8.1.11

BPP entra na campanha de Cavaco


BPP diz que Alegre conhecia campanha publicitária.

Legenda: Rendeiro, o banqueiro-maravilha, e Cavaco, o candidato 
que não tem explicações a dar a ninguém por ninguém ser tão honesto como ele.


 Manchete do Expresso de 8 de Janeiro de 2011:
"Cavaco comprou acções a 1 euro quando quase todos os accionistas pagaram entre 1,8 e 2,2"


7.1.11

a razão pela qual é perigoso ter bancos nacionalizados

22:17

Sou absolutamente contra a privatização da Caixa Geral de Depósitos e penso que esse banco público deve ser o mais activo possível no apoio à economia nacional.
Mas basta ver o debate de hoje no Parlamento para notar a insistência com que as oposições querem que sejam reveladas com antecipação as estratégias dos bancos nacionalizados e com que minúcia querem discutir em público os detalhes da respectiva gestão. Entra-nos, assim, pelos olhos dentro como é perigoso ter bancos públicos que são "intervencionados" quotidianamente ao ritmo da chicana política.

coelho ao poleiro - e os anões

21:52

José Manuel Coelho, o deputado do PND na Madeira que é candidato às Presidenciais 2011, acabou agora mesmo de ser entrevistado na RTP1 por Judite de Sousa. "Coelho ao Poleiro" é a palavra de ordem satírica deste candidato, que obviamente não terá o nosso voto, já que representa apenas (na melhor das hipóteses) uma extensão "continental" da resistência ao regime jardinista. Lá por se pintar com umas garridas cores de populismo para gostos ecléticos, não é por isso que se transforma num candidato credível. Não acho que o caso mereça mais explicações, não gastemos mais cera neste defunto.
De todos os modos, este post não é sobre o Coelho e o Poleiro, mas sobre o único verdadeiro facto notável desta entrevista: a arrogância despropositada de Judite de Sousa. Além de se dar ares de professora de boas maneiras políticas, Judite de Sousa achou que lhe competia dar açoites de mau comportamento a José Manuel Coelho por suposta incoerência, com uma sobranceria notória. O exemplo mais chocante dessa atitude foi a forma insistente como tratou Coelho como uma espécie de aberração por já ter estado no Partido Comunista e agora estar no PND. Judite escandalizou-se enormemente com a incoerência do percurso de Coelho. Não me lembro de Judite de Sousa algum dia ter arregalado tanto os olhos por Zita Seabra ter ido do PCP para o PSD, por Durão Barroso ter ido do MRPP para o PSD, ou ... bem, há muitos exemplos desses. Mas Judite nunca sacou dos seus moralizantes olhos arregalados para zurzir em Zita Seabra ou em José Manuel Barroso, em directo na TV, por causa desses percursos. Na verdade, Judite só hoje, de repente, se lembrou das grandes navegações que relevantes políticos portugueses fizeram nos mares agitados da polis nacional.
Não tive vergonha por Coelho: não serei eu a julgar os estranhos meios a que é preciso deitar mão para resistir a tiranetes insulares. Mas tive vergonha por aquela jornalista, na televisão pública, a tentar ser mais ridícula do que um candidato que usa o ridículo como forma de guerrilha.
Quem só se agiganta perante os pequeno é por que é ainda mais pequeno.

ele há enganos do escafandro

o senhor fernandes apresenta o senhor silva como grande experimentador social


José Manuel Fernandes tem uma característica louvável: nunca deixa de defender os seus. Hoje vem nas páginas do Público a tentar sistematizar a defesa de Cavaco Silva no tocante ao caso BPN. Diz coisas acertadas, nomeadamente quanto a certos preconceitos "católicos" contra o lucro, mas deixa a pairar confusões convenientes: mistura a obtenção de lucros com acções de empresas cotadas em bolsa com uma coisa completamente diferente, que é a obtenção de lucros chorudos com acções negociadas privadamente, fora da bolsa, como foi o caso das acções que CS negociou neste caso entre amigos. JMF também ignora olimpicamente aspectos politicamente relevantes do caso. Por exemplo, passa ao lado da protecção pessoal que CS parece ter dado ao Conselheiro de Estado de sua indicação, Dias Loureiro, metido até ao pescoço na lama deste assunto, mesmo quando o cheiro a chamusco já colocava entraves ao bom uso do órgão de conselho do PR.
Além disso, e este é aqui o meu ponto, JMF lança agora uma tese verdadeiramente notável: CS livrou-se das acções da empresa detentora do BPN, mais ou menos à pressa (com a magra mais-valia de 140%) por se ter apercebido de que aquele polvo empresarial cheirava a esturro. O raciocínio de JMF é que Cavaco começou por confiar no BPN e, a dado momento, percebendo que algo não estava conforme aos mandamentos das leis das gentes, tratou de se pôr a milhas. Cavaco até mostrou, desse modo, ser muito mais esperto do que o governador do Banco de Portugal, que não percebeu nada da marosca até bastante tempo depois. Os outros pequenos accionistas andam agora em bolandas (na justiça), tentando reaver o seu, mas Cavaco viu mais longe e mais cedo e, por isso, safou-se. A frase decisiva de JMF neste argumento é a seguinte: "Cavaco Silva tratou de vender as suas acções anos antes de Vitor Constâncio, que tinha como dever supervisionar o BPN, começar a desconfiar de que algo ia realmente mal naquele banco". (Pudera, o Governador não tinha tão boas relações com os administradores de tão belo negócio.)
Quer dizer: Cavaco percebeu, muito tempo antes das autoridades, que o BPN era um negócio escuro - ou, pelo menos, um tremando erro de gestão, uma D. Branca sofisticada. Vamos supor que JMF tem razão. O que fez Cavaco então? Denunciou o caso aos cidadãos incautos que estavam a enterrar as suas poupanças num buraco? Alertou as autoridades? Pronunciou-se publicamente sobre aquele perigo? Fez saber aos seus amigos que não podiam simultaneamente ser seus amigos e estar metidos naquela falcatrua ou naquele pântano de ilusões? Não, nada disso. Retirou o seu dinheirinho, com 140% de lucro num negócio privado, e calou-se bem caladinho. Só faltaria a JMF acrescentar que Cavaco ficou, tranquilamente sentado, a fazer apostas sobre quantos desprevenidos seriam menos espertos que ele próprio, luminoso economista, e iriam dar com as trombas na parede quando a bomba estoirasse. Afinal, Cavaco seria um experimentador social, estaria a fazer economia experimental em larga escala, apenas queria testar o real valor da sua esperteza de Professor de Finanças quando comparada com a credulidade dos papalvos que se iam deixar enganar pelos seus ex-ministros e ex-secretários de estado.
Com amigos como JMF, Cavaco Silva nem precisa de adversários políticos.

(Rodapé. Também concordo que é uma tristeza que a campanha presidencial seja dominada por estes temas. Mas a culpa desse facto é de quem sempre evitou falar claro e agir claro acerca do seu papel neste imbróglio. Essa culpa não pode agora, hipocritamente, ser assacada aos outros.)

6.1.11

sugestões aos candidatos

12:12

Ainda acho que o conceito de "magistratura de influência" é válido para referir aquilo que um PR pode fazer legitimamente: suscitar questões pertinentes e levar a pensar nelas, sem extravasar das suas competências, sem se meter na luta estritamente partidária, sem ceder à tentação executiva. A qualidade da influência dependerá da relevância das questões suscitadas e da inteligência na escolha dos interlocutores.
Atrevo-me a sugerir que o tema do diálogo social merecia ser uma dessas questões. Como tornar mais concreto o diálogo entre empregadores e trabalhadores, a todos os níveis, incluindo ao nível de empresa (contra os "dogmas sindicais" de que só a negociação centralizada pode ser equilibrada). Como melhorar a partilha das responsabilidades, do esforço e da recompensa. Como aliar aumento da produtividade com aumento do respeito pela dignidade da pessoa. Como conjugar melhor os direitos dos que "estão dentro" (empregados) e os direitos dos que "estão fora" (desempregados). Como alargar à vida interna das empresas (de todas as empresas) os conceitos de democracia e de participação. Tudo isso sem interferência nos temas que concretamente estejam em concertação social, nas estruturas oficiais para tal em funcionamento. Mas agindo no sentido de uma mudança de cultura. E sem um tão manifesto desequilíbrio entre a escuta das diferentes vozes - viram a contagem das vezes que Cavaco Silva ouviu os patrões e das vezes que ouviu os sindicalistas?
Por que não trazer esse tema para a campanha?

5.1.11

eleições

14:15
Rosie Hardy, He took me to places I'd never seen

A campanha eleitoral não pode esquecer o caso BPN, na medida em que ele espelha (no mínimo) a hipocrisia política e pessoal de um dos principais candidatos (e do actual PR).
Não obstante, seria muito necessário que as candidaturas colocassem temas mais promissores no debate. Política, propriamente. O que fazer a seguir, na tempestade em que estamos.
É que, caso contrário, arriscamo-nos a descer todos ao nível do alvo das nossas críticas. E o povo, mal por mal, pode acabar por preferir o mal que já conhece ao mal que ainda não experimentou.

conversas (s)em rede

12:44

João Pedro Henriques:
Importa ler o que Nicolau Santos, do Expresso, jornal que, em Maio de 2009, contou a história das acções de Cavaco & filha, escreveu há minutos na página dos Jornalistas do Facebook: "Meu caro Joaquim [Vieira], perguntar como é que o PR comprou e vendeu as acções de uma sociedade não cotada perguntámos (como se verá este sábado ao republicarmos as perguntas que na altura enviámos para a Presidência). Cavaco Silva é que nunca respondeu. Mas como é óbvio foi Oliveira Costa que lhe propôs o negócio, porque lhe interessava apregoar junto de outros potenciais investidores que até Cavaco era accionista; e foi Oliveira Costa que lhe vendeu pelo preço que entendeu, porque era ele (Oliveira Costa) que decidia tudo dentro do banco. O que não se entende é o lamentável comunicado da PR de 23 de Novembro de 2008 onde Cavaco nega peremptoriamente qualquer relação com o BPN... sabendo ele, tão bem como nós, que as acções que tinha eram da SLN, sociedade que controlava o BPN. Esse é o pecado de Cavaco em todo este processo."
Na sequência, perguntei-lhe: Ou seja: lucrando 140%, Cavaco deixou-se usar por Oliveira e Costa na tentativa de credibilização do BPN enquanto projecto bancário. É isto, Nicolau?
E Nicolau Santos já respondeu: "Meu caro João Pedro, não sei se se pode dizer isso. Imagina que um tipo que conheces diz que tem um banco e que te dá a possibilidade de comprares umas quantas acções a um euro, garantindo-te que, quando quiseres, tas recomprará por dois ou mais euros. É um negócio simpático, sem risco, tu conheces o tipo que te está a propor o dito cujo, aceitas. É claro que poderias supor vagamente que iam utilizar o teu nome para arregimentar novos accionistas. Ou talvez não. Não foi Cavaco que disse que não sabia que os hackers podiam entrar nos computadores da Presidência?
Na íntegra: A minha vida não é isto.

famílias


A família é um valor tradicional.
Algo que nunca nos sai do sangue.
Mas alguns preferem disfarçar.
Alguns, tentando disfarçar, só conseguem dizer que da sua boca não se ouvirá mais nenhuma palavra sobre esse assunto.
Parece que, para arguidos em processo-crime, o direito ao silêncio é uma garantia processual.
Mas uma candidatura presidencial ainda não é um processo judicial.
E um candidato presidencial, se fizesse minimamente jus à ética republicana, não confundia as suas respostas de candidato com o site institucional da Presidência da República.
A menos que essa seja a sua forma humilde de reconhecer que a sua actividade como presidente tem vindo a estar ao serviço de uma candidatura. A sua, precisamente.


LEGENDA: Da esquerda para a direita, na linha da frente: um senhor que não queria sair nem por nada do Conselho de Estado, até porque o presidente não via nisso inconveniente nenhum; um senhor que não via problema nenhum em que o senhor anterior aparecesse nas reuniões do Conselho de Estado para tomar chá, mesmo que não fosse exactamente às 5, na medida em que os seus modos à inglesa são apenas para tuga ver; um senhor tão manhoso que conseguiu fazer crer a um certo membro de outra família que ele era "porreiro, pá", embora agora ande de preferência pela trela da senhora Merkel; um senhor que escreve nos jornais - e nas rádios, e na televisão e no on-line e onde calhar, já que todas as famílias têm de ter quem escreva as suas crónicas e as crónicas convém que sejam boas; um senhor que anda por aí, segundo as suas próprias palavras; e, finalmente, um senhor que anda por aí, embora não o diga pelas suas próprias palavras, já que isso (não o dizer pelas suas próprias palavras) é condição sine qua non para que se entenda qualquer coisa. Na linha recuada, povo. Há ilustres comentadores, talvez da mesma família, que acham que se trata de membros de grupos para-criminosos conhecidos genericamente por "juventudes partidárias". Não me parece. É povo que segura bandeiras. Nestas famílias há muito povo, tanto povo que não deixam nada para os outros, de tal modo que as vitórias eleitorais dos outros são sempre especulações absurdas ou erros da realidade.

(ilustração surrupiada ao João Magalhães)

CDS propõe nova comissão de inquérito ao BPN e também ao BPP

estatísticas (acrescento)


Em acrescento ao post anterior, direi ainda que as declarações de alguns representantes partidários sobre o assunto são tão informadas (e tão honestas) como alguns destes comentários a esta notícia no Económico. Há deputados a falar em nomes de grupos parlamentares de "grandes partidos portugueses" que não têm qualquer pudor em mentir e em explorar a ignorância dos outros. Ou será que apenas exploram a sua própria ignorância?
Cabe sublinhar que, desta vez, o PSD, pela voz de Frasquilho, tomou uma posição decente sobre a matéria. Se calhar são um partido suficientemente grande para terem gente informada sobre o trabalho estatístico nacional. E terão achado que era perigoso demais brincar com assunto tão sério. Outros partidos, embora largamente representados no Parlamento, parecem ignorar olimpicamente que os Estados não se gerem como comités locais de agiprop. Vão lá explicar isso ao palrador de turno no PCP, no BE ou no CDS...

4.1.11

estatística


Primeiro disparar, depois perguntar. Este é o princípio dos comentadores encartados cá do burgo. Incluindo os comentadores que se fazem passar por jornalistas, mas que detestam fazer o trabalho de casa e preferem escrever antes de... se informarem, pois. Assim sendo, e por haver a estrita necessidade de acrescentar alguma cor ao que escrevemos, por mor das audiências, qualquer coisa que neste país se faça de novo começa de imediato por ser embrulhada na suspeição-padrão dos tempos que correm: presume-se ser peça de mais uma maquinação, uma malfeitoria do PM, do perfidamente incansável Sócrates.
As mudanças de método no inquérito ao emprego, que o INE publicitou agora, não escapam a esse fado: o comentarismo indígena topou logo que se destinava a cortar artificialmente os números do desemprego em ano de crise. Uma hipótese, amplamente glosada, mesmo quando embalada num pacote mais vasto de hipóteses, é que "o INE está ao serviço de uma agenda política que tem como finalidade a ocultação de dados sobre a realidade do desemprego em Portugal".
Uma parte do burburinho é puro fruto da ignorância. Aqui dão-se exemplos.
Outra parte do burburinho é incompetência social do INE, que não parece ter compreendido que este anúncio tinha de ser, desde o início, absolutamente transparente e esclarecedor ao pormenor.
Hilariantes são as caixas de comentários de alguns blogues populares, onde até se aventa que o próximo Censo também será absolutamente telefónico.
Finalmente, parece que o INE começou a pensar em esclarecer alguma coisa. Ou alguém se lembrou que talvez não fosse mau perguntar, em lugar de inventar. As explicações do INE sobre mudanças no cálculo do desemprego talvez cheguem tarde, mas pode ser que ajudem a acalmar o fervor dos que, à cautela, avançam sempre a mesma explicação conspirativa para tudo o que não conhecem nem querem conhecer.
As telenovelas são mesmo um produto popular neste jardim à beira do mar plantado, caramba.

passo a citar


Nuno Serra:
As recentes declarações de Cavaco Silva sobre o BPN fazem lembrar um adolescente que, para distrair as atenções em relação aos amigos que espatifaram uma bicicleta (na qual também pedalou), acusa insistentemente o senhor da oficina pelo facto de este a não conseguir reparar.
No Ladrões de Bicicletas.

uma sondagem diferente


No branco no branco, administrado com uma certa suavidade e uma pitada de ironia, mdsol tem a correr uma sondagem sobre as próximas eleições presidenciais. Mas, atenção, que nem todas as sondagens são iguais. Abre-se o blogue e está na coluna da direita ao cimo.

as centrais nucleares iranianas têm muita sorte


Irão oferece visitas a diplomatas estrangeiros às suas centrais nucleares.

Cada país deve acarinhar os seus melhores activos. O Irão quer tratar bem as suas centrais nucleares. Vendo que elas (as centrais nucleares) há muito tempo não passavam férias longe do seu local de funcionamento habitual, o Irão decidiu oferecer-lhes entretenimento. O melhor que conseguiu arranjar foi oferecer às suas centrais nucleares umas visitas de cortesia a diplomatas estrangeiros. Não se sabe ainda quais os diplomatas estrangeiros que serão visitados pelas centrais nucleares iranianas. Entretanto, teme-se que a ONU decrete um embargo às viagens de centrais nucleares, qualquer que seja a sua nacionalidade (o que será uma forma encapotada de discriminação com base na nacionalidade, uma vez que as centrais iranianas são as únicas que têm reais perspectivas de viajar).

(Claro que não teria graça nenhuma noticiar "Irão oferece visitas às suas centrais nucleares a diplomatas estrangeiros". )

escrever com os pés


Quem não acredite na força das palavras sobre o mundo, na capacidade da escrita para perturbar o funcionamento do sistema solar, deveria ler mais vezes a imprensa para entender o universo. Leia-se, sob o título corriqueiro Nuvens tapam em Portugal primeiro eclipse parcial solar de 2011, esta notícia tão humilde: «O primeiro eclipse parcial do Sol deste ano ocorre esta terça-feira de manhã mas, apesar de poder ser observado na Europa, não será visível em Portugal devido à previsão de nebulosidade
Não se prevê que o eclipse não seja visível em território nacional por causa da nebulosidade.
Não é que haja uma previsão de nebulosidade que, a confirmar-se, impedirá a observação do eclipse.
O fenómeno é muito mais profundo: o eclipse não será observado por causa de uma previsão. Sendo isso verdade, se a previsão não tivesse sido produzida o eclipse poderia ser observado.
Nesse caso, quem fez a previsão da nebulosidade é que tem a responsabilidade por não termos podido contemplar o eclipse.
Ou não?

3.1.11

Defensor de Moura entrevistado por Judite de Sousa

21:55

Judite de Sousa fez tudo para evitar que Defensor de Moura dissesse ao que vem. Só faltou perguntar-lhe se dormia de barriga para cima ou virado para o lado esquerdo. Defensor de Moura, demasiado educado com jornalistas manhosas, optou por não atirar Judite de Sousa da cadeira abaixo. Foi pena. É que, nas oportunidades que conseguiu agarrar apesar do parasitismo da entrevistadora, Defensor de Moura mostrou-se muito estruturado, consistente, sereno e seguro, sem cartas na manga mas com a coluna bem vertebrada. A seguir com atenção.

estratégias comerciais

pragas


Eu cá por mim acho-os muito bonitos e elegantes. E são bons sinais, ainda por cima (sinais de uma comunidade que não fica sentada à espera que o futuro lhe caia no regaço). E não sofrem do nemátodo nem nada (essa, sim, uma praga).
(Não tenho nada contra o imobilismo estético, embora tenha alguma coisa contra outros imobilismos.)