05/01/11

conversas (s)em rede


João Pedro Henriques:
Importa ler o que Nicolau Santos, do Expresso, jornal que, em Maio de 2009, contou a história das acções de Cavaco & filha, escreveu há minutos na página dos Jornalistas do Facebook: "Meu caro Joaquim [Vieira], perguntar como é que o PR comprou e vendeu as acções de uma sociedade não cotada perguntámos (como se verá este sábado ao republicarmos as perguntas que na altura enviámos para a Presidência). Cavaco Silva é que nunca respondeu. Mas como é óbvio foi Oliveira Costa que lhe propôs o negócio, porque lhe interessava apregoar junto de outros potenciais investidores que até Cavaco era accionista; e foi Oliveira Costa que lhe vendeu pelo preço que entendeu, porque era ele (Oliveira Costa) que decidia tudo dentro do banco. O que não se entende é o lamentável comunicado da PR de 23 de Novembro de 2008 onde Cavaco nega peremptoriamente qualquer relação com o BPN... sabendo ele, tão bem como nós, que as acções que tinha eram da SLN, sociedade que controlava o BPN. Esse é o pecado de Cavaco em todo este processo."
Na sequência, perguntei-lhe: Ou seja: lucrando 140%, Cavaco deixou-se usar por Oliveira e Costa na tentativa de credibilização do BPN enquanto projecto bancário. É isto, Nicolau?
E Nicolau Santos já respondeu: "Meu caro João Pedro, não sei se se pode dizer isso. Imagina que um tipo que conheces diz que tem um banco e que te dá a possibilidade de comprares umas quantas acções a um euro, garantindo-te que, quando quiseres, tas recomprará por dois ou mais euros. É um negócio simpático, sem risco, tu conheces o tipo que te está a propor o dito cujo, aceitas. É claro que poderias supor vagamente que iam utilizar o teu nome para arregimentar novos accionistas. Ou talvez não. Não foi Cavaco que disse que não sabia que os hackers podiam entrar nos computadores da Presidência?
Na íntegra: A minha vida não é isto.

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