17.7.09

pura poesia







Metallica: Nothing Else Matters

So close, no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
and nothing else matters

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
and nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
and nothing else matters

never cared for what they do
never cared for what they know
but I know

So close, no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
and nothing else matters

never cared for what they do
never cared for what they know
but I know

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say

Trust I seek and I find in you
Every day for us, something new
Open mind for a different view
and nothing else matters

never cared for what they say
never cared for games they play
never cared for what they do
never cared for what they know
and I know

So close, no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
No, nothing else matters

ode aos profetas sem memória



Tribunal de Contas: negócio do terminal de contentores de Alcântara é ruinoso para o Estado.

Estamos a falar de um Tribunal de Contas presidido por um homem que, quando foi proposto, tantos acusaram de que iria para lá "ao serviço do PS e do governo". Ou já se esqueceram do que disseram, nessa altura, de Guilherme Oliveira Martins?

Faz lembrar, na mesma onda, a Prisa e a TVI. Quando a Prisa tomou posições na TVI, a Prisa vinha para colocar a TVI ao serviço do PS e do governo. Quando a Prisa vai vender - e alguém vai comprar - é para acabar com a independência da TVI. A independência aparentemente garantida por aqueles que teriam vindo para acabar com essa independência.

Por que será que certos profetas não guardam registo das suas profecias?


MFL tem direito a uma interpretação especial

a falta de vergonha que algumas pessoas têm na cara


A notícia é esta: Tribunal de Contas: negócio do terminal de contentores de Alcântara é ruinoso para o Estado. Um blogue pega nisto e conclui: Comprovadamente, Pedro Santana Lopes fez uma gestão ruinosa e, da mesma forma, confirma-se que António Costa fez uma gestão ruinosa. Equivalem-se. Como não vejo o que tem a ver o rabo com os fundilhos, pergunto na caixa de comentários: como é que desta notícia se tira esta conclusão? Responde-me o senhor do blogue: eu não tenho que explicar nada. Só posso comentar: é pena que tanta desonestidade se passeie impunemente pelas nossas aldeias.
Quando este bloguista (eu escrevi "bloguista", não escrevi "bloquista"), tão apressado a inventar, escreve "Como tal, uma escolha consciente passará por confiar o voto a outra candidatura que não a desta dupla Dupont e Dupond", e baseia esse discurso - que talvez até pudesse ser legítimo noutro plano - dizia eu: baseia esse discurso em falsidade e desonesta amálgama, estamos conversados quanto ao nível a que se deixam alcandorar (ou rebaixar) certos "alternativos".

coisas para fazer em férias (6)




Tardi, Le Cri du Peuple

coisas para fazer em férias (5)






coisas para fazer em férias (4)


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Rosie Hardy, prelude to flight

15.7.09

não dou pulos utópicos


Uma espécie de coligação: Helena Roseta será a número dois da lista do PS à Câmara de Lisboa.

Confesso que achava mais piada à Helena Roseta quando ela ainda era militante do PSD, sítio onde ela acrescentava qualquer coisa. Nunca percebi o que Helena acrescentava ao PS. E nunca vi nada de politicamente substantivo na sua saída do PS. Não dou, portanto, pulos utópicos pela espécie de coligação entre o PS e os rosetistas. Mas nada disto interessa. O que conta é o alargamento da frente dos que pensam Lisboa com responsabilidade. E por isso querem juntar forças. Responsabilidade que o PCP e o BE não souberam ter, sem que se saibam as razões maiores que os justificam nesse aventureirismo.

(O que dá vontade de rir são os coligados à direita que dizem cobras e lagartos do movimento a reforçar as costas de Costa. E ainda dizem que "nós" estamos com medo...)

Novas Oportunidades



Muito do que por aí se escreve sobre o programa "Novas Oportunidades", no vento do diz que disse, na pose do "doutor sou eu que fiz tudo direitinho desde pequenino porque o papá pagou" ou, em alternativa, na modorra do "eu que sou fidalgo sou a minha própria oportunidade" - muito do que por aí se diz é falar barato e puro embarcar numa onda de é-chique-ser-do-contra-agora-que-antes-não.
Por isso copio, recopio, transcrevo - já que não fui eu fazer o trabalho de casa - uma parte d'esta posta de Eduardo Pitta no Da Literatura.

«(...) é vulgar ouvir pessoas de direita falar das Novas Oportunidades nestes termos: «Agora preenche-se um formulário e já está. Estudar para quê?» O facto é que não está. Tantos disparates destes ouvi, que procurei e consegui ter acesso ao dossiê de uma trabalhadora do privado, com mais de 50 anos de idade, e 10 anos de escolaridade, que se habilitou à certificação do 12.º ano. O que me chegou às mãos foi um dossiê com 208 páginas A4, complexo o bastante para quem não domine um módico de conhecimentos muito variados, que duvido fosse satisfatoriamente elaborado por grande parte dos recém-licenciados. (Conheço teses de mestrado bem mais pobrezinhas.) Uma excepção? Talvez. Nas Novas Oportunidades, como em tudo, haverá certificadores e certificadores. Esta senhora que dou como exemplo, com 34 anos de actividade profissional, resolveu a coisa em 4 meses. Mas muitos colegas seus (dela) tiveram de ter formação profissional pelo meio, só no fim obtendo o certificado. E, num grupo de 15, três não conseguiram.»

14.7.09

talvez



«Talvez não sejamos muitos e muitas... mas existimos. Somos as pessoas que, no espectro político-partidário, tal como ele se apresenta (e não o que idealizaríamos), se colocam entre o PS e o Bloco.» Escreve Miguel Vale de Almeida. E continua aqui.


13.7.09

os que perderam a estrela

ousar governar




Cinderella, Dexter Dalwood

A esquerda da esquerda da esquerda está enredada em tácticas e não está nada interessada nas realidades da governação. Da cidade de Lisboa como do país. O BE não pode governar com o PC de fora, o PC não pode governar com o BE de fora - porque ambos sabem que, quando estão na oposição, a única regra é criticar sem qualquer preocupação de realismo. E sabem como isso enche sacos eleitorais à custa de quem põe as mãos na massa. Por isso detestam os que tratam de tentar concretizar: o PS, em primeiro lugar; e depois todos os que arrisquem ir com o PS para cooperar em alguma obra.
Nós, que não vereamos nem ministeriamos, queremos os que ousem governar.