26/04/11

a culpa de João Galamba é ele ser candidato, pois está bem de ver


Não vi a entrevista de Sócrates. Passei na TVI um bocado depois e havia um programa de fazer render o peixe. Estava Maria João Avillez a dizer ao João Galamba que ele não estava em condições de expressar uma opinião livre por ser candidato a deputado. E insistia a "senhora" que não estava a insinuar isso, estava mesmo a afirmar. E repetia, parece que muito orgulhosa da figura que estava a fazer.
Desliguei-me logo da coisa, porque estou farto de ver jornalistas com a "independência" de Maria João Avillez a abusarem da boa educação do João Galamba, apesar de ele já ter chamado fdp a um moço. Eu, que sou muito menos educado do que o João Galamba, ter-lhe-ia respondido que as pessoas que substituem os argumentos pela tentativa de desqualificar as pessoas, como ela estava a fazer, são muito mais responsáveis pela degradação da vida pública do que todos os políticos juntos. E que, dirigido a um candidato por ele ser candidato, esse truque era mais um dos muitos expedientes de baixa política que estão em moda. E que foram essas modas que fizeram da política do ódio o principal cancro da vida política portuguesa.


3 comentários:

Anónimo disse...

Segundo creio, o problema de Mª João Avillez era outro. João Galamba é um deputado indicado pela quota do secretário geral. Não um deputado indicado pela distrital. Logo, não era o personagem ideal para "analisar imparcialmente" o SGeral que o indicou. Porque seguramente lhe deve algum favor: mais não seja o de ser indicado nos seus 30% pessoais. Aspecto que aliás me parece deplorável em qualquer partido: uma quota para o Secretário Geral. Mas isso é outra história.
Rodrigo.

Porfirio Silva disse...

O Rodrigo acha que a MJA precisa de intérprete. Está bem para ela: vale tudo. Aliás, a sua "imparcialidade" é um portento, está-se mesmo a ver.
Já não bastava quererem escolher quem pode e quem não pode ser SG do PS. Agora também querem decidir como os partidos escolhem os seus candidatos. E querem decidir quais candidatos são mais ou menos legítimos, consoante o método de escolha. Não, isso é apenas conversa da treta. Atacar a liberdade de opinião de uma pessoa por ser candidato, é torpe. Defender esse acto, é igualmente torpe. Embora menos original.

Anónimo disse...

Os debates televisivos nos canais noticiosos são uma coutada do Psd.
A desprezivel atitude da Avillez é infelizmente e cada vez mais uma "norma" e não uma excepção.
Começa a ser uma questão que ultrapassa os interpretes desses debates uma questão de salubridade social.
Faço minha a pergunta do João Lopes em mais um dos seus imperdiveis textos postado hoje "Onde está um político sem medo de enfrentar esta conjuntura?"

A resposta terá de ser politica, ie, corajosa e de acção e de nada (pese embora a compreensão) servem atitudes de inacção como a boa educação, a pachorra e a bonomia.