08/07/10

direitos adquiridos


«Quem quer mandar em empresas não as privatiza. Quem as privatiza não as renacionaliza depois.» Pedro Santos Guerreiro, Jornal de Negócios Online

Pois. A história é para ser um beco sem saída: a gente mete-se lá e, quando dá conta que se enganou, nada a fazer. Salvo esfregar o cocuruto da cabeça contra a parede até sangrar.
Percebe-se o ponto. A ideia de que pode não ser boa estratégia o Estado prescindir de todos os seus meios de influenciar directamente aquilo que na economia interessa a todos, e não apenas aos accionistas, está a fazer um inesperado caminho entre nós. Não por força de perversas mentes ideológicas, mas pelo exemplo de casos concretos. Corre-se, portanto, o risco - matutam alguns - de que algum governo mais afoito pense em retomar esta ou aquela rédea solta. Vai daí, acrescente-se um artigo à teoria: privatizar é possível, nacionalizar é proibido. Ardeu, ardeu: no privado não se toca, mesmo que o interesse comum esteja em causa.
Quer dizer: direitos adquiridos para capitalistas!

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