07/12/10

PISA-papéis


OCDE elogia política educativa nacional. Alunos portugueses melhoraram na língua, matemática e ciências, segundo a OCDE.

«A OCDE constata que Portugal melhorou nas três áreas científicas e isso deve-se, acredita a organização, às medidas políticas aplicadas desde 2005. O investimento feito em computadores portáteis, acesso à banda larga, refeições, aumento do apoio social escolar contribuíram para a evolução, aponta o relatório da OCDE. Outros factores foram o Plano Nacional de Leitura, o Plano de Acção para a Matemática, bem como a formação de professores em Matemática e Ciências. A aplicação das provas de aferição (nos 4.º e 6.º anos), assim como os exames nacionais (no final do 3.º ciclo e no secundário) também fazem parte das medidas que a OCDE elogia. Bem como a criação de novas ofertas educativas para os alunos, como os cursos profissionais.»


Portugal é o ÚNICO país da OCDE que merece referências positivas em TODAS as áreas em que incide o inquérito PISA (Programme for International Student Assessment).

Já que falamos de remodelação governamental: se for para trazer de volta Maria de Lurdes Rodrigues...

Só isso poderia curar o síndrome da cara-à-banda da aliança dos profetas da desgraça.

3 comentários:

Francisco Clamote disse...

Boa ideia,Porfírio. Também alinho na sugestão. Abraço.

Franklin Pereira disse...

A menos que a cronologia tenha dado uma reviravolta sobre si mesma, os testes PISA foram feitos quando em muitas escolas a avaliação do desempenho nem sequer estava verdadeiramente em funcionamento. Para além disso, não sabemos se os alunos com melhores resultados são de escolas onde a ADD foi implementada a todo o vapor ou de turmas cujos docentes foram avaliados como os melhores entre os seus pares. Mais relevante ainda: é não perceber nada de Educação afirmar que os ganhos obtidos num grupo de alunos, teoricamente seleccionados de forma aleatória, se devem a mudanças feitas em seis meses de trabalho e não, no mínimo, num ciclo de escolaridade. Aos 15 anos, quem não tiver sido preparado devidamente nos anos anteriores em Matemática, por exemplo, não melhora dramaticamente o seu desempenho, só porque o seu professor vai ser avaliado. Mas isso, Sócrates desconhece ou faz por esquecer.
Subscrevo e acrescento: é à força q o PM pretende colar os resultados ao consulado da Lurdinhas - dá jeito!
Sou professor desde 1986 e nubca vi um PM e uma ministra tão idiotas

Porfirio Silva disse...

Franklin, é bem verdade que não se aprende em pouco tempo aquilo que se tem de aprender a vida toda. A sua má educação (insultar não é argumento político) não deve, pois, ser corrigível facilmente com nenhum esforço educativo de última hora.
Quanto ao resto, a conversa é sempre a mesma: os maus resultados são culpa do governo, os bons resultados são virtude... sei lá, talvez de Franklin. Os técnicos da OCDE, a própria OCDE, o relatório PISA: são ouvidos com atenção em países de todo o mundo, porque se baseiam em metodologias sólidas, em comparações diacrónicas e sincrónicas, em análises independentes. Mas, claro, qualquer um, só porque não gosta dos resultados, pode vir e dizer que "eles não sabem nada".
Finalmente, o gato escondido com o rabo de fora. Franklin começa logo preocupado com a avaliação de desempenho dos docentes, como se fosse só isso, ou especificamente isso, o que está em causa. Algumas pessoas continuam a pensar que a Educação em Portugal se reduz aos que lhes interessa, a elas mesmas, especificamente. Que tal abrir os olhos e ver o mundo de transformações profundas que "aconteceram" nas escolas nestes últimos anos?