16/07/10

famílias de teorias constitucionais


Eu sei que não devia perder tempo com certas coisas. Mas elas são tão ilustrativas que não resisto.
Vamos por episódios.
Parece que Pedro Lomba, no Público (sem link), terá acusado José Sócrates de ter "operado um golpe de regime no BCP".
O João Galamba deu-se ao trabalho de lhe explicar até que ponto isso era meter os factos na gaveta e delirar à rédea solta.
Mas, e agora vem o meu ponto, lê-se lá nos comentários ao texto do Galamba esta pérola:
O Estado não tem, segundo a constituição, obrigações de fiscalização nestas matérias?
O 1º Ministro não é o responsável máximo desse mesmo Estado?
Então, qual a dúvida?
É obvio que José Sócrates é culpado, e até quem sabe, conivente com interesses pessoais na "matéria".
Fico à espera que o comentador seja convidado por Kim Jong-il para ensinar teoria constitucional ao herdeiro nomeado para continuar a dinastia norte-coreana.
Fica o caro leitor avisado: se algum vier a ser PM deste país, e eu andar por aí a roubar melancias, o caro leitor é que será o responsável.
É este o estado da "opinião".

5 comentários:

MFerrer disse...

Isto se não fosse patético era um study-case.
A reacção, toda, pode não ter possibilidades de conjugar os seus ambiciosos programas, e deles fazer um só.
Pode até aliar-se entre si para a finalidade do abismo. Isso pode.
O que não pode é com Sócrates!
Esta reacção, toda, está a baixar a guarda e a deixar entrever o que a move. Não s etrata de governar mas de evitar que Sócrtaes governe.
Já d eeleições não se trata. Qué isso?
Trata-se de, em plena AR, de saber se há conjurados suficientes para um golpe de estado. Para o derrube de um governo legítimo, visto que é dirigido por Sócrates.
Temos que lhes dar razão.
O homem é intratável e continua há vários anos a resistir aos mais sórdidos ataques a que alguém poderia ser sujeito, sem bater com a porta, ou com as portas!
Assim não há condições!

MFerrer disse...

Desculpe Porfírio,
Excelente post!
Esta gente não se enxerga nem tem medida para o self-ridículo!

Porfirio Silva disse...

"Desculpe", por quê? Acho que vinha a propósito.
Ontem estive a perder um bocado de tempo a ver uma parte do debate do estado da nação e a twittar ao mesmo tempo, coisa que só faço nestas grandes missas. E fiquei com vontade de rir-a-chorar com o desplante que algumas pessoas têm: não tem de se contrapor nada a nenhum argumento, a nenhum número: basta dizer que "o homem está noutro país" e, pensam eles, está o assunto arrumado. E, claro, os que apoiam o governo são todos uns atrasados mentais - por definição!

MFerrer disse...

O desculpe era por não ter começado o meu com por salientar a oportunidade do seu post!
Apenas isso!
Cumps!

Porfirio Silva disse...

:-)