06/07/10

as obras e a graça do Espírito Santo


Ricardo Salgado fala ao PÚBLICO sobre veto do Governo à venda da Vivo: "Foi o Governo que tomou a iniciativa, agora terá de assumir o processo".

O homem do Espírito Santo está preocupado com a PT. Até parece que é por isso que está muito aborrecido com o uso da golden share neste caso. Mas há uma pergunta, subjacente a este texto de Luis Rainha, para a qual não vejo resposta clara: se o pilim da venda da participação na Vivo era para ir para os accionistas, e não para a PT propriamente dita, que interesse teria a PT, como empresa, em tal coisa? Talvez se possa encontrar a resposta indo à procura da contradição entre os interesses financeiros de curto prazo e os interesses "industriais" de longo prazo (dar dimensão e horizonte à empresa). É que não há só uma "economia capitalista", mas várias. E não acredito na dedicação do Espírito Santo à causa dos interesses nacionais.

1 comentário:

Želimir disse...

Bertold Brecht: Melhor que roubar um banco, é fundar um.