29.8.09

joão cutileiro na flor da rosa


Esculturas de João Cutileiro no Mosteiro de Santa Maria da Flor da Rosa (Flora da Rosa, Crato). Exposição de 4 de Julho a 5 de Outubro de 2009. Fotografias de Agosto.

irresponsável



Cavaco Silva não comenta polémica sobre possível vigilância a assessores da presidência.


A irresponsabilidade deste homem neste caso ultrapassa todos os limites. Brincar com a segurança dos principais órgãos do Estado, ou deixar a suspeita de que se cometem crimes graves no topo desse mesmo Estado, é algo que não o preocupa. Passa todos os limites. Aquele ar de anjinho é falso. É o tique do Pulo do Lobo, aquele episódio onde Cavaco explicou à TV como funciona a sua hipocrisia pessoal.


28.8.09

Autoridade de regulação financeira britânica defende taxa Tobin



Facto inédito neste blogue: copio integralmente do Público.

O líder da principal entidade de regulação financeira do Reino Unido - a Financial Services Authority - defendeu hoje a imposição de uma taxa sobre as transacções financeiras internacionais como forma de controlar o excesso de peso do sector na economia mundial.

A proposta é feita numa entrevista à revista Prospect, citada hoje pelo "Financial Times", e consitui um apoio surpreendente a uma medida lançada nos meios académicos e que, ao nível dos Governos, apenas tem estado na agenda da França, um país com um peso reduzido do sector financeiro.

Agora, Adair Turner, o homem encarregado de vigiar o funcionamento da city londrina, diz que uma taxa Tobin - que tributaria todas as transacções de carácter financeiro a nível global - pode ser a única solução para limitar os excessos a que se assistiu antes da crise. "Se se quer travar o excesso de remunerações num sector financeiro inchado, tem de se reduzir a dimensão desse sector ou aplicar impostos especiais sobre os lucros antes da remuneração", afirma na entrevista. Este responsável considera ainda que, neste âmbito, as discussões sobre a limitação de bónus aos gestores não passam de uma "diversão popular", mostrando-se preocupado com a possibilidade de, depois da crise, voltar tudo a funcionar como dantes.

No Reino Unido, um país cuja economia está fortemente dependente do sucesso dos seus mercados financeiros, as propostas de maior intervenção no sector financeiro internacional têm, ao longo dos anos, sido recebidas com muito pouco entusiasmo. No entanto, para defender a sua opinião, Adair Turner relativiza a importância de manter a competitividade dos mercados, uma vez que, diz, a city de Londres tem-se tornado um factor de destabilização da economia britânica.


aqui

nem profecias nem milagres


Clima económico melhora pelo quarto mês seguido em Portugal. «Os consumidores portugueses estão menos pessimistas e as empresas começam a prever melhores resultados. Em Agosto, o clima económico calculado pelo Instituto Nacional de Estatística acentuou a tendência de melhoria que se regista desde os mínimos históricos atingidos em Abril. E os indicadores de confiança dos consumidor já estão a regressar a níveis próximos do que se verificava antes da crise.»
Se calhar valeu a pena não termos baixado os braços.

do programa eleitoral do PSD, again

10:31

Um aspecto curioso que ressalta de uma leitura global do programa eleitoral do PSD é a sua falta de memória. Em dois sentidos. Primeiro, não parece ciente das responsabilidades passadas de quem o propõe. (Em particular, faz de conta que MFL nunca foi ministra das finanças e da educação neste país.) Segundo, não tem a noção da continuidade governativa. Nenhum governo razoável começa tudo de novo: apoia e continua parte do legado, modifica algumas (ou muitas) coisas, introduz novidades. Parte importante da credibilidade de um "partido de governo" deve residir em não falar como se cada nova legislatura fosse uma nova revolução. O PSD, neste programa, comete o erro de fundo de fugir a distinguir onde "rasga" e onde "não rasga". Esse, aliás, não é um problema novo para este PSD.


do programa eleitoral do PSD


«E há, também, que criar o hábito de divulgar informações abrangentes sobre o OE e as contas públicas, de forma muito simples e regular, na comunicação social, acessíveis à
generalidade das pessoas, para que o público se sinta mais próximo do tema e exerça uma fiscalização maior.» (p.9)

Este deve ser o contributo de Santana Lopes para o programa: estimular a boa gestão das finanças do Estado com publicidade na comunicação social. (Só poder ser publicidade; se for jornalismo ou opinião, o PSD não assumirá que é por encomenda do governo. A menos que se faça a coisa com o sr. Fernandes, claro.)


ora vejamos


Sociais-democratas apresentaram programa eleitoral.

Lê-se no programa eleitoral do PSD: «Quanto às finanças do Estado, importa assegurar que os próximos anos serão de consolidação orçamental efectiva, e não apenas aparente.» (p.9)

Correio da Manhã, 15 de Julho de 2009: «Citigroup ganhou 290 milhões. O Citigroup vai ganhar com a cedência de créditos fiscais e da segurança social, efectuada quando Manuela Ferreira Leite era ministra das Finanças do Governo PSD/CDS, quase 290 milhões de euros. O valor, referente a juros e encargos com a montagem da operação, representa 16,4 por cento do preço inicial pago pelo Citigroup, de 1,76 mil milhões de euros, que permitiu cumprir o défice público de três por cento exigido no Pacto de Estabilidade e Crescimento.» (mais aqui)


26.8.09

escolaridade



Pais divididos quanto ao alargamento da escolaridade obrigatória.


A proposta de lei do Governo de alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos, agora promulgada por Cavaco Silva, foi aprovada a 10 de Julho com os votos favoráveis do PS, PCP, BE e PEV e a abstenção do PSD e do CDS-PP.

Comentário 1. Então e o argumento do PR, aplicado às uniões de facto, segundo o qual há demasiada produção em final de legislatura? Será "desculpa de mau pagador"?

Comentário 2. O PSD e o CDS/PP, em matérias de avanço civilizacional, sempre na vanguarda... da retaguarda.


25.8.09

aldeias



Uma mini-procissão em Almoçageme, hoje à noite.





andar por lisboa



Uma das vantagens de ter amigos estrangeiros chez nous é "obrigar-nos" a andar por Lisboa em recantos que normalmente deixamos de lado.




confessionário antecipado

nacionalizações

21:02



João Rodrigues, primeiro no jornal i e depois no Ladrões de Bicicletas, escreve sobre "As nacionalizações necessárias". Diz, nomeadamente, que «A recuperação do controlo público da Galp e da EDP, por sua vez, é a única forma de manter em mãos nacionais o sector vital da energia e o meio mais eficaz de delinear uma política racional que reduza a dependência energética face ao exterior, acelere o aumento do peso das energias renováveis e garanta que a sua gestão é guiada por critérios mais amplos que a estreita criação de valor para o accionista.»
Não tenho nada contra, em princípio, contra nacionalizações. Não concordo com o pensamento único que excomungou essa possibilidade. Mas faz-me um bocadinho de confusão que os seus defensores não tenham em conta os problemas que também têm esse tipo de soluções. Parece que o controlo do Estado se revelou, no passado, uma solução miraculosa. Mas não foi assim, pois não?


notícias da coligação negativa



«Jerónimo de Sousa defende alteração dos critérios que discriminam a Madeira na Lei das Finanças Regionais. Secretário-geral do PCP acusa o Governo da República de ter "inventado" critérios para prejudicar a Região. Numa iniciativa de pré-campanha da CDU no Funchal Jerónimo de Sousa juntou-se às críticas do PSD e acusou o Governo da República de ter "inventado" critérios para prejudicar a Madeira. Jerónimo de Sousa também defende o aprofundamento da Autonomia na Madeira.» (aqui)

de facto, as uniões



É provável que algumas pessoas pensem que Cavaco, ao vetar a revisão do estatuto das uniões de facto, vetou um monstro, um abuso, uma insanidade. Este texto do Rogério da Costa Pereira é muito útil para perceber o que realmente Cavaco vetou. É que dar satisfações ideológicas a certos sectores conservadores não é, só por si, servir a coisa pública.

24.8.09

explicações à borla



Este jornalista explica como funciona o sr. Fernandes e o palácio de Cavaco.


presidente-rei?



Presidente da República vetou nova lei das uniões de facto. O Presidente da República vetou a nova lei das uniões de facto, considerando "inoportuno" que em final de legislatura se façam alterações de fundo à actual lei.


As legislaturas terminam de acordo com os imperativos constitucionais - ou quando Cavaco acha que elas já estão longas demais? Para isso, tivesse tido a coragem de usar o poder de dissolução. Seria mais frontal. E, para quem se queixa de ter muito trabalho nas férias, até dava jeito.


o discurso suave da direita dos interesses é global


Ou, pelo menos, encontra uma versão para qualquer país.
Veja-se, aqui, um bom painel de exemplos de como a direita e o dinheiro estão a atacar Obama por causa do projecto de dar aos americanos uma melhor protecção na saúde.
Por cá, os mesmos interesses são mais cobardes: mordem mais pela calada.