7.3.09

6.3.09

NAO, outro robot humanóide


Tivemos hoje cá na casa (Instituto de Sistemas e Robótica / I.S. Técnico) uma apresentação do robot humanóide NAO, da empresa Aldebaran Robotics. Ficam algumas imagens, sem grandes explicações. Com destaque para pequenos vídeos.


















Os vídeos seguintes não foram tomados por nós. O próximo é uma apresentação oficial da responsabilidade da empresa produtora. O último é uma apresentação televisiva centrada na ideia de que o NAO tem emoções que o tornam verosímil para os humanos (vídeo em francês, que sabemos não ser, hoje em dia, coisa muito popular).






verticalidade (género horizontal)


Alegre candidatava-se às legislativas com o seu movimento de cidadãos se a lei permitisse.


Alegre sempre arranjou maneira de, ao longo de muitos anos, criticando quem bem lhe parecia em qualquer momento, ser eleito deputado, repetidamente, pelo PS. De degrau em degrau até vice-presidente do Parlamento. Nunca teve aquela ousadia de arranjar um emprego para deixar de ser deputado e mostrar a proclamada coragem. Agora vai um bocadinho mais longe e continua a ser deputado por um partido e a querer ser candidato por um outro movimento. Aplausos para a verticalidade. Parece que há aí uns revolucionários que gostam mesmo é disto.

o mercado livre e outras histórias

09:32

O filme TUCKER, The Man and his Dream, de Francis Ford Coppola, 1988, conta a história verdadeira de Preston Tucker, um americano que acreditava na livre iniciativa e que tentou colocar no mercado um automóvel inovador logo a seguir à Segunda Guerra Mundial. E o filme também conta como uma aliança entre os grandes fabricantes de automóveis e certos departamentos governamentais conseguiu impedir Tucker de colocar o seu automóvel maravilha à venda. Para aqueles que pensam que o mercado nasceu livre e se mantém naturalmente livre, para aqueles que gostam de ser distraídos de todo o envolvimento institucional que é necessário ao funcionamento do mercado, vale a pena ver este filme.
Abaixo: amostras.







5.3.09

o Público faz anos (enciclopédia da trapalhice)


No dia de anos do Público, isto é que é serviço público do bom: no A Pente-Fino, um pequeno Top do disparate do quotidiano do sr. Fernandes. Como eles escrevem, os erros que o Público hoje reconhece, comparado com o verdadeiro jornal que temos vindo a ler, é como "ter um homicida a reconhecer a sua má conduta, pedindo desculpa por não ter pago o café". Aplausos. Noitadas e noitadas de instrução para nunca esquecer a saga do jornal capturado.

homilia aos ortodoxos de pacotilha a propósito da hipocrisia


Um determinado blogueiro vem à caixa de comentários do meu blogue e, a propósito de um apontamento meu de tema político, acusa-me de estar entre os "rapazes" que o PS "envia" para fazerem "trabalho sujo". A caixa de comentários do meu blogue é "moderada" desde que se tornou mais do que suportável a quantidade de arruaceiros que aqui vinham exclusivamente para me insultar (insultar é insultar, no sentido mais estrito da palavra,como se pode vez por tesouros que ainda estão em linha). Isto quer dizer que a publicação de um comentário significa que eu "carreguei no botão" para ele ser publicado. Há uma troca de piropos em linha, a seguir a esse comentário tão "elegante", com várias insistências do mesmo comentador. Isto passa-se no dia 2 de Março.
No dia 4 de Março, o mesmo blogueiro publica no seu blogue um arrazoado contra mim, criticando o facto de este blogue ter moderação de comentários, sugerindo que há um qualquer vício nesse facto - mais precisamente o vício de eu me considerar "o dono da verdade". Vício esse que se declinaria ainda em outro traço do meu comportamento: insultar os que discordam de mim.
Parabéns! Mais um blogueiro que, depois de vir aqui insultar-me, e de considerar isso normal e educado, esperava que eu lhe oferecesse flores num raminho. E note-se que não é a primeira vez que isso acontece.
Eu nem devia perder tempo com estas pérolas. Mas, já que a história se repete, e se repete um padrão reconhecível, sempre acrescento o seguinte, a proveito desse e de outros que têm feito o mesmo. Há certos militantes de certas correntes de opinião que, por se julgarem iluminados, se acham no direito de vociferarem tudo e mais alguma coisa, com a fúria dos fanáticos, contra os "hereges". E desejariam que os tais hereges se curvassem à sua "arrogância revolucionária". Desenganem-se. Não prescindo de pensar, de dar a minha opinião, de criticar o que acho criticável, de louvar o que acho louvável. E não o faço segundo a agenda mediática da blogosfera. Faço-o segundo a minha própria agenda, que é apenas a agenda da liberdade pessoal e da cidadania sem complexos.
E aos que se abrigam nestas manobrazinhas a ver se disfarçam o rationale do seu comportamento, apenas digo: não me surpreendem.
By the way: quem quiser saber de quem falo, procure: não faço publicidade gratuita a certas coisas que considero de baixo nível.

4.3.09

política à portuguesa

Não linko para nenhuma notícia para não dizerem que sou sectário...



Ron Mueck, Angel, 1997

3.3.09

para não deixar os discursos ligeiros banalizar o medo verdadeiro


Memorial às Vítimas da Guerra e da Tirania.
Berlim. Dezembro de 2006. Foto de Porfírio Silva. Clicar amplia.

o culto da falta de personalidade, seria melhor?


Manuela Ferreira Leite: Congresso do PS foi culto de personalidade excessivo e impróprio em tempo de crise.


O que é que MFL acha que devia ter sido diferente por causa da crise? Devia o congresso ter sido iluminado por velas em vez de electricidade? Os delegados deviam ter dormido ao relento, em vez de dormir em hotéis? Deviam ter tomado o pequeno-almoço e poupado as outras refeições? Deviam ter falado mais baixo para poupar decibéis? Os discursos deviam ter sido mais curtos? Deviam ter usado megafones com energia eólica em vez de microfones? E o que é que isso tem a ver com o culto da personalidade?
O método do vale tudo ainda podia dar algum resultado em Santana, porque ele é um artista. Mas esta Manuela a fazer o pino é de fantasia. Definitivamente, Manuela está a inventar o culto da falta de personalidade.

2.3.09

metafísica


Pormenor de uma instalação no Museu da Ciência e da Técnica, Milão, Outubro 2008.

objectos per-turbantes

Hermes em Berlim


Hermes em Berlim. Dezembro de 2006. Foto captada e manipulada por Porfírio Silva. Clicar amplia.

1.3.09

congresso do PS


No congresso do PS gostei especialmente das intervenções de Manuel Alegre. O mesmo para a moção de orientação política que apresentou e defendeu. Tanto como tenho gostado das substanciais alternativas que tem proposto para o país.
Será medo?

visões nocturnas


Teatro alla Scala, Milano, Outubro 2008. Foto de Porfírio Silva. Clicar amplia.

"Para que serve o congresso de um partido?"


O sr. Fernandes escreve, com este título, um editorial na edição da passada sexta-feira do Público. Tema: o congresso do PS. O texto é tão rigoroso como o preço de capa estampado nessa mesma edição. Vejamos.
O sr. Fernandes diz que o congresso do PS não se compara às convenções dos partidos americanos, porque, tendo o mediatismo, não tem o debate prévio vivo e detalhado. O sr. Fernandes é um aldrabão: também nos States há campanhas com muito e com pouco debate prévio. Frequentemente, na recondução de um candidato, por ocasião de um segundo mandato, o debate é virtualmente nulo. Quando se tratou de escolher Sócrates ou Alegre, houve debate de qualidade. Porque havia diferenças postas como alternativas.
O sr. Fernandes gostaria que o PS estivesse profundamente dividido acerca de quem propor para próximo primeiro-ministro. Por isso lamenta o "unanimismo" em torno do líder. Mas essa divisão que tanto gozo daria ao sr. Fernandes - simplesmente não é o caso. Isso não devia autorizar o sr. Fernandes a ser míope. Voltará a haver debate quando houver verdadeira escolha, o que acontece nas mudanças de ciclo. Isso é que é natural. O que não seria natural seria que o partido de governo estivesse sempre, enquanto governa, com angústias existenciais e hesitações acerca do que fazer. Naturalmente, estando a governar, tem de se concentrar em cumprir o seu programa de governo. Que, neste caso, foi o próprio programa com que o PS se apresentou às eleições.
O sr. Fernandes também repete, com falinhas mais mansas do que Manuela, o argumento proto-fascista de que Sócrates devia ter faltado ao congresso do seu partido para ir à cimeira de Bruxelas. Navegando na miopia anti-partidos, esquece-se de indicar onde há democracia sem partidos. (Preferirá sovietes?) Manuela não percebe nada de filosofia política, pelo que se calhar nem se apercebe da gravidade do que disse. O sr. Fernandes, que é um ideólogo, tem outras obrigações. Por isso temos de temer que o seu modo de proto-fascismo seja consciente – o que é gravíssimo.
O sr. Fernandes diz que há medo dentro do PS. Para esse peditório já demos. Podemos antes falar do medo do director, sobre o qual provavelmente algum jornalista da redacção do Público poderia ter elaborado nos tempos de “dispensas” massivas. Mas isso seria entrar em casa do sr. Fernandes, coisa que nos arrepia só de imaginar.
O sr. Fernandes ainda tem mais umas pérolas, mas daquelas que vão bem no Twitter, não num jornal que costumava ser de referência. Deixemos essas de lado. O que vem acima já basta para mostrar o calibre do sr. Fernandes. Apesar de tudo, não chamemos sofista ao sr. Fernandes. Não há razão para estar agora a ofender os sofistas.

[Comissão Nacional do PS: João Cravinho sai, Santos Silva e Silva Pereira sobem na lista de Sócrates.Mulheres são 38 por cento.]