente oportunidade para, genuinamente, abrir os partidos à participação cidadã.
Esta noite, os dois vencedores da primeira volta, adversários agora para a decisão final, François Hollande e Martine Aubry, estão a debater, em directo na TV. Estão a mostrar que, no essencial, estão de acordo: quanto ao que não querem do que está, quanto ao rumo geral do que é preciso fazer diferente. Estão a dar uma excelente mostra de unidade saudável, sem deixar de mostrar algumas diferenças de tom, e até de dar algumas bicadas suaves (indirectas). Contudo, no essencial, estão a contribuir enormemente para dar voz aos socialistas como um todo - e à forma como querem sair desta crise.
Os partidos não têm que se esconder da cidadania.


ah, a cultura, a cultura.

16:45

Silvio Berlusconi desafiado por Giuseppe Verdi.


Clicar na imagem para ir, ler, ver e ouvir.

O Deus de Jobs.

Grandes capas.


boas práticas, boa política.

este post tem bola vermelha, depois não se queixem que não avisei.



O Eduardo Pitta mencionou ontem, no FB, um dos poemas em prosa da Adília Lopes que falam de coisas importantes da vida com palavras que se usam mais na real no que nas versões literárias. Uma f-palavra, sim.
Isso serve-me para voltar a um tema sobre o qual já me debrucei (mas sem chegar a cair) anteriormente, então a propósito de Banda Desenhada. Como sou entusiasta leitor de livros desenhados por Milo Manara, já tive ocasião de reflectir que a fronteira do pornográfico na sua obra é uma questão. Uma das vezes que escrevi sobre isso foi por causa do álbum A Metamorfose de Lúcio, inspirado em O burro de ouro, de Apuleio, mas já anteriormente tinha notado que em outros álbuns as dúvidas eram resolvidas claramente do lado de lá da raia. O que, afinal, não é de estranhar: lá mais para trás na sua carreira, Manara foi desenhador de pornografia, ponto parágrafo. Não vou aqui regressar aos argumentos sobre o mal fundado de certas distinções, mas, perante este texto de Adília Lopes (do livro Irmã Barata, Irmã Batata, 2000)

Para foder, nestes tempos que correm, parece que é preciso um escafandro. As pessoas pensam muito em foder. E sofrem muito quando não fodem. Quem não pensa em foder está fodido. Mas as pessoas fodem e não são felizes.

tenho que dizer que, por muito que use f-palavras, é um texto seriíssimo, que diz verdades como punhos, e que são relevantes para multidões de exércitos perdidos na guerra do sentido de cada dia. Esse era o texto citado por Eduardo Pitta no FB, a propósito deste acontecimento, narrado no seu blogue.

por que é que esta manchete não é uma notícia.



Para saber por que é que esta manchete não é uma notícia, em nenhum sentido da afirmação, convém ler o Rogério da Costa Pereira. Depois, podem ir à vossa vida.

11.10.11

as pessoas não são uma mercadoria.

14:15


Pois. Eu sou um radical.
Não. Para outros, eu sou um acomodado.
Também não.
Se eu acredito na indignação?
Um indignado pode ser menos lúcido do que alguém que estremece menos mas pensa mais.
Embora, sem capacidade de indignação sejamos caracóis.
É só pôr os cornos ao sol - e apanhar nos ditos cujos.

Fazer é mais difícil.
"Por nossas mãos, por nossas mãos"... lembram-se?
Não, não se lembram nada.
A moda não vai por aí.
"Eles" é que têm a culpa.
E nós, confundimos Play Station com Polícia de Segurança Pública.

Eles não sabem nem sonham que o sonho NÃO comanda a vida.
Sim, porque também tu continuas convencido de que o inferno são os outros.

E os tipos da "física da sociedade" ainda não perceberam que as ciências moles é que são as ciências duras.
Ou alguma vez viram um neutrino a fazer discursos sobre a economia da repressão com base no spin entre partículas elementares (meu caro Watson) ?

carta aberta aos que entre nós querem criminalizar a política.

11:40


Ex-primeira-ministra ucraniana condenada a sete anos por abuso de poder.



«A antiga chefe de Governo da Ucrânia e musa da “revolução laranja” Iulia Timochenko foi condenada a sete anos de prisão pelo crime de abuso de poder. O processo diz respeito à assinatura de acordos de gás com a Rússia, em 2009, no qual a ex-primeira-ministra é acusada de ter excedido as suas competências firmando um compromisso que os críticos de Timochenko dizem ser muito desfavorável para a Ucrânia, onerando o país com preços “exorbitantes” e pondo mesmo em risco os “interesses nacionais”.»

Vários dos nossos demónios da coisa pública, gente que não se importa de incendiar seja o que for para exibir uma opinião, têm por cá defendido a criminalização da política. Consoante as cores, alguns querem colocar Sócrates no banquinho, outros inclinam-se mais para lá sentar Jardim. Não se trata de fazer julgar qualquer pessoa por crimes que tenha cometido, seja presidente de câmara ou ministro; nem, por outro lado, se trata de tirar os "poderosos" das mãos da justiça. Trata-se de recusar absolutamente misturar julgamento político com tribunais. Temos repetido que isso é uma aberração, um caminho perigoso; pensamos que a tentativa de criminalizar a política é um ataque à democracia, um extremo de demagogia e de populismo que só pode piorar as condições da nossa vida em comum. Que as musas da liberdade nos salvem de cairmos nessa tentação.
O caso de Iulia Timochenko, na Ucrânia, mostra para que servem as ideias de criminalização da política. Se alguma coisa a beleza da senhora faz neste caso é aumentar a sensação de peça de teatro rasca, pela qual não haveríamos de querer pagar para assistir. Aproveitemos para ver com olhos de ver, no espelho dos outros, para que servem as ideias de certos exaltados que vivem (no aquário do comentário político) da actividade doentia de espalhar ideias destrutivas.

10.10.11

se isto não é um método fascista, é o quê?

18:44

Um jornal da oposição atacado por "very lights", a populaça arregimentada pelo partido do poder a gritar na rua "nós só queremos o DIÁRIO a arder", um deputado a orquestrar o ataque com o slogan "filhos da puta olé".
Se isto não é um método fascista, não vejo a diferença.

Ler aqui o relato dos atacados.



(Agradeço à Shyznogud a indicação.)

inteligência artificial.


Bela ilustração de mais um problema fundamental da Inteligência Artificial.


Que vos ocorre?

Eu diria que o problema enunciado nesta imagem diz respeito a uma fronteira essencial entre as criaturas naturais e as "criaturas" artificiais. As estas últimas falta contexto, sendo que o contexto é dado pela história partilhada. Não é de espantar! Vejam bem: "fazer" um adulto humano demora muito mais de dez anos, desde o primeiro "acto" até uma certa autonomia e auto-determinação; por que haveria de ser mais rápido fazer um robô inteligente? A parte de leão daquelas características que nos tornam aceitáveis ao convívio humano são paulatinamente (às vezes, penosamente) adquiridas por um intenso e contínuo historial de interacção complexa e múltipla em grupos de congéneres, grupos esses onde há pares e onde há "mais velhos" que já viram muitas outras coisas. As máquinas, mesmo as inteligentes, não têm essa oportunidade. Falta a história de interacção, falta-lhes contexto. Ora, e aí está o ponto desta magnífica ilustração, os humanos também podem perder o contexto. Quem não vê como é que aqueles dois objectos estão relacionados - perdeu uma parte da história!

dar tempo ao tempo.



Uma chamada de atenção para um texto meu, que ficou disponível recentemente: "Dar tempo ao tempo. O estudo do comportamento nas ciências do artificial e o problema das escalas temporais", in Antropologia Portuguesa, volume 26-27, pp. 181-208

Resumo. Neste texto sugere-se que as Ciências do Artificial podem contribuir com a sua dimensão experimental para o avanço da compreensão da dinâmica das interacções entre processos da história da vida que têm lugar em diferentes escalas temporais, como sejam a evolução de uma espécie, o desenvolvimento de indivíduos dessa espécie e a evolução cultural de uma sociedade.
Para substanciar essa sugestão apresentam-se exemplos de trabalhos desenvolvidos no âmbito das Ciências do Artificial, uma constelação de abordagens científicas que procuram realizar em máquinas construídas por humanos certos comportamentos definidos como objectos de atenção por parecerem típicos dos próprios humanos ou de outros animais. Os exemplos apresentados são: primeiro, a Robótica Evolutiva, que procura obter robots que resultem de processos de evolução artificial; segundo, a Robótica do Desenvolvimento, que tenta implementar em plataformas robóticas alguns aspectos do complexo de processos que levam, em espécies que se reproduzem sexualmente, do zigoto ao indivíduo adulto; terceiro, experiências com a emergência de linguagens simbólicas em robots.
A consideração destes exemplos conduz à identificação de um problema metodológico nas ciências do artificial: o problema das escalas temporais. Sugerimos que, para avançar na compreensão desse problema, as ciências do artificial beneficiariam de procurar inspiração na etologia.

(em linha)

9.10.11

primárias e primários.

15:57

Socialistas franceses decidem candidatura presidencial com "primárias" abertas a não militantes.

«Pela primeira vez em França, a escolha de um candidato socialista à presidência poderá ser feita por qualquer eleitor que pague um euro e que assine um papel a dizer que partilha "os valores da esquerda e da República". A inovação valeu uma exposição mediática inédita dos candidatos, com audiências televisivas recordes para debates políticos entre candidatos da mesma família política.»

Por cá, foi pena que, na última campanha para a liderança socialista, esta possibilidade de maior osmose entre partidos e cidadãos tenha sido descartada com demasiada facilidade, ainda por cima atropelada por um apelo demagógico contra "a invasão do PS pelos estranhos". Neste ponto concreto, Seguro esteve mal, usando uma receita que não é nova no PS (matar debates para atalhar votações). Espero que um dia, mais cedo do que tarde, a actual liderança do PS faça a Assis a justiça de lhe repegar a proposta e colocá-la a debate, dessa vez com seriedade.

pequenos artistas.



Esquerda: Abraham de Vries, Retrato de Homem, 1631
Direita: Tatiana Santos (3 anos), Retrato de Homem (com os olhos postos em Abraham de Vries), 2011

Esquerda: Autor desconhecido, Retrato de Dona Catarina de Bragança, rainha de Inglaterra, c. 1660
Direita: Alice (3 anos), Retrato de Dona Catarina de Bragança (com os olhos postos...), 2011


Imagens tomadas no Museu de Évora, exposição "Pequenos artistas à descoberta do Museu", Maio 2011