05/11/12

a saída para a crise, nem mais nem menos.


Vejo que há por aí imensas ideias catitas acerca da melhor maneira de nos desembaraçarmos deste governo liderado por um rapaz impreparado e irresponsável, que tem dificuldades em distinguir a governação de um país de um laboratório de teste de brinquedos. Ele há quem queira eleições outra vez, quem reclame um governo de iniciativa presidencial (não sei como, quando não é sequer certo que a República Portuguesa ainda tenha um presidente), um governo de salvação nacional. Não sei se conheço todas as fórmulas imaginadas, até porque tenho uma certa aversão a certas formas de imaginação.
Cá com os meus botões, penso não querer nada disto. Temos no Parlamento uma maioria eleita há tão pouco tempo, que só me ocorre pedir o simples: quero um governo desta maioria que cumpra o que prometeu em campanha eleitoral. Que deixe de seguir um programa que nunca mostrou a ninguém quando pedia o voto, que esqueça a sua agenda secreta e, apenas, aplique o programa que apresentou ao povo. Mandem o rapazola embora, mais o brincalhão da ideologia-Excel, e ponham lá um primeiro-ministro escolhido pelo PSD e pelo CDS para aplicar o que o PSD e o CDS prometeram aos portugueses.
Será que peço demais?!

4 comentários:

Francisco Clamote disse...

Não me parece, Caro Porfírio, que essa seja uma boa saída.

Porfirio Silva disse...

Francisco, o que prometeram em campanha o PSD e o CDS que te pareça tão mau que não se deva deixar funcionar as instituições?

Francisco Clamote disse...

Caro Porfírio, para dizer a verdade, já não sei bem o que é que eles prometeram a não ser que foi exactamente o contrário daquilo estão a fazer. Isto para dizer que não acredito numa única palavra do que pudessem vir agora dizer que fariam.
Pela minha parte, com este governo e com esta maioria, foi-se a confiança, sumiu-se a esperança.
Sobra o pormenor de saber como é que se alcançaria a almejada mudança. Não se podem confundir desejos com realidades e a realidade é que, neste caso, o desejo não tem, a meu ver, a mínima hipótese de se concretizar.

Porfirio Silva disse...

Pronto, Francisco, somando 2 com 2 não andamos muito longe um do outro...