18.9.08

ler a crise

20:12

Have You a Wrong Way Brain?
a arrogância dos "cirurgiões sociais" não é nova...



Popular Science, Julho de 1939
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«Can new discoveries about the brain reclaim a million criminals? Can psychological research cut America’s crime bill in half? Can scientists, using drugs and surgery, eliminate dishonest impulses from the minds of crooks?

Questions like these may sound fantastic. Yet developments of recent weeks bring them to the fore. One of the most famous psychiatrists in the world, Dr. Carleton Simon, of New York City, has just announced a revolutionary new theory which may help science control criminal tendencies.»

Daqui.

17.9.08

where is walli?? (math version)

09:00


(um quadro branco num corredor do Instituto Gulbenkian de Ciência, Oeiras)
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15.9.08

Porto-Lisboa em 4600 milhões de anos


Não, este apontamento não é sobre a minha viagem de hoje, em automóvel entre Lisboa e Braga por auto-estrada, com uma boa meia dúzia de zonas de obras com estreitamento de faixa e velocidade reduzida. Não, trata-se de coisa bem mais interessante.

No Ciência ao Natural encontra-se um post de grande interesse. É informativo, para quem tem curiosidade pelo que a ciência sabe. Mas nem é bem por isso que o destaco. É por nos lembrar a importância que tem a forma como dizemos as coisas - não apenas o conteúdo, mas também a forma. Especialmente quando tentamos ensinar, e quando os que ensinamos talvez não sejam as criaturas mais curiosas do universo, ou talvez simplesmente tenham muito em que pensar.


A ideia de base é como segue:
«Imaginemos uma realidade bem conhecida – viagem entre duas cidades do nosso país, Porto e Lisboa – pela auto-estrada.
Agora comparemo-la com os acontecimentos biológicos e geológicos do nosso planeta (desde a formação do planeta – Porto - até à actualidade - Lisboa).
A distância percorrida nesta viagem comum – 300 km – vai ser proporcional à idade da Terra, i.e., partimos do Porto (0 km) ao mesmo tempo que o nosso planeta é formado (4600 milhões de anos - MA).»

O resto é ir lá e ler. Clicando em Porto-Lisboa em 4600 milhões de anos. Note-se que isto é um conselho.

avaliação contínua


Na exposição que Lisboa teve oportunidade de ver neste ano de 2008 sobre José Saramago, que apreciámos pelo seu conteúdo e por não ter ficado para depois do falecimento do senhor, havia um pormenor curioso. Um pormenor que mostra como algumas coisas que se tornaram tão difíceis, complicadas, complexas, rebuscadas, inalcançáveis, trabalhosas, impraticáveis, a rondar a impossibilidade lógica - já em tempos recuados foram simples e realizáveis.

Falamos do caderno onde o Sr. Vairinho, o mestre do agora Nobel português da Literatura, anotava dia a dia o desempenho do aluno que então dava pelo nome de José de Sousa. Contemplando diversas matérias. Com tão sofisticada tecnologia se fazia, nesse distante ano de 1933, avaliação contínua.

Coisa que agora alguns apontam como próprio das inúmeras cabeças de um monstro peludo.










(Fotos de Porfírio Silva)