29/07/10

seis anos não chegaram?


Freeport: Procuradores quiseram ouvir Sócrates mas não tiveram tempo.

O processo Freeport já teve utilidade para duas eleições legislativas. Utilidade, quer dizer: motivo para tentar obter trunfos eleitorais contra o odiado Sócrates de Portugal. Ao fim de seis anos, bem espremido, o processo não produziu nada que servisse para sujar Sócrates. Salvo, claro, a contínua sugestão disto e daquilo pelos emporcalhadores de serviço. Agora, parece que há uns tipos que lamentam não ter tido tempo para perguntar umas coisas a Sócrates. Há sempre uns tipos que engendrariam qualquer desculpa para dirigir a palavra a Angelina Jolie, outros já ficariam contentes por poder fazer umas perguntas a Sócrates. São gostos.
Pena é que o inefável Cerejo, que não quer nem por nada deixar secar a teta, consiga fazer uma peça "jornalística" daquele tamanho sem nunca se lembrar da pergunta óbvia: então e seis anos não chegaram?

3 comentários:

Želimir disse...

A morosidade da justiça é uma vergonha das sociedades modernas. O processo Casa Pia é outro exemplo: ambas as partes vivem há sete anos à espera da sentença.

Gonçalo disse...

Sabe o que é que ainda mais me custa? Basta ir ao blog do dito jornalista, ver a semântica dos posts, dos links, etc. e tal, para se perceber o quão imparciais e profissionais serão os artigos que é pago para escrever (e que passam como peças jornalísticas num jornal dito "de referência").

Enfim... *suspiro*

Será isto que nos espera? Quero dizer... transformar-se-ão os jornais em meras compilações de bloggers?

Porfirio Silva disse...

Gonçalo, a porcaria navega bem em qualquer meio. O essencial é que estamos mergulhados uma sociedade a quem disseram que só o egoísmo é científico e, quanto ao resto, vale tudo. Vivemos imersos em pura ideologia, num plano muito mais fundo do que este cenário onde os porcalhões se mostram.