11.4.14

Valentadas no país do vale-tudo.

13:37

O ex-deputado e ex-secretário de Estado Vasco Pulido Valente, tão valente que dá lições de cátedra às resmas a tudo o que seja político, certamente escorado na notável obra de representante do povo e de governante de que todos nos lembramos com suspiros saudosos, volta ao nosso convívio no Público de hoje. Percebe-se que as pessoas têm de fazer alguma coisa para ganhar a vida - e escrever com regularidade, para ganhar a vida, pode ser um exercício superior às nossas forças. Será que isso justifica todo e qualquer disparate do escriba?

O texto de VPV, hoje, começa assim: "Dia a dia, o PS vê o seu mundo cair. A revolução de Cuba e de Fidel de Castro é hoje a farsa da revolução 'bolivariana' de um demente chamado Chávez e do analfabeto e criminoso Nicolás Maduro, que levou a Venezuela à miséria e ao caos."

Meter aqueles personagens todos no "mundo do PS" não é apenas um desvario. Tenha-se a opinião que se tenha do PS, de Fidel Castro, de Chávez ou de Maduro - meter isso tudo no mesmo mundo é, simplesmente, uma desonestidade de quem já não tem o mínimo respeito pelo jornal que lhe paga nem pelos leitores que correm o risco de topar com ele.

A aldrabice não faz mal ao país apenas quando vem de banqueiros ou políticos.

as sugestôes do João Miguel.



[o que é isto?]



Para conseguirmos faire marcher le devoir et l'amour. (Carmen, 2º acto)


O jornal Público iniciou quinta-feira, 10, a publicação fac-similada de Livros Proibidos pelo Estado Novo. A colecção (de 13 obras) começou com Gaibéus, de Alves Redol (1,95€).
  • Dias 11, 12 e 13, possibilidade de visitar as Galerias Romanas da Rua da Prata (das 10h00 às 17h00, entrada junto ao Nº 77 da Rua da Conceição, fila de espera, vestuário para ambiente húmido e lamacento, lanterna)
  • Abertas inscrições para o curso Encontros com a Pintura Europeia (parte II), por Ana Paula Rebelo Correia (8 sessões; quartas, de 23 de Abril a 18 de Junho; duas turmas: Turma I das 10h30 às 12h30, Turma II das 18h30 às 20h30; na Casa de Santa Maria, Cascais (21 481 53 82/3); 85€, sessão avulsa 20€
  • Até dia 14, no El Corte Inglês (Ponto de Informação, Piso 0), inscrições (grátis) para o curso Escrita Criativa (por José Couto Nogueira; 10 sessões, às 19h00 de segundas e quartas, com início a 28 de Abril) (www.elcorteingles.pt)
  • Até dia 15, inscrições (grátis em ihc.40anos25deabril@gmail.com) para o Congresso 25 de Abril, no Teatro D. Maria II, dias 21 a 24
  • Até dia 18 de Maio, ciclo de cinema: 8 ½ Festa do Cinema Italiano

Sexta-feira, dia 11

  • das 9h00 às 18h00, no Institut Français du Portugal, projecto Résistance(s): La resistance juive pendant la IIeme guerre mondiale (0€)
  • às 11h00, na ARTE, Escapade Gourmande – Veneza (28’)
  • às 11h38, TV5, Les Châteaux de la Loire (60’)
  • às 13h00, na Câmara Municipal de Lisboa, Bach / Zelenka - Sonatas Barrocas, por Ana Pereira (violino), Sally Dean (oboé), Luis Auñón Pérez (oboé), Bertrand Raoulx (fagote), Ana Cláudia Serrão (violoncelo) e Marcos Magalhães (cravo), Solistas da Metropolitana (0€)
  • às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, Trios para Clarinete, Violoncelo e Piano (Beethoven e Zemlinsky), por Jorge Camacho (clarinete), Mariana Ottosson (violoncelo) e Savka Konjikusic (piano), Solistas da Metropolitana (0€)
  • às 19h00, no El Corte Inglés (Restaurante, Piso 7), As Conferências D'O Eixo: Humor e Política no Século XXI, com Luís Pedro Nunes (0€, inscrição prévia em: Ponto de Informação, Piso 0, ou relacoespublicas@elcorteingles.pt)
  • às 19h00, no Auditório do ISEG (Concerto Aberto Antena 2), Homenagem a Hindemith (J. S. Bach, Hindemith e Böhme), por Rui Mirra (trompete), Sérgio Charrinho (trompete), Paulo Carmo (trompete), Nuno Vaz (trompa), Reinaldo Guerreiro (trombone) e Adélio Carneiro (tuba), Solistas da Metropolitana (0€)
  • às 21h30, no Espaço BES Arte & Finança, Praça Marquês de Pombal, 3 A, concerto de beneficiência, com Jorge Palma e Ala dos Namorados (7€)
  • às 23h00, no Duetos da Sé, Travessa do Almargem, 1, Alfama, Nicole Eitner (voz e piano) e Miguel Menezes (contrabaixo) (5€)

Sábado, dia 12

  • das 10h00 às 18h00, no Institut Français du Portugal, projecto Résistance(s): O cinema e a resistência nos regimes ditatoriais (0€)
  • às 12h30, na RTP2, A Verde e a Cores - episódio 13 (reposição; 27’)
  • às 15h00, no Palácio Marquês de Pombal, Oeiras, visita: Os Estuques do Palácio, por Isabel Mendonça (0€; inscrição prévia: 214 404 851/91, dphm@cm-oeiras.pt)
  • às 15h30, no Mosteiro das Monjas Dominicanas do Lumiar (Quinta do Frade - à Praça Rainha D. Filipa), ciclo de Conferências do Mosteiro 2013/14: Construir uma relação igual e diversa: um testemunho, por Sara Martinho e Rita Quintela (0€)
  • às 16h00, na Livraria Bulhosa (Entrecampos), leitura encenada O Som e a Fúria, de W. Faulkner
  • às 16h00, no Museu Nacional de Arte Antiga, Trios com Piano (Reinecke, Sibelius e Haydn), por Carlos Damas (violino), Jérôme Arnouf (trompa), Jian Hong (violoncelo) e Anna Tomasik (piano), Solistas da Metropolitana (0€)
  • às 16h00, no Museu do Oriente, Homenagem a Hindemith (J. S. Bach, Hindemith e Böhme), por Rui Mirra (trompete), Sérgio Charrinho (trompete), Paulo Carmo (trompete), Nuno Vaz (trompa), Reinaldo Guerreiro (trombone) e Adélio Carneiro (tuba), Solistas da Metropolitana (0€)
  • às 17h00, na Igreja de S. Vicente de Fora, concerto de órgão, por Brett Leighton (0€; reservas: info@althum.com ou 919 745 338)
  • às 17h30, na Igreja de S. Nicolau, Santarém, recital de órgão (repertório ibérico do séc. XVI para órgão de António Carreira, António de Cabezon, Heliodoro de Paiva), por David Paccetti Correia (0€)
  • às 18h00, no Museu do Ciclismo, Caldas da Rainha, conferência Beethoven: da Fantasia Coral à Nona Sinfonia, por Luís Trabucho de Campos (Professor Catedrático do Departamento de Matemática da UNL)
  • às 18h00, no Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria, Monte Estoril, Integral para violino solo e violino e piano de Fernando Lopes-Graça, por Bruno Monteiro (violino) e João Paulo Santos (piano) (0€)
  • às 21h30, na Igreja da Misericórdia, Óbidos, Procissão da Mudança das Imagens
  • às 21h30, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, Grândola, 10º edição do Festival Terras Sem Sombra, Liturgia da Esperança: Misterio de lo Cristo de los gascones, pelo Nao d’amores, dramaturgia e encenação de Ana Zamora (0€)
  • às 21h30, no Palácio Foz, Bach / Zelenka - Sonatas Barrocas, por Ana Pereira (violino), Sally Dean (oboé), Luis Auñón Pérez (oboé), Bertrand Raoulx (fagote), Ana Cláudia Serrão (violoncelo) e Marcos Magalhães (cravo), Solistas da Metropolitana (7€)
  • às 21h30, no Teatro Thalia, Haydn: As Sete Últimas Palavras, por Adrian Florescu (violino), Daniela Radu (violino), Andrei Ratnikov (viola), Peter Flanagan (violoncelo) e Vladimir Kouznetsov (contrabaixo), Solistas da Metropolitana (5€)
  • às 21h30, na Capela de São Miguel da Universidade de Coimbra, II Ciclo de Requiem de Coimbra: Livro dos Defuntos (compilado na segunda metade do séc. XVI e preservado no Fundo Musical da Universidade), pela Cappella Musical Cupertino de Miranda dirigida por Luís Toscano
  • às 22h40, na RTP2, A Leste do Paraíso, de E. Kazan (111’)
  • às 24h00, na Fábrica Braço de Prata, concerto de choro, por Raspa Tacho (5€)

Domingo, dia 13

  • às 10h20, na ARTE, Metropolis (43’)
  • às 11h35, na ARTE, Philosophie: Possible (29’)
  • às 11h00, no Museu do Azulejo, visita guiada, pela comissária Drª Alexandra Curvelo, à exposição O Exótico nunca está em casa? (0€)
  • às 12h30, na RTP2, A Verde e a Cores - episódio ? (parece-me que eram 13, mas …)
  • às 15h30, no Convento de S. Domingos, R. João de Freitas Branco, 12 (arquitectura interessante, se não conhece, aproveite), Concerto de Páscoa "Lux Eterna", pela Capela Nova (0€)
  • às 16h30, na Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, Concerto "Paixão", pelo Ensemble Vocal Introitus com narração de João de Carvalho (0€)
  • às 16h35, na ARTE, Opéra Comique, Naissance d'une Académie (documentário; 53’)
  • às 17h00, na Mezzo, Falstaff, de Verdi (2009; Glyndebourne; 128’)
  • às 17h00, no Teatro Gil Vicente, Cascais, A Voz de um Povo (concerto de Cante Alentejano) (0€)
  • às 17h00, na Igreja de S. Roque, 10.º Ciclo de Ramos (Requiem aeternam (Marcelo Valva), Agnus Dei (Alberto Balzanelli), O vos omnes (Dante Andreo), Crux fidelis (Alberto Balzanelli), Lux aeterna (Fernando Moruja), Vox in Rama (Gabriel González), Lacrimosa (Calixto Alvarez), Pueri hebraeorum (Marcelo Valva), Libera me (José Antonio Rincón), Gloria (César Alejandro Carillo), pelo coral VoxLaci, dirigido por Virginia Bono (0€)
  • às 17h40, TV5, Les Châteaux de la Loire (60’)
  • às 18h30, no Convento dos Cardaes (belíssimo), Cânticos de Quaresma e Páscoa segundo a tradição judaico-cristã, pelo Cantus Certus: Francisco Gomes Ferreira (flauta), Estêvão Gomes Ferreira (violoncelo), Ana Boullosa (soprano), Victor Roque Amaro (alaúde e direção) (0€)
  • às 23h10, na ARTE, ballet: Chaplin, de Mario Schröder (99’)

Segunda-feira, dia 14

  • das 9h15 às 18h00, no Auditório 2 da Gulbenkian, conferência: O 25 de Abril 40 anos depois (transmissão em direto na SIC Notícias)
  • às 15h25, na ARTE, À la Recherche du Trésor des Romanov (52’)
  • às 17h30, no Auditório 3 da Gulbenkian, conferência: A Paixão segundo São Mateus de J. S. Bach, por Manuela Toscano (0€)
  • às 18h00, no Palácio Foz, recital de piano (Beethoven, Bortkiewicz, Granados, Grieg, Rachmaninoff, Prokofieff, Mompou, Brahms, Moszkowski, Scriabin, Rimsky-korsakof, Rachmaninoff e Chopin), por António Hamrol (0€)
  • às 19h00, no Palácio da Ajuda, 10.º Ciclo de Ramos (Requiem aeternam (Marcelo Valva), Agnus Dei (Alberto Balzanelli), O vos omnes (Dante Andreo), Crux fidelis (Alberto Balzanelli), Lux aeterna (Fernando Moruja), Vox in Rama (Gabriel González), Lacrimosa (Calixto Alvarez), Pueri hebraeorum (Marcelo Valva), Libera me (José Antonio Rincón), Gloria (César Alejandro Carillo), pelo coral VoxLaci, dirigido por Virginia Bono (0€)
  • às 21h30, na Casa da Achada, Revolução (1975, 10 min.), de Ana Hatherley e Passagem ou a meio caminho (1980, 80 min.), de Jorge Silva Melo (0€)
  • às 21h55, na RTP2, Visita Guiada: episódio 7/13: Convento de Cristo, Tomar

Terça-feira, dia 15


  • às 12h00, na RTP2, Visita Guiada: episódio 5/13: Museu Grão Vasco, Viseu
  • às 14h00, no Auditório Municipal Maestro César Batalha, Galerias Alto da Barra, Oeiras, Masterclass da História do Cinema O Melhor do Cinema Inglês (1935-2000): Os Sapatos Vermelhos, de M. Powell e E. Pressburger (senhas a partir das 13h30)
  • às 17h00, no Auditório Municipal Maestro César Batalha, Galerias Alto da Barra, Oeiras, Masterclass da História do Cinema O Melhor do Cinema Inglês (1935-2000): Os Sapatos Vermelhos, de M. Powell e E. Pressburger (senhas a partir das 16h00)
  • às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, Livros Difíceis: O Ser e o Nada, de Jean-Paul Sartre, por Paulo Tunhas (0€)
  • às 21h30, na Igreja Matriz de Cascais, 10.º Ciclo de Ramos (Requiem aeternam (Marcelo Valva), Agnus Dei (Alberto Balzanelli), O vos omnes (Dante Andreo), Crux fidelis (Alberto Balzanelli), Lux aeterna (Fernando Moruja), Vox in Rama (Gabriel González), Lacrimosa (Calixto Alvarez), Pueri hebraeorum (Marcelo Valva), Libera me (José Antonio Rincón), Gloria (César Alejandro Carillo), pelo coral VoxLaci, dirigido por Virginia Bono (0€)
  • às 21h30, na Igreja da Misericórdia, Óbidos, recital: Duo Lírico de Páscoa, com Ana Sêrro (soprano), Natália Brito (meio-soprano) e Kodo Yamagishi (piano)
  • às 21h55, na RTP2, Entre Imagens – 7/13 Paulo Catrica (25’)

Quarta-feira, dia 16


  • às 7h55, na ARTE, Populisme, l'Europe en Danger (82’)
  • às 14h00, na Fábrica da Pólvora de Barcarena, visita: As Centrais (0€; inscrição prévia: 210 977 422/3/4, museudapolvoranegra@cm-oeiras.pt)
  • às 15h30, na Cinemateca, O Anjo Azul, de J. Sternberg
  • às 18h00, na Antena 2, Charlie Chaplin 125 anos, por Ana Paula Ferreira
  • às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, American Corner (declamação de poemas americanos), por José Pedro Sousa acompanhado ao piano por Carlos Pereira (0€)
  • às 18h30, na Culturgest, ciclo Estética e Política entre as Artes, conferências: Artes e reparações do mundo, por Silvina Rodrigues Lopes; A política da forma e as suas condições, por António Guerreiro (senhas a partir das 18h00, com transmissão em http://www.culturgest.pt/)
  • às 18h30, na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, comunicações: O Desenho e a Cor na Obra de Silva Porto
  • às 19h50, na ARTE, Manon Lescaut, de G. Puccini (Festival de Pâques de Baden-Baden; Filarmónica de Berlin; Simon Rattle; Eva-Maria Westbroek; Lester Lynch; Massimo Giordano; 135’)
  • às 21h30, na Igreja da Misericórdia, Óbidos, recital: Oratória Pascal, com Carla Simões (soprano) e Armando Vidal (piano)
  • às 21h30, na Sé Velha de Coimbra, II Ciclo de Requiem de Coimbra: Requiem a 6 (Duarte Lobo), pelo Coro Casa da Música

Quinta-feira, dia 17, Quinta-feira Santa


  • às 12h00, na RTP2, Entre Imagens – 5/13 Augusto Brázio (25’)
  • às 18h00, no Palácio Foz, recital de canto e piano (Bach, Mendelssohn e Handel), com Manuel Pedro Nunes (barítono) e Paule Grimaldi (piano) (0€)
  • às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, ciclo 8 Olhares sobre Mensagem: Manuel Brás da Costa (canto lírico) (0€)
  • às 21h00, na Casa da Música, Porto, Requiem a 6 (Duarte Lobo), Lamentações do Profeta Jeremias (Alberto Ginastera), As sete últimas palavras (Daniel Elder), pelo Coro Casa da Música

A seguir:


  • Dia 18, às 11h38, TV5, Les Châteaux de la Loire (60’)
  • Dia 18, às 18h00, na Sé Velha de Coimbra, II Ciclo de Requiem de Coimbra: Requiem (Mozart), pelo Coro Sinfónico Inês de Castro e a Orquestra do Norte, dirigidos por José Maria Moreno
  • Dia 18, às 18h30, na Praça de Santa Maria, Óbidos, Auto Descimento da Cruz
  • Dia 19, às 13h30, no Palácio Foz, visita guiada (0€, inscrição prévia: 21 322 1240 ou visitas.guiadas@gmcs.pt )
  • Até dia 22, no El Corte Inglês (Ponto de Informação, Piso 0), inscrições (grátis) para a primeira edição do curso História do Teatro (por José Carlos Alvarez; 8 sessões, às 19h00 de terças e quintas, com início a 6 de Maio) (www.elcorteingles.pt)
  • Dia 22, às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, Dia do Choro em Portugal, com Edgard Gordilho, do grupo Choro na Praça (0€)
  • Dia 22, às 18h30, no Centro Nacional de Cultura (Rua António Maria Cardoso, 68), apresentação (por Nuno Júdice) do livro de poesia "Monstros Antigos", de Porfírio Silva
  • Dia 22, às 19h00, no El Corte Inglés, sessão do ciclo de conferências e debates Pensar Portugal: O Futuro da Floresta em Portugal, com o autor João S. Pereira (0€, inscrição prévia em: Ponto de Informação, Piso 0, ou relacoespublicas@elcorteingles.pt)
  • Dias 22 e 23, das 9h00 às 18h00, no Auditório 2 da Gulbenkian, conferência: A Ditadura Portuguesa: porque durou, porque acabou
  • Dia 23, às 18h30, no El Corte Inglés (Restaurante, Piso 7), apresentação (por Clara Ferreira Alves) do livro "Viagem Pela Literatura Europeia", de António Mega Ferreira (inscrição prévia em: Ponto de Informação, Piso 0, ou relacoespublicas@elcorteingles.pt)
  • Dia 23, às 19h00, no Institut Français du Portugal, Bar das Ciências: Será o Mundo de Avatar Realista?, com Roland Lehoucq (0€)
  • Até dia 24, no El Corte Inglês (Ponto de Informação, Piso 0), inscrições (grátis) para o curso História da Ciência em Portugal (por Carlos Fiolhais; 6 sessões, às 19h00 das sextas, com início a 9 de Maio) (www.elcorteingles.pt)
  • Até dia 24, inscrições (cursoslivresclepul@gmail.com) para o curso Eça de Queirós: A última década, por Isabel Rocheta, Cristina Sobral e Irene Fialho (6 sessões; quartas, de 30 de Abril a 4 de Junho; às 18h00; na Sala D. Pedro V, Faculdade de Letras da UL; 60€
  • Dia 26, às 21h30, no Café Saudade, Sintra, Leituras no Café Saudade (tertúlia literária): Nova Teoria do Sebastianismo, de Miguel Real (que estará presente), dinamizadas por Vítor Pena Viçoso (0€)
  • De 24 de Abril a 4 de Maio (quarta a sábado, às 21h00; domingo às 17h00), no Teatro São Luiz, Íon (adaptado de Eurípides, traduzido por Frederico Lourenço, encenação de Luis Miguel Cintra (15€)
  • De 2 a 4 de Maio, no Centro Cultural de Belém, Dias da Música em Belém: Mudam-se os Tempos
  • Dia 10 de Maio, às 21h30, no Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra, concerto (Shadows, Beatles, Bee Gees, Otis Redding) comemorativo dos 50 anos dos Diamantes Negros (10€)
  • De 3 a 11 de Maio, no Auditório do Casino do Estoril, Estoril Jazz 2014


Não deixe de consultar a matriz de exposições (clicando aqui pode descarregar ficheiro Excel).




10.4.14

LIVREDADES.

13:34

O partido LIVRE está aí. Não sou entusiasta, não critico, não tenho grandes expectativas, acho que seria bom que conseguissem dar alguma coisa de novo à nossa democracia. Que bem precisada está.

Acho que Rui Tavares vai ficar muito longe de ser eleito, tal como acho que o BE vai ter um mau resultado, porque as pessoas se cansaram de coisas que lhes parecem demasiado vaporosas. Os tempos difíceis são mais favoráveis a valores seguros como o PCP: gostamos ou não gostamos, mas sabemos o que é. Se queremos dar uma hipótese ao anti-sistema, sair da Europa com mais ou menos estrondo, culpar uma meia dúzia de culpados por todos os nossos males, regressar ao nosso jardim à beira do mar plantado, se queremos depositar a nossa raiva em alguém que lhe dá voz, o PCP serve para isso. As inúmeras esquerdas alternativas serviam para explorar novos caminhos e baixar a tensão entre esquerdas, e tiveram sucesso enquanto pareciam ser isso, mas estamparam-se quando podiam ter saltado para dentro do barco do poder, para tentar fazer qualquer coisa de diferente, e se encolherem de forma muito oportunista.

O Livre também vai pagar por essa desadequação à conjuntura. Se o PS parecesse um pouco mais excitante, Rui Tavares nem para candidato a presidente da junta tinha hipóteses. Anda pelo Livre muita gente que só está no defeso de batalhas mais completas.

De qualquer modo, isto, a prazo, nem sequer é muito importante. A verdadeira prova do Livre virá depois das próximas eleições. Virá com os anos. Sim, com os anos, não com os meses. Louçã, um fenómeno muito particular na política portuguesa, andou muitos anos a tentar. E nunca teria chegado tão próximo de fazer alguma coisa de concreto para governar este país, como chegou, se não tivesse aguentado tantos anos na obscuridade extra-parlamentar. É dessa persistência e consistência que Rui Tavares precisa, não de arroubos rápidos a partir de uma cadeira europeia que lhe saiu na rifa. Sobre essa fibra de Rui Tavares, se ele a tem ou não, não faço previsões. Somos todos imprevisíveis.

9.4.14

poupando nos adjectivos.

12:50

Durão Barroso, na sua entrevista de regresso à política nacional, tentou reescrever a história do BPN. Não só alimentou a velha teoria de "acudam, que é polícia! coitado do ladrão!", criticando (do ponto de vista da omnisciência e da omnipotência) o supervisor, com o intuito manifesto de desviar os olhos do infractor - como, engenho dos engenhos, comprou uma novela que ainda lhe há-de sair cara. É que se armou em sabichão (ele bem tinha avisado Constâncio!), mas um sabichão afinal cúmplice, na medida em que não se notou nenhuma consequência desse "conhecimento" no seu companheirismo político-partidário com a malta que continuava a beneficiar do esquema. Claro que o monstro tem sempre várias cabeças (ou, pelo menos, várias máscaras), pelo que o queixume dos banqueiros contra o Banco de Portugal, por ser demasiado "metediço", não faz cócegas nenhumas aos amigos políticos desses mesmos banqueiros, que fazem de conta que queriam melhor supervisão. É como se o tabuleiro de xadrez tivesse um exército para um dos lados e dois exércitos para o outro lado, sendo que este lado pode levar os seus exércitos por caminhos diferentes para convergir no ataque ao outro lado.

Este é um dos assuntos-algodão da política nacional, na medida em que serve bem para fazer o mapa de alguns dos nossos problemas comuns, como sejam, a demagogia crónica de muitos políticos, a capacidade para refazer a história com retrovisor misturando factos com presunções, ou a hipocrisia da direita dos interesses que a torna capaz de vestir o fato do dia sem qualquer problema de consistência. É tudo uma questão de fumo - e o fumo é a arma política preferida de alguns.

Poderíamos ir, peça por peça, percorrer a lista dos artistas. Prefiro concentrar-me num caso. Um caso de estudo, digamos assim. E sublinhar apenas um episódio. O caso de estudo é Nuno Melo. O episódio, vou deixá-lo apenas com recortes. Dois recortes.

Primeiro recorte, escreve João Galamba no Facebook:

No debate da passada quinta-feira, na TVI24, disse a Nuno Melo que, tirando a sua perseguição a Vítor Constâncio, não se lhe conhecia nenhuma intervenção - nem antes nem depois do BPN - sobre o reforço/alteração dos poderes de supervisão bancária. Melo disse que bastava ter falado com Elisa Ferreira, eurodeputada do PS, para saber que essa acusação era falsa. Pois bem, Elisa Ferreira escreve hoje um texto em que desmente Melo. Independentemente deste texto, mesmo que Melo tivesse dito a verdade, as suas emendas no relatório da eurodeputada Elisa Ferreira não têm nada a ver com os poderes/instrumentos de supervisão, mas sim com a protecção dada a depositantes no caso de "bail-in". Ou seja, não só Melo mentiu (coisa que fez abundantemente nesse debate), como, mesmo que não tivesse mentido, a sua resposta teria sido ao lado da crítica que lhe fiz, e que se mantém inteiramente válida: tirando a perseguição demagógica, populista e fraudulenta a Vitor Constancio, Nuno Melo não tem nem nunca teve qualquer interesse na matéria da supervisão bancária.

Segundo recorte, Elisa Ferreira no Facebook:

Nuno Melo num debate com João Galamba na TVI24 no passado dia 3 de Abril (mais uma vez sobre as alegadas culpas do Supervisor no caso de polícia que foi o BPN), depois de ter esgotado os argumentos habituais, aventurou-se a desvendar que “as únicas propostas apresentadas em matéria de resolução bancária para se protegerem os depósitos dos clientes dos bancos são minhas”, deixando implícito que, se alguma coisa lá figura nesse sentido, a ele se deve. Tenho de o desmentir: Nuno Melo fez de facto algumas emendas no sentido de proteger todos os depósitos bancários em processos de resolução; só que todas elas caíram, chumbadas sem apelo nem agravo pelo seu próprio grupo político (PPE); a proteção aos depósitos que hoje existe no texto legislativo foi a que os membros socialistas conseguiram fazer passar! Convém não abusar da imaginação quando se fala para fins internos...

Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça. Quem não tiver, que se aninhe nos equívocos acerca da omnisciência e omnipotência dos supervisores. Desses equívocos vivem aqueles que sempre bradam contra os abusos dos reguladores e dos supevisores, "contra o Estado sempre a incomodar o privado", mas que, quando o esturro se torna óbvio, se tornam (num espelho invertido) grandes denunciantes das fraquezas do polícia.

7.4.14

nem todos acreditaram em Barroso.

17:10

Na sua coluna do Público, que já citei hoje, António Correia de Campos, lembra que os deputados europeus do PS deram luz verde a Durão Barroso para presidente da Comissão Europeia. Por suas palavras: «Gostaria de não ter que me referir ao actual presidente da Comissão, o português Durão Barroso. O que tenho a dizer custa-me. Votei nele em 2009, integrando uma maioria qualificada, ao lado dos colegas de Espanha e da quase totalidade dos Portugueses. Cumpri orientações da delegação, vindas de José Sócrates, contrárias às do grupo europeu dos Socialistas e Democratas.»

Foi, na realidade, uma grande ingenuidade. Uma ingenuidade cujo primeiro responsável foi Sócrates, que nunca percebeu que Barroso se faria seu amigo apenas enquanto o cheiro do sangue não mudasse de campo.

Aqui neste espaço, onde costumo comentar o que fazem e dizem os outros, não tenho por hábito debruçar-me sobre as minhas próprias palavras e actos. Mas, agora, quero lembrar umas palavras que proferi, publicamente e de viva voz, há quase dez anos, precisamente a 2 de Outubro de 2004. Trata-se de um excerto da minha intervenção no encerramento do debate das moções globais ao XIV Congresso Nacional do PS, em Guimarães, na qualidade de primeiro subscritor da moção "Uma Esquerda com Raízes e com Futuro". Dizia eu:

«Parece que estamos a ter dificuldade em perceber que acabou o velho consenso europeu entre PS e PSD. A deriva neoliberal passa hoje, em grande parte, pelas opções que se fazem nas instituições europeias - e isso só vai piorar com Durão Barroso na presidência da Comissão. É preciso que o projecto europeu do PS não se confunda com o projecto europeu do PSD. Até porque por aí passa também uma batalha essencial com outras formações que se sentam do lado esquerdo no Parlamento.»

Como está bem de ver, ninguém me ligou nenhuma.

retrato de Barroso.


António Correia de Campos, hoje no Público:

Gostaria de não ter que me referir ao actual presidente da Comissão, o português Durão Barroso. O que tenho a dizer custa-me. Votei nele em 2009, integrando uma maioria qualificada, ao lado dos colegas de Espanha e da quase totalidade dos Portugueses. Cumpri orientações da delegação, vindas de José Sócrates, contrárias às do grupo europeu dos Socialistas e Democratas. Em circunstâncias normais deveria sentir orgulho por ter um Português na presidência da Comissão. Infelizmente não me ocorre esse sentimento. Uma gestão apagada que deixou a Comissão perder força e influência. Um comportamento errático, mudando constantemente de opinião. Uma retórica feita de compromissos e marcada pela cor do auditório, com vista a gerar aplauso fácil, em qualquer circunstância. A negação imediata do que afirmara, sempre que recolhia hostilidade dos grandes. Um comportamento de Pilatos, quando as coisas corriam mal, atirando culpas para os Estados Membros. Uma completa ausência de grandeza, sujeitando-se ao papel de marionete dos grandes, parecendo aceitar a capitis diminutio como um facto normal para um originário de pequeno-médio País. Em momento algum o orgulho de português subiu em mim e em muitos momentos lamentei que um compatriota se prestasse ao que ele se prestou. À pergunta do meu colega Rangel sobre se seria melhor termos um presidente alemão respondo sim, sem pestanejar, ao menos saberíamos sempre com que se contava. Na contabilidade de vantagens e inconvenientes ficam pequenos ganhos de mercearia: alguns lugares de direcção ou de representação que vieram parar a Portugal, na maioria esmagadora destinados a gente da direita. Um acesso porventura mais fácil aos serviços da Comissão, por parte das autoridades nacionais, usado e abusado já por este governo, a quem Durão teve que ensinar tudo sobre os fundos, sobretudo na primeira fase. E pouco mais.

a emboscada.

11:11

Não vi "a opinião de José Sócrates" ontem na TV, mas já li por aí o suficiente para perceber o que se passou. Quero dizer: entre os relatos indiferentes (raríssimos, neste caso), os relatos moderada ou ferozmente a favor de Sócrates, e os relatos vibrando mais ou menos intensamente com Rodrigues dos Santos, julgo que não fica nada por perceber. Podem dizer-me que devia ver e ouvir para ajuizar. Discordo: também não preciso ver a cara dos jogadores numa partida de xadrez para perceber o jogo; basta-me ler a notação da própria partida. Sim, porque estamos perante uma partida de um jogo.

A melhor descrição desse jogo deu-a a Zélia M.M. no Facebook: "José Sócrates está a deixar-se cair numa emboscada". Na emboscada há deslealdade (falta de força, moral que seja, para atacar de frente o alvo), malícia (disfarce, faz-de-conta) e um isco (alguma coisa que se deixa colocar no caminho) - e uma dança com a psicologia do atacado. Neste caso, a dança com a psicologia de Sócrates consiste em explorar o facto de ele nunca querer desistir, de nunca querer premiar o infractor. A emboscada está toda na deslealdade da televisão pública, que o convidou para comentador e o trata como um político no activo a abater - usando armas que não emprega para escrutinar nenhum dos governantes de turno. O isco é um qualquer, vestido de jornalista, que se presta à encenação - de preferência, bem escorado numa série de truques, chegando ao cúmulo de meter a rubrica a seco, sem separador nem nada, como se isso evitasse que se soubesse que aquilo era "a opinião de José Sócrates", embora agora se tenha tornado em "a opinião de Rodrigues dos Santos, com um tipo qualquer que apanhámos na rua para bombo da (nossa) festa".

Se Sócrates fosse um tipo como eu, que não suporto fracos convívios, vinha-se embora. Mesmo que fosse com estrondo. Entretanto, Sócrates não gosta de dar a mão à garotada, que, por alguma razão, gosta toda de se aproximar dele para experimentar uma dentada. Sócrates gosta de os obrigar a ir até ao fim. Mesmo que o cálice, afinal, lhe toque a ele. Nisso consiste a emboscada: se Sócrates fosse um fraco, a RTP não precisava de montar esta cena de deslealdade, malícia e isco. Infelizmente, isto não é apenas um retrato de quem serve os actuais senhores: isto é um triste retrato do estado deste país.