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28.1.11

uma viagem à índia (o tempo dos hábitos)


Gonçalo M. Tavares:
Tal como aforismos, os objectos pessoais concentram
múltiplos dias num pequeno espaço. (Cada objecto
envolvido em ritual ou em hábito é, em tempo: muito,
mesmo que tenha poucos centímetros.
Uma Viagem à Índia, Canto VIII, estrofe 1 (excerto)

21.1.11

uma viagem à índia (a história de um país)


Gonçalo M. Tavares:
(...) mas mente-se tanto a contar a história
de um país como a história de um amor que
terminou mal.
Uma Viagem à Índia, Canto VIII, estrofe 4 (excerto)

18.1.11

uma viagem à índia (o mundo é claro e escuro)


Gonçalo M. Tavares:
Na Índia, homens velhos que escutámos
durante horas e julgávamos já eternos,
levantam-se, subitamente, e começam a
urinar em plena rua, para cima do lixo
que cães, segundos antes, tentavam mastigar.
Respeito e nojo coincidem estranhamente
no mesmo homem: o mundo não
é claro e depois escuro, o mundo, cada pedaço dele,
é claro e escuro.
E quando um místico urina com displicência ao nosso lado
ensina-nos isso, e outras coisas.
Uma Viagem à Índia, Canto VII, estrofe 21