20.2.09

o método do Público (2)

grafitos de lisboa



Grafito na Graça (Lisboa).
Clicar amplia.
Foto de Alessio del Bue.
Grazie, Alessio.

Filhotes de robot? Desenvolvimento pós-natal artificial




Ciclo de Conferências "Das Sociedades Humanas às Sociedades Artificiais" - Edição 2009
Primeira sessão: 26 de Fevereiro

Segunda palestra da primeira sessão:
Filhotes de robot? Desenvolvimento pós-natal artificial
José Santos-Victor, Instituto de Sistemas e Robótica / Instituto Superior Técnico

De que formas podemos estudar o cérebro humano (num sentido alargado) para melhor compreender o seu comportamento, capacidade de aprendizagem e adaptação, aquisição de linguagem, raciocínio, comportamento social, etc?

Se a neurociência, a psicologia, a linguística (ou a filosofia) são formas “clássicas” de o fazer, nesta apresentação propomos que a robótica (e a engenharia…) tem igualmente um papel importante nessa missão.

Vamos descrever alguns exemplos de um percurso com mais de 10 anos de colaboração estreita com neurofisiólogos ou psicólogos do desenvolvimento, no âmbito de projectos europeus, para estudar a aprendizagem, coordenação sensório-motora, percepção e interacção social - cruzando as competências destas diversas ciências.

Um dos exemplos a discutir está relacionado com a descoberta dos “mirror neurons” (neurónios espelho) no córtex pré-motor de macacos (e humanos). Estes neurónios não só são responsáveis por acções motoras como, surpreendentemente, estão activos quando o animal observa gestos de outros indivíduos. Parecem ser a base fisiológica para a empatia ou “mind reading” e foi sugerido estarem na génese da comunicação não verbal, imitação, linguagem e comportamento social. Vamos descrever modelos computacionais que ilustram como a adopção de representações motoras permitem melhorar a capacidade de um sistema artificial para o reconhecimento de gestos.

De igual forma vamos descrever resultados do projecto Robotcub, cujos objectivos consistem em desenvolver um robot humanóide semelhante a uma criança de 3 anos e usar este robot para investigar a cognição humana e o desenvolvimento pós-natal.

Pode o desenvolvimento de modelos computacionais e físicos (como um robot) ajudar a responder a questões fundamentais no desenvolvimento humano? (Numa extensão do Livro da Selva em que o filho do Homem se misturava com os animais, temos agora o filhote do robot imerso no mundo humano).

Este é o rationale de um conjunto de projectos e perguntas que têm envolvido o VisLab (Computer and Robot Vision Lab) do ISR ao longo de anos, numa aventura arriscada e multidisciplinar, que será objecto de apresentação e discussão nesta sessão.

[Mais informação aqui.]

Mundos de sentido: no natural e no artificial




Ciclo de Conferências "Das Sociedades Humanas às Sociedades Artificiais" - Edição 2009
Primeira sessão: 26 de Fevereiro

Terceira palestra da primeira sessão:
Mundos de sentido: no natural e no artificial
Por Isabel Ferreira (Doutoramento em Linguística, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

(a conferência será proferida em português, para um público que frequentemente interage também em inglês)

Every form of cognition results from the interaction cognitive agent-environment, which is grounded on a relation of mutual dependence and influence where a basic and fundamental semiosis takes place.

In fact, a life form and its environment constitute a unit, a “closed purposive organisation” where the cognitive agent and the environmental bubble he is embedded in, though coupled and mutually influencing each other, tend to preserve their own identities.

It is the organism’s sensitivity to specific features- a consequence of its physical architecture- that allows for their recognition in the surrounding environment. But as Cassirer (1927) points out, this “seeability” is not a predicate attributed to things as such, as absolute things. It is in fact the result of an active process of interpretation led by the cognitive agent.

In this sense we can agree with Merleau-Ponty (1968) in that meaning exists at a pre-reflective level of existence. In fact there seems to be a primary, pre-ontological assignment of meaning, an assignment that is prior to any experience whatsoever and that enables cognitive agents to respond adequately to some environmental cues and to ignore others.

Salience, individuation and consequently meaningfulness depend on acts of interpretation carried out by specific cognitive agents. We aren’t sensible to stimuli that drive, for instance, bats or spiders. Though we share the same planet their world isn’t obviously ours.

Though any form of cognition always involves the construction of a meaningful world where the epistemic actor finds its place and role, it would be a gross error to oversimplify the complexity of human cognition.

Conscious of the complex way meaning is composed and conveyed among human organisms, Cassirer (ibid.) defines man as “animal symbolicum”. He suggests the existence of a symbolic system, which falls between the “receptor” and “effector” systems that it shares with all the other organisms. It is this symbolic system- language- that allows signs to be assigned values enhancing a three-part relationship between the “Sign-Using Self”, “Constructed Reality” and the “Other Self”.

Human cognition comprehends not just the organism’s capacity to cope with specific physical environments, but also its capacity to evolve in dynamic differentiated economic, social, cultural and linguistic contexts. It is this complex semiosis that is responsible for the production of all systems of values that give body to specific economic, social and cultural frameworks, where salience and meaningfulness are defined according to particular historical, cultural and linguistic backgrounds and are consolidated or redefined by recurrent individual and collective interactions.

The changes brought about by digital revolution to human cognition (especially in what concerns western societies) are huge. The boundaries that used to separate the “natural” from the “artificial” have nearly vanished as the two domains frequently overlap. Artificial environments progressively invade daily routine at the most elementary forms of interaction, the natural and the artificial criss-cross defining for the cognitive agent a single view of the world. Space and time become more fluid, enlarging this way significantly the scope of individual and collective interaction.

Simultaneously the projects leading to the creation of semiautonomous or even autonomous artificial entities, i.e. entities capable of interacting in natural and/or artificial environments, have contributed significantly to an enlarged view of the phenomenon of cognition. Biology is no longer just a metaphor that inspires AI. The inquiry into how elemental life forms interact with their environments has led to the identification of the fundamental role played by the physical architecture of the cognitive agent and has shed a light on the semiotic process that is common to all life forms, ultimately highlighting the very nature of meaning.

(resumo providenciado pela conferencista)

[Mais informação aqui.]

o método do Público


Escrituras no prédio onde Sócrates mora com valores divergentes.


O método do Público é simples: pega-se num tipo de situação que se sabe existir por aí; percorre-se a vida de um cidadão que se quer perseguir até encontrar um ponto onde eventualmente poderia ter ocorrido essa situação; juntam-se alguns elementos que sugerem que esse cidadão a perseguir poderia, se fosse o caso, estar envolvido numa situação dessas; dá-se nome ao cidadão; embrulha-se tudo e publica-se, com muita fé na falta de espírito crítico da maioria dos leitores. E dos eleitores. O Público aplica esse método, com persistência, ao cidadão José Sócrates. É o método cobarde de sugerir sem afirmar nada de realmente criticável, confiando em que a imprecisão da reprodução e a nebulosa da má-língua transformem num crime aquilo que, preto no branco, não é nada. O método do Público, que é um método de fazer política, é um método cobarde. Sujo. É o método de "se não podes vencer com as armas democráticas, mata a democracia se for preciso". E depois queixam-se da má fama da política. E não se queixam dos políticos frustrados disfarçados de jornalistas?

18.2.09

há quem acredite em máquinas auto-reprodutoras


...............................................Copyright Shane Willis


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casamentos

12:22

Apesar da poluição a que este debate está sujeito, ainda um destes dias pensarei aqui em voz alta sobre o debate que para aí vai sobre o casamento. Tenho de ir com cautela, porque "as partes" em questão parecem, por vezes, pouco dispostas a argumentar e mais em mandar uns ou outros para o inferno.
Entretanto, vou juntando contribuições de outros. Para já: O fim do casamento, por Manuel João Ramos.

Darwinismo Artificial - Evolução Artificial: Arte e Ciência



Ciclo de Conferências "Das Sociedades Humanas às Sociedades Artificiais" - Edição 2009
Primeira sessão: 26 de Fevereiro

Primeira palestra da primeira sessão:
Darwinismo Artificial - Evolução Artificial: Arte e Ciência
Por Agostinho Rosa (Instituto de Sistemas e Robótica /Instituto Superior Técnico)

Antes de Wallace e Darwin a visão sobe a origem da vida na Terra era um grande mistério, mas 150 anos após a publicação de “A Origem das Espécies” por Charles Darwin (de que este ano se comemoram os 200 anos do nascimento) onde formulou a Teoria da Evolução e de muitos outros que aplicaram e desenvolveram as suas ideias, este mistério atenuou-se fortemente. Temos hoje uma maior compreensão do mundo como Ecossistema Global em que estamos inseridos. Apesar da Teoria da Evolução ter conseguido dar explicação à grande variedade e diversidade de formas de vida, ainda existem muitas etapas do processo evolutivo para as quais não temos uma resposta cabal. A “Origem da Vida”, o aparecimento de comportamentos “inteligentes” e as formas de comunicação são alguns exemplos mais óbvios.

A Evolução Artificial (EA) é um ramo que emergiu da computação biológica, tendo como objectivos a compreensão dos princípios da evolução biológica e o desenvolvimento de ferramentas de optimização (ou adaptação). As ferramentas de optimização também denominadas Algoritmos Evolutivos (AE) têm obtido grande sucesso nos chamados problemas difíceis (“hard”) de optimização em que os métodos clássicos não tiveram grandes resultados.

Esta palestra versa as duas vertentes da EA através de exemplos do foro científico e artístico:

O Polyworld|Gaia é uma simulação duma pequena etapa do caminho da evolução onde o objectivo principal é a tentativa de estudar as condições que possam resultar na “emergência” ou surgimento de comportamentos específicos ou “inteligentes” em criaturas artificiais muito simples.

O LAIS-SIA é um simulador do Sistema Imunitario Artificial baseado em Agentes cujo objectivo é uma tentativa de simulação do sistema imunitario humano in silico com o maior realismo possivel. O sistema imunitario é um sistema relativamente complexo, onde intervêm muitos “actores e mediadores” com variadas interacções variantes no tempo. A modelação na perspectiva do agente centra-se nos “actores” modelando as suas propriedades e comportamentos, criando um ambiente virtual onde estes interagem. Um resultado interessante foi obtido com a simulação da Influenza A.

O Aedes Aegypti é um mosquito que transmite o dengue com grandes surtos frequentes no Brasil e Malásia, e que na forma hemorrágica é muitas vezes fatal. O LAIS-Aedes é um simulador de dinâmica populacional do mosquito interagindo entre si e com e uma área populacional virtual formado por fontes de água e pessoas. O objectivo é o estudo da eficácia de diferentes métodos de combate ao mosquito e consequentemente da doença, nomeadamente o método conhecido como “Sterile Insect Technique” (SIT).

Pherografia é um termo proposto por Carlos Fernandes designando uma forma artística que consiste na visualização dos rastros de feromona deixados por uma colónia de formigas artificiais sobre um habitat 2.5 D, i.e. um espaço bidimensional cujos elementos têm valores associados.

Pangea é um projecto de composição musical usando melodias geradas por Algoritmos Genéticos (uma variante dos AE) onde as melodias a várias vozes e estilos são optimizadas/adaptadas segundo uma teoria musical.


[Mais informação aqui.]

17.2.09

especulativa no Twitter




especulativa no twitter

Ainda nem sei bem como isto se explora, mas tem uma grande vantagem: só deixa fazer intervenções curtas!!!