14/02/12

Socialistas enviam "troika alternativa" à Grécia.


O Grupo dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu vai enviar uma "Troika alternativa" à Grécia, para incentivar um caminho de crescimento e emprego, em vez de austeridade, porque esta via não trará os benefícios apregoados pela "troika oficial". A portuguesa Elisa Ferreira integrará a missão.


Mais aqui.


10 comentários:

Luisa disse...

Eureka!

Zuruspa disse...

Com o seu membro PASOK nos 8% (quase metade da % dos comunistas) os "S&D" finalmente acordaram. Têm 2 meses para mostrar que quem acabou de aprovar o plano suicida a Troyka é a mehor opçäo para liderar um plano alternativo a este. Ahn?

Pensam que os gregos säo assim täo estúpidos? Espero bem que näo! Porque já häo "troykas alternativas" internas na Grécia, que já väo em 43% das intençöes de voto. Precisamente porque säo alternativas credíveis a um PASOK que näo criou a crise, mas que a geriu pessimamente.

Demasiado pouco, demasiado tarde.

Porfirio Silva disse...

Zuruspa,
Se a iniciativa dos S&D tiver um sabor tão imediatamente eleitoralista como o seu comentário, é porque ambos são desmesuradamente míopes.
O problema grego não é da Grécia, como o problema português não é de Portugal. Acho que o PASOK até é capaz de ficar aliviado por ser apeado do governo - e nós ficaremos muito interessados em ver do que são capazes as alternativas radicais por lá, algo que será muito mais interessante de ver ao longe do que ao perto (por cá).
A arrogância dos que falam como se soubessem qual seria a boa solução para a crise, quando a crise é precisamente uma bomba de incerteza, é apenas uma medida de ignorância.
A troika alternativa dos S&D à Grécia parece fazer parte de um princípio de reacção de certos sectores da esquerda europeia, aqueles sectores que sabem que não têm uma varinha mágica. Os que têm a varinha mágica, que em muitos casos é a mesma varinha que já provou ser a causa de grandes desgraças, esses estão com o rei na barriga e talvez um dia cheguem ao poder para assistirmos a mais um espectáculo estrondoso como no passado - esperemos que com menos vítimas do que no passado.

Certa direita e certa esquerda são muito iguais numa coisa: não aprenderam nada com a história.

Zuruspa disse...

Sem mais, relativamente à miopia dos S&D, olha o que este "radical" diz:
http://esquerda-republicana.blogspot.com/2012/02/politica-que-o-euro-criou.html

Eu sou um míope "social-democrata nórdico". Infelizmente, hoje em dia no Sul da Europa os único a defender esse modelo garantido de prosperidade e paz social säo os tais que apelidas de "alternativas radicais".

Já agora, olha a miopia holandesa (país rico com notaçäo AAA):
http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/401994_10150550509103046_772763045_8528939_238793869_n.jpg
Parece que lá näo esperam que lhes tirem o Estado Social para se mexerem...

Zuruspa disse...

Mais acrescento: se a iniciativa dos S&D tivesse ulterior motivo que näo o eleitoralista também enviariam uma delegaçäo a Portugal no mesmo sentido, ou pelo menos aconselhariam o PS comportar-se de outra forma que limitar-se a "silêncios violentos" perante a Troyka. É só.

Porfirio Silva disse...

Pelos vistos os "nórdicos" servem para tudo. Acho que há uma pressa excessiva em comparar certos partidos e grupos gregos com a social-democracia nórdica.
Já agora, convém não esquecer os últimos 10 ou 15 anos nórdicos, onde muitas das "conquistas" do passado tiveram de ser reavaliadas. É que o "modelo nórdico" é tanto uma questão de método como uma questão de conteúdo. E, quanto ao método, ele é uma profunda combinação de democracia representativa com concertação social. Mas concertação social organizada, não anarquia. E, ainda nos nórdicos, lá não é o Estado que "resolve": os parceiros têm a principal palavra, especialmente no que toca às relações de trabalho.

Zuruspa disse...

PTI, sempre fui "social-democrata nórdico", ainda antes de ser moda. Há mais de 20 anos. Por isso me chamaram "comuna".
Hoje por mero acaso habito numa república nórdica onde tenho vivido a "reavaliaçäo". Como vês, nisto näo me dás liçöes. E tenho visto que na "consertaçäo social" o Estado näo mete o bedelho, mas também que a CIP local tentou trabalhar à "sul-europeia" e depois teve de recuar com uma ameaça de Greve Geral. A última aqui foi há uns 20 anos.

Agora o PM é um neoliberal que só näo implementa o "modelo de Chicago" porque lá tem os sociais-democratas (que puxaram o BE local para o Governo) a segurar o freio.

Mas veremos no que dá, o moço anda a esticar demais a corda. Será o povo a decidir, primeiramente nas urnas, e depois logo se vê onde.

Porfirio Silva disse...

Zuruspa,
A propósito do «Como vês, nisto näo me dás liçöes», confesso que há um certo tipo de "maneiras" que me irritam. Não pretendo dar a lições a ninguém - embora essa pareça ser a intenção de "certos" comentadores.
Hoje em dia não é preciso viver num país para saber como ele funciona. Já tive como "ocupação a tempo inteiro" trabalhar nestas questões com gente desses países (e doutros) e sei bem a diferença entre os parceiros sociais nórdicos e os do sul. Do lado dos empregadores, mas também dos trabalhadores. O Estado respeita a autonomia dos parceiros, porque os parceiros funcionam - e os parceiros funcionam porque o que eles decidem implica realmente com a vida concreta.

Zuruspa disse...

Porfírio, tammém te confesso que há um certo tipo de "maneiras" que me irritam, e que não pretendo dar a lições a ninguém. Pelos vistos, já somo dois. Mas entäo olha para o que escreveste, e como escreveste. Generalizas e leccionas. Pöe-te no meu lugar, e verás se näo reagirias da mesma forma.

Porfirio Silva disse...

"Pöe-te no meu lugar", como?

Qualquer um pode por-se no meu lugar: escrevo aqui, continuamente, há anos. Sou escrutinável.

Coisa diferente de um comentador que, para mim, não tem história: como poder ter? Não percebe a assimetria?

Se percebesse esta coisa simples, seria útil. E poderia permitir-lhe ser mais leal na conversa, se realmente lhe interessa conversar alguma coisa.