9.5.14

revolucionários, radicais e assim.


Para decidirmos se gostamos ou não de revolucionários é preciso saber que não há só revolucionários de uma cor. Há revolucionários de esquerda, há revolucionários de direita. Até há revolucionários religiosos.

Acontece a algumas pessoas pensarem que gostam de revolucionários por só se darem conta da existência de uma cor de revolucionários. Por exemplo, há pessoas que admiram Che Guevara sabendo bem quem foi Che Guevara e o que fez. Mas também há pessoas que admiram Che Guevara porque sabem pouco de algumas coisas que ele fez. Na verdade, algumas pessoas, se pensassem que alguém lhes poderia fazer o que Che Guevara fez a algumas pessoas, deixariam logo de gostar de Che Guevara.

A maior parte das pessoas de esquerda que admiram os revolucionários de forma simples, desconhecem os perigos dos revolucionários de direita. Ou melhor, desconhecem que há radicais de direita que são tão revolucionários como os seus comparsas de esquerda. E vice-versa, para a direita.

Uma das coisas interessantes, por assim dizer, com aspas, no actual estado do país, é que temos um governo radical de um certo tipo de direita (que, tradicionalmente, seria abominado por certa outra direita, por exemplo, pela democracia cristã) e só agora é que algumas pessoas estão a descobrir que não há só radicais de esquerda - também há, afinal, radicais de direita! Radicais no pensamento e nos métodos. E, vejam lá, têm pouso e sede no governo.

Os revolucionários, ou radicais, têm sempre admiradores. Gente que é capaz de descrever o mais insensível dos "chefes" como uma cândida branca flor. Para conhecerem uma dessas afinidades electivas, leiam o texto que vos deixo em "link": Obrigatório ler.

"Depois da Revolução".

11:34



Ontem fui ao Teatro do Bairro ver "Depois da Revolução". Sendo anunciado como "teatro musical", eu normalmente não iria: vejo poucos espectáculos, pelo que sou ferozmente selectivo e o género "teatro musical"... bem, costumo preferir ópera, mesmo, a sério. Fui, desta vez, por estarem lá em cena dois amigos, que fiz por termos sido parceiros no projecto "Ilusão". E o que tenho a dizer é: gostei mesmo.

Dos vários espectáculos a que assisti nesta onda de "saudosas comemorações 40 anos depois", este é o único em que todos os que dão a cara são nascidos depois do "dia inicial inteiro e limpo". Isso tem algum significado: quanto não vale ver gente que já nasceu em liberdade a falar de algo que lhes podia ser indiferente, como a tantos acontece? Esse aspecto é uma centelha de esperança: valeu a pena fazer alguns disparates para que esta gente "normal" (como a Sónia e o Luís) possa representar "a revolução" como história, pronto, isso que se fez e nos trouxe aqui e não é preciso fazermos de heróis, podemos simplesmente fruir e compreender.

Mas isso podia ser pouco, se fosse só isso. Não foi só isso. Não há ali propriamente uma história (o espectáculo é uma sucessão de quadros) e isso poderia ser irritante, mas, por outro lado, aquele mosaico é muito equilibrado a dar vários ingredientes: tem uns pós de crítica da situação actual (logo no início alguém diz para outro "tu és pós-pós-pós-doutorada"; o desemprego larvar não está ausente; "este parte, aquele parte, todos todos se vão" é uma canção que não é cantada mas cujo referente é evocado), retoma questões candentes de outras revoluções historicamente relevantes (o episódio da guilhotina, uma outra referência que julgo ser aos cartistas ingleses, mas não estou certo), suscita questões básicas de filosofia política mais relevantes hoje em dia do que gostaríamos (não terá de haver sempre uma "classe baixa" para a "classe alta" fazer o progresso?) - e, claro, evoca textos e situações reais da revolução portuguesa, fazendo-o sem pudor e sem excessivo respeito, porque a veneração não é para estas santidades. E a receita é equilibrada também nas emoções: um pouco de revolta, um pouco de preocupação, um pouco de ironia, também alguma alegria.

Como eles dizem: "Depois da Revolução é um teatro musical, quase todo ele cantado, mas também gritado, encenado, dançado, sonhado...". E uma comemoração que pode ser amada, entristecer, fazer pensar... e, acima de tudo, ajudar-nos a fazer um balanço: o capitalismo recuperou quase tudo, mas a liberdade está aí e esta gente usa-a para nos dar arte. E "esta gente" é uma nova geração, menos saudosista do que nós, mas que verdadeiramente leva à vida, à prática, o que valeu a pena na revolução.

(Até 18 de Maio. É de ir.)


As Sugestôes do João Miguel.



[o que é isto?]



Para conseguirmos faire marcher le devoir et l'amour. (Carmen, 2º acto)



A Mezzo está «a marcar em cima» o MET. Não são os primeiros sintomas da epidemia de futebolite que se aproxima, mas o facto de a Mezzo transmitir duas óperas do MET que integraram a temporada deste ano. Vai ser fascinante compará-las.
O Teatro D. Maria II acaba de repor, até dia 25, O Aldrabão (Pseudolus), de Plauto. Em São Bento os outros mantêm-se para lá dessa data.

  • Abertas inscrições para o curso (grátis) Ciclo Ideologias Políticas Modernas (por João Pereira Coutinho; 6 sessões; sábados, de 10 de Maio a 28 de Junho; das 15h30 às 16h30; no CCB; inscrições: inscricoes.ciclos.humanidades@ccb.pt)
  • Até dia 11, no Auditório do Casino do Estoril, Estoril Jazz 2014
  • Abertas inscrições para o curso (grátis) Ciclo A Terra e o Homem no Espaço Português (por Raquel Soeiro de Brito; 7 sessões; segundas, de 12 de Maio a 30 de Junho; das 18h00 às 19h00; no CCB; inscrições: inscricoes.ciclos.humanidades@ccb.pt)
  • Até dia 12, no El Corte Inglês (Ponto de Informação, Piso 0), inscrições (grátis) para o curso Uma Viagem pela Literatura Europeia (por António Mega Ferreira; 10 sessões, às 19h00 de segundas e quartas, com início a 26 de Maio) (www.elcorteingles.pt)
  • Abertas inscrições para o curso A China Além dos Mitos, por Sasha Lima (5 sessões; quartas, às 18h00, de 14 de Maio a 11 de Junho; na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, 213 540 823; 50€, sessão avulsa 15€)
  • Até dia 18 (quarta a domingo às 22h00), no Teatro Meridional, Rua do Açúcar Nº 64, Menos Emergências, de Martin Crimp, pelo Teatro do Eléctrico (8€)
  • Até dia 18, ciclo de cinema: 8 ½ Festa do Cinema Italiano
  • Até dia 18, nas lojas da DGPC (direcção geral do Património Cultural = lojas dos museus e palácios, Ajuda, Restauradores …) Feira do Livro dos Museus e Monumentos (descontos até 80%)
  • Abertas inscrições para a visita guiada Um Percurso pelo Modernismo Português: Bairro Residencial de Nova Oeiras, às 10h00, de 28 de Maio (0€; 214 408 536, 214 408 544, dct@cm-oeiras.pt

Sexta-feira, dia 9

  • às 10h00 e às 11h30, no Palácio da Ega, Calçada da Boa Hora, nº 30, visita guiada ao Palácio e ao Herbário (0€; inscrição prévia: laura.domingues@iict.pt ou 213 616 343)
  • às 11h34, TV5, Les Châteaux de la Loire (60’)
  • às 18h00, na Casa da Achada, Os livros da minha vida: Le Crève-Cœur, de Louis Aragon, com Saguenail
  • às 18h00, no Palácio Foz, recital de piano (Rachmaninoff, Bartók, Wagner e Ravel), por Teresa Palma Pereira (0€)
  • às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, Dia Luiza Neto Jorge (1939-1989): conferência de Fernando Cabral Martins e leituras por Natália Luiza (0€)
  • às 19h00, na Escola Alemã de Lisboa, cabaré: Freaks. Eine Abrechnung, pela Kom(m)ödchen (0€; inscrições 21 8824510)
  • às 19h30, na Cinemateca, O Diabo é uma Mulher, de J. Sternberg
  • às 21h30, no Grande Auditório da Gulbenkian, Rising Stars: recital (Mantovani e Brahms), pelo Quatuor Voce: Sarah Dayan (violino), Cécile Roubin (violino), Guillaume Becker (viola), Lydia Shelley (violoncelo) (5 €)
  • às 21h30, na ARTE, Naturopolis - New York la révolution verte (53’)
  • às 22h00, na Cinemateca, A Piscina, de J. Deray
  • às 22h00, na Casa da América Latina, Nuna (música argentina) (0€)
  • às 23h29, na RTP2, Livre Pensamento - episódio 8/13: O Ensino do Português, de Maria do Carmo Vieira

Sábado, dia 10 (Dia das Aves nos Jardins da Gulbenkian)

  • às 10h00, no Centro Interpretativo Gonçalo Ribeiro Telles, Gulbenkian, O Canto das Aves (passeio de identificação das aves através do canto) (5€)
  • às 11h30, na RTP2, A Cantiga Era uma Arma
  • às 12h10, na TSF, Encontros com o Património: Museu Nacional Soares dos Reis
  • às 12h30, no Grande Auditório da Gulbenkian, Rising Stars: recital de violino e piano (Beethoven, Granados e Ravel), com Leticia Moreno (violino), Ana-Maria Vera (piano) (5€)
  • às 13h30, no Palácio Foz, visita guiada (0€, inscrição prévia: 21 322 1240 ou visitas.guiadas@gmcs.pt )
  • às 14h30, no Grande Auditório da Gulbenkian, Rising Stars: recital (Beethoven e Dvořák), pelo Trio Van Baerl: Gideon der Herder (violoncelo), Hannes Minnaar (piano) e Maria Milstein (violino) (5€)
  • às 15h00, na Sala 1 da Gulbenkian, palestra: As Aves nos Jardins da Gulbenkian – uma mais-valia natural (0€)
  • às 15h30, no Mosteiro das Monjas Dominicanas do Lumiar (Quinta do Frade - à Praça Rainha D. Filipa), ciclo de Conferências do Mosteiro 2013/14: A caridade dá que fazer, por Alfredo Bruto da Costa (0€)
  • às 16h30, IX desfile (da Praça do Município ao Rossio) da Máscara Ibérica
  • às 16h30, o CAM (Centro Arte Moderna da Gulbenkian), Blind Date - Encontros Inesperados: Eisen (5€)
  • às 17h00, na Igreja de S. Vicente de Fora, concerto de órgão, por Célia Sousa Tavares (0€; reservas: info@althum.com ou 919 745 338)
  • às 19h30, na Cinemateca, O Prazer, de M. Ophuls
  • às 19h30, na Mezzo, La Cenerentola, de Gioachino Rossini (2009; MET; maestro Maurizio Benini, encenação Cesare Lievi, Elina Garanca (Angelina), Lawrence Brownlee (Prince Ramiro), Simone Alberghini (Dandini), Alessandro Corbelli (Don Magnifico), Rachelle Durkin (Clorinda), Patricia Risley (Tisbe); 164’; repete dias 21 às 15h00 e 26 às 17h00)
  • às 19h45, na ARTE, De l'Orient à l'Occident (1/7): episódio 1/7 – Entre le Tigre et l'Euphrate (57’)
  • às 20h45, na ARTE, De l'Orient à l'Occident (1/7): episódio 2/7 – Le triomphe du monothéïsme (56’)
  • às 21h30, no Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra, concerto (Shadows, Beatles, Bee Gees, Otis Redding) comemorativo dos 50 anos dos Diamantes Negros (10€)
  • às 21h30, na Igreja de N.S. da Feira, 10º edição do Festival Terras Sem Sombra, O Sagrado e o Profano: Aliterações húngaro-portuguesas, pela Capella Duriensis, com direção de Jonathan Ayerst (0€)

Domingo, dia 11

  • às 10h20, na ARTE, Metropolis – Graz (43’)
  • às 10h30, no Museu do Azulejo, visita orientada ao Museu e Convento da Madre de Deus (0€)
  • às 11h05, na ARTE, Sublimes Bars Du Monde: episódio 2/4 – Le grand retour de l’ornementation (25’)
  • às 11h30, na ARTE, Philosophie: Violence (29’)
  • às 12h00, Domingos com Arte no CAM (Centro Arte Moderna da Gulbenkian), Rui Chafes: O peso do Paraíso (2€)
  • às 13h45, na ARTE, De l'Orient à l'Occident (1/7): episódio 1/7 – Entre le Tigre et l'Euphrate (57’)
  • às 14h45, na ARTE, De l'Orient à l'Occident (1/7): episódio 2/7 – Le triomphe du monothéïsme (56’)
  • às 16h00, no Grande Auditório da Gulbenkian, Rising Stars: recital (Beethoven, Schubert, Chopin, Dubrovay, Ravel e Liszt), com János Balázs (piano) (5€)
  • às 17h00, no Auditório Senhora da Boa Nova, Galiza – Estoril, Missa Criolla (A. Ramírez) (?€, reservas 91 248 54 64)
  • às 17h00, no Centro Cultural de Cascais, Schumann e Fauré, pelo Moscow Piano Quartet (senhas a partir das 16h00) NÃO CONFIRMADO
  • às 17h41, TV5, Les Châteaux de la Loire (56’)
  • às 19h00, no Grande Auditório da Gulbenkian, Rising Stars: recital (Bassi, Rachmaninov, Fauré, Giacomma, Schumann, Chopin e Sarasate), com Dionysis Grammenos (clarinete) e Karina Sposobina (piano) (5€)
  • às 21h00, no Grande Auditório da Gulbenkian, Rising Stars: concerto de jazz, pelo Pablo Held Trio: Pablo Held (piano), Robert Landfermann (contrabaixo) e Jonas Burgwinkel (bateria) (5€)
  • às 23h45, na ARTE, Pierre et le Loup, Histoire d'un Succès Planétaire (52’)
  • às 24h40, na ARTE, Claude – ópera de Thierry Escaich (partitura) e Robert Badinter (libreto) de denúncia da pena de morte e outras injustiças; Ópera de Lyon; 2013; Jean-Sébastien Bou no papel principal, encenação de Olivier Py (97’)

Segunda-feira, dia 12

  • às 11h00, na Sociedade de Geografia, sessão pública de apresentação (sugiro que não vá, a sugestão é aproveitar o upgrade …) da melhoria do portal i-GEO que passa a disponibilizar os conteúdos SIPA (Sistema de Informação do Património Arquitetónico) do IHRU
  • às 13h05, TV5, Paris Années Folles (documentário, 85’)
  • às 15h30, na Cinemateca, Zazá, de G. Cukor
  • às 21h30, na Casa da Achada, Liberdade para José Diogo (1975, 66 min.), de Luís Galvão Teles e Censura (1999, 75 min.), de Manuel Mozos (0€)
  • às 22h00, na RTP2, Visita Guiada - episódio 11/13: Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, Lisboa
  • às 23h20, na RTP2, Livre Pensamento - episódio 3/13: Economia, Moral e Política, de Vítor Bento

Terça-feira, dia 13

  • às 12h30, na RTP2, Visita Guiada - episódio 9/13: Mosteiro de Tibães, Braga
  • às 14h00, no Auditório Municipal Maestro César Batalha, Galerias Alto da Barra, Oeiras, Masterclass da História do Cinema O Melhor do Cinema Inglês (1935-2000): Paixão Proibida, de T. Richardson (senhas a partir das 13h30)
  • às 17h00, no Auditório Municipal Maestro César Batalha, Galerias Alto da Barra, Oeiras, Masterclass da História do Cinema O Melhor do Cinema Inglês (1935-2000): Paixão Proibida, de T. Richardson (senhas a partir das 16h00)
  • às 18h00, no Palácio Foz, recital de canto e piano (Berlioz, Meyerbeer, Massenet, Donizetti e Verdi), com Manuel Pedro Nunes (barítono) e Paule Grimaldi (piano) (0€)
  • às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, conferência: Fernando Pessoa e os Partizans, por Miklavž Komelj (0€)
  • às 18h30, no Auditório do Instituto Cervantes, projecção: Subida al cielo, de L. Buñuel (0€)
  • às 19h30, na Mezzo, La Bohème, de Giacomo Puccini (2009; MET; maestro Nicola Luisotti, encenação Franco Zeffirelli, Angela Gheorghiu (Mimi) Ramón Vargas (Rodolfo), Ainhoa Arteta (Musetta), Ludovic Tézier (Marcello), Oren Gradus (Colline), Quinn Kelsey (Schaunard) e Paul Plishka (Benoit, Alcindoro); 132’; repete dias 23 e 27, às 17h00)
  • às 22h00, na RTP2, Entre Imagens - episódio 11/13: João Tabarra (25’)
  • às 23h30, na RTP2, Livre Pensamento - episódio 4/13: A Ciência em Portugal, de Carlos Fiolhais

Quarta-feira, dia 14

  • às 12h30, na RTP2, Entre Imagens - episódio 9/13: Jorge Molder (25’)
  • às 17h00, no Auditório do Edifício do Banco de Portugal, R. Febo Moniz, Momentos de Música, por Mário Laginha (piano) (0€)
  • às 18h00, no Palácio Foz, recital de harpa e piano (comemoração do Dia Nacional do Paraguai), com Ismael Ledesma (harpa) e Chiara d’Odorico (piano) (0€)
  • às 18h00, na Casa de Santa Maria, conferência: A Talha Barroca - diálogo entre a Arte e a Fé, por Sívia Ferreira (0€)
  • às 18h30, na Culturgest, ciclo Estética e Política entre as Artes, conferências: Devagar, a poesia, por Rosa Maria Martelo; Estética e política: produção e reprodução históricas dos sentidos, por Manuel Gusmão (senhas a partir das 18h00, com transmissão em http://www.culturgest.pt/)
  • às 20h03, na TV5, Des Racines & Des Ailes: La nouvelle Seine; Tout un monde à Paris; Hôtels particuliers (110’)
  • às 21h30, no River Lounge Bar do Hotel Myriad (Torre Vasco da Gama), concerto: Selma Uamusse (?€)
  • às 21h50, na ARTE, Yves Saint Laurent - Le dernier défilé (52’)
  • às 23h20, na RTP2, Livre Pensamento - episódio 9/13: A Morte, de Maria Filomena Mónica

Quinta-feira, dia 15

  • às 13h00, no Salão Nobre do Ministério das Finanças, Quintetos de Sopros (Françaix, Favre e Ibert), por Jovens Solistas da Metropolitana (0€)
  • às 13h25, na Casa-Museu Medeiros e Almeida, Pausa para a Arte: Esmaltes Franceses (0€)
  • às 18h00, no Museu do Oriente, conferência Oriente e Ocidente. Registos Sobre a Porcelana. Séculos XVI a XVIII, por Rui Trindade (0€)
  • às 18h30, na Sociedade Portuguesa de Autores, Trios com Piano (Milhaud, Zemlinsky e Beethoven), por Jovens Solistas da Metropolitana (0€)
  • às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, Poesia, Jazz e Tudo: Pessoa, Drummond e caipirinha, com Nicolau Santos, o Quarteto de Manuel Lourenço (3€)
  • às 18h30, no auditório do Goethe Institut, conferência: Small Scale, Big Change - New Architectures of Social Engagement, por Andres Lepik (0€)
  • às 19h00, no El Corte Inglés (Restaurante, Piso 7), ciclo de concertos do Âmbito Cultural: Quartetos de Cordas (Stravinsky, Schubert e Chostakovich), por Jovens Solistas da Metropolitana (0€, inscrição prévia em: Ponto de Informação, Piso 0, ou relacoespublicas@elcorteingles.pt)
  • às 21h50, na ARTE, Debate entre os candidatos à Presidência da Comissão Europeia
  • às 23h20, na RTP2, Livre Pensamento - episódio 10/13: Difícil é Educá-los, de David Justino

A seguir:

  • Dias 16 e 17, Dia Internacional dos Museus 2014 - Museus: as coleções criam conexões
  • Dia 16, às 9h30, no Farol Museu de Santa Marta, Cascais, Faróis de Cascais, visita a este farol e aos faróis da Guia e do Cabo Raso (0€; inscrições fmsm@cm-cascais.pt, ou 214 815 328/9)
  • Dia 16, às 11h35, TV5, Les Châteaux de la Loire (55’)
  • Dia 16, às 13h00, nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa, Antonín Dvořak (Terzetto e Quarteto de Cordas n.º 9), por Jovens Solistas da Metropolitana (0€)
  • Dia 16, às 16h03, TV5, L'Euro et Maintenant ? (debate, 57’)
  • Dia 16, às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, Recital a Quatro Mãos (Rachmaninov, Schumann e Liszt), pelos solistas da metropolitana: Anna Tomasik (piano) e Savka Konjikusic (piano) (0€)
  • Dia 16, às 23h20, na RTP2, Livre Pensamento - episódio 11/13: Portugal: Dívida Pública e Défice Democrático, de Paulo Trigo Pereira
  • Dia 17, das 10h00 às 20h00, no Jardim do Tabaco, visita ao NRP Álvares Cabral e ao NTM Creoula (0€)
  • Dia 17, às 11h00, no Museu do Azulejo, visita guiada, pela comissária Drª Alexandra Curvelo, à exposição O Exótico nunca está em casa?
  • Dia 17, às 15h00, na Fábrica da Pólvora de Barcarena, visita temática A Azulejaria da Fábrica da Pólvora de Barcarena, por José Meco (0€; inscrição prévia: 210 977 422/3/4, museudapolvoranegra@cm-oeiras.pt)
  • Dia 17, às 16h00, no Museu do Oriente, Quintetos de Sopros (Françaix, Favre e Ibert), por Jovens Solistas da Metropolitana (0€)
  • Dia 17, às 19h30, no Museu Nacional de Arte Antiga, Antonín Dvořak (Terzetto e Quarteto de Cordas n.º 9), por Jovens Solistas da Metropolitana (0€)
  • Dia 17, às 21h20, na ARTE, Naturopolis - Et si Paris se mettait au vert... (52’)
  • Dia 17, 21h30, no Centro Cultural Franciscano - Largo da Luz, café concerto (5€=entrada, aperitivos e uma bebida)
  • Dia 17, às 21h30, no Palácio Nacional de Mafra, concerto Sons do Mundo (0 €)
  • Dia 17, às 21h30, na Basílica Real de N.S. da Conceição, em Castro Verde, 10º edição do Festival Terras Sem Sombra, Theatrum Sacrum: Obras-primas do barroco napolitano, pelo Cappella della Pietà de' Turchini (0€)
  • Dia 17, às 22h00, no Espaço Nova Morada . Paço de Arcos, Mostra de Teatro Amador de Oeiras: Não se ganha, não de paga, de Dario Fo, pelo Grupo Cénico Nova Morada
  • Dia 18, Dia Internacional dos Museus 2014 - Casa-Museu Medeiros e Almeida: abertura excepcional, entrada grátis, visita guiada às 16h00, seguida de cocktail
  • Dia 18, às 11h00, no Museu do Azulejo, visita guiada, pela comissária Drª Alexandra Curvelo, à exposição O Exótico nunca está em casa? (0€)
  • Dia 18, às 14h30, no CCB, Pequeno Auditório, dia Óscar Lopes (0€)
  • Dia 19, às 21h30, na Barraca (Largo de Santos, 2), Encontros Imaginários: Himmler (José Zaluar), Infante D. Henrique (Gomes Marques) e Che Guevara (Tino Flores) (7€)
  • Dia 22, às 18h30, no Grande Auditório da Gulbenkian, apresentação da nova Temporada da Gulbenkian Música (0€)
  • Dia 24, às 21h30, no Teatro-Cine de Torres Vedras, Temporada Darcos: A Bicicleta do Poeta (J. S. Bach, J. Eduardo Rocha, N. Côrte-Real e W. A. Mozart), com o Ensemble Darcos (5€)
  • De 29 de Maio a 15 Junho, no Parque Eduardo VII, Feira do Livro (julgo que será a 88ª edição, mas vi outro número num site institucional …)



Não deixe de consultar a matriz de exposições (clicando aqui pode descarregar ficheiro Excel).

8.5.14

a grandolada berlinense a Barroso.

18:36


Hoje de manhã "partilhei" (no Facebook) a notícia "Barroso interrompido quando discursava em Berlim" com este comentário: "Boas notícias vindas da Alemanha. Barroso interrompido quando discursava em Berlim."

No Twitter alguém respondeu: "sim, ficamos a saber que nas universidades alemãs também há palermas que gostam de interromper os outros. Não é só cá."

Ora bem. Talvez alguns se lembrem que sempre me pronunciei contras as grandoladas sistemáticas, que em certa altura estiveram muito na moda contra ministros deste governo. E também escrevi detalhadamente contra as invasões de galerias no parlamento. Portanto, não tenho muitas explicações a dar quanto ao meu apego à liberdade de expressão de todos os agentes políticos, avesso como sou a métodos que parecem populares mas são facilmente manipuláveis.

Então, estive incoerente? Devo penitenciar-me? Não me parece. Por duas razões.

Primeira: sou contra a perseguição sistemática de pessoas ou de órgãos visando intimidar e evitar que saiam da toca para exercer as suas funções, ou provocar uma perturbação habitual do funcionamento de qualquer órgão. Mas não me parece que estivesse em causa isso neste caso.
Segunda: respeito pede respeito - e Barroso, em período pré-eleições europeias, está a agir como candidato, que não é, para alindar a imagem dos que pensam como ele. E está a fazer isso na Europa e em Portugal. Portanto, a meu ver, neste caso, quem está a abusar é mesmo Barroso. Veja-se, por exemplo, aquela conferência do BCE prevista para começar em Portugal no próprio dia das eleições europeias. É um abuso, uma interferência - e espero que, se a conferência for avante nesses moldes, alguém organize um boicote. O que é demais é demais. A certo ponto, o único modo de fazer ver isso a estes tipos, que funcionam sem escrúpulo democrático, é tratá-los com as mesmas armas.

A candura também cansa.

7.5.14

das emboscadas.

12:07

O folclore do governo na "saída limpa", sendo um embuste (que é, e a história da carta escondida ao FMI é apenas um passo da dança), tem muito de uma manobra de judo: aproveitou o impulso do adversário para o derrubar. Quer dizer, aproveitou o barulho das oposições que andaram a clamar contra programas cautelares, fazendo-os equivaler, sem mais considerações, a um segundo resgate.

Infelizmente, isto significa que a esquerda, incluindo o PS, ainda não percebeu uma coisa muito simples: a verdadeira gestão desta crise faz-se a nível europeu. E a gestão a nível europeu não é transparente, não é controlada democraticamente, passa em larga medida por acções que a estrita legalidade proibiria (especialmente no caso da acção do BCE) - e, ponto central, todos os governos querem proteger o status quo, quer dizer, querem proteger os governos que estão, porque isso se confunde com a estabilidade da zona.

No caso específico do PS, parece que só Sócrates percebeu isso - e por isso quis aguentar e evitar o resgate. Sabia que havia maneira de fazer de outro modo e sabia que a Europa queria fazer de outro modo. A actual direcção do PS, que entrou em campo com a primeira prioridade engatada em defender a narrativa passista contra Sócrates, por conveniência interna, nunca mais conseguiu perceber nada do que se passa. E continua numa guerrilha onde, não percebendo a dinâmica europeia, só pode estar sempre a cair em emboscadas do governo. Na verdade, o PSD detesta Portas, mas adoptou em toda a linha o esquema de propaganda do feirante ocasional de camisa aberta. E, para a oposição que temos, isso vai chegando.


6.5.14

da insignificância.



A insignificância da humanidade. Não, não é apenas a nossa pequenez no Universo; somos insignificantes mesmo na "nossa" Terra.
Não passamos de um bando de formigas. Se empilharem todos os seres humanos, não apenas os actualmente vivos, mas todos os que existiram na história, a pilha não dá sequer para encher o Grand Canyon.
Como é que tão pouca massa consegue fazer tanto estrago?!

(fonte)

Notícias da ciência em Portugal em 2014.

12:13


«Já Anastácio da Cunha, então penitenciado pela Inquisição, expulso da Universidade, e retido na Casa Pia, em carta descoberta e publicada por Joel Serrão (1971), sob o título “Notícias literárias de Portugal em 1780”, registava a decadência depois de um período de progresso:

Antes desse tempo desditoso já tínhamos logrado alcançar, ainda que com o auxílio dos estrangeiros, e imitando-os, lugar honroso na república das letras. Os nossos sábios eram conhecidos, respeitados, solicitados pelo estrangeiro [...]. Fomos alguma coisa, fomos aquilo a que os ingleses chamam “good scholars”, bons estudantes [...]. Porém, a partir desse século xvi até hoje que é que temos feito? Ai de mim! Escasseia-me a coragem para dizê-lo.

Dir-me-ão: Nunca mais tal acontecerá! Talvez. Por certo, não. Mas de nós depende.»


José Mariano Gago, Notícias da ciência em Portugal em 2014.


um sinal positivo de Bruxelas.


Bruxelas percebeu finalmente a natureza termonuclear da situação que se vive em Portugal.
Pelo menos podemos ter essa esperança, lendo a nota de imprensa que anuncia a nova chefe da representação da Comissão Europeia em Portugal:
"Desde novembro de 2011, Maria d'Aires Soares desempenhou, como funcionária da Comissão destacada no interesse do serviço, a função de Chefe do Departamento Finanças e Orçamento no ITER (Reator Termonuclear Experimental Internacional) em Cadarache, França."

Na realidade, Portugal está a passar por uma experência termonuclear de grosso calibre.