24/04/10

escaravelhos, intencionalidade, robótica e inspiração biológica


Sem entrar na complexa classificação científica que seria necessário usar para ser exacto, há uma espécie de escaravelho ou besouro cujo comportamento caracterizador consiste em recolher excrementos de outros animais, moldá-los em bolas (de tamanho superior ao do próprio corpo do transportador) e depois levar essas bolas para o ninho, onde podem servir de alimento ou de incubadora. O transporte normalmente é feito sem aparente consideração pelos acidentes do terreno, demonstrando uma força física e uma persistência notáveis. Por vezes acontece outro membro da espécie tentar roubar a bola em transporte. O vídeo seguinte dá uma breve ideia de quão interessante é este comportamento.


Uma pergunta para filósofos e outros interrogativos: poderemos falar de intencionalidade no comportamento observado deste escaravelho?

Uma abordagem actualmente muito em voga nas ciências do artificial, nomeadamente na Nova Robótica, é a chamada "inspiração biológica": olhar para criaturas da natureza com o fito de por essa via chegar a ideias de como replicar estruturas e dispositivos em "criaturas" artificiais. O vídeo seguinte exemplifica.



Por vezes, a inspiração serve "apenas" para começar, porque depois faz-se o que se pode (com os materiais disponíveis e o engenho disponível) e, mesmo que o resultado seja muito diferente do que se observou na natureza, diz-se ainda que a coisa é "biologicamente inspirada". O vídeo seguinte não tem nada a ver com robótica, mas também ilustra uma desmesurada "inspiração biológica". Ou não será desmesurada? Que dizem?


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