30.11.13

a Google quer tatuar um telefone na sua garganta.

Virgem Margarida.


Virgem Margarida é um filme sobre a reeducação das prostitutas na revolução moçambicana. (Coloquem aspas ondem bem entenderem.) É um documento (não um documentário) impressionante. De uma grande sensibilidade. De um realismo quase mágico. Um objecto que faz pensar. Um tanto ingénuo, sim, mas isso só o salva, neste caso. Recebeu já variados prémios por esse mundo, mas, no circuito comercial deste país à beira-mar plantado, parece só estar disponível em Lisboa, numa única sala, uma única sessão por dia. E o único crítico que o classificou para o Público deu-lhe uma única estrela. O comentário que isso me suscita? Precisamos criar um sistema de classificação de críticos. Exterminá-los, não; apenas classificá-los.
Vão ver. Claro que é preciso ter atenção aos pormenores, para não perder muitos fios à meada. Mas é uma larga janela sobre muito mundo.



«The many faces of artificial societies: natural, artificial and alternate reality».



Simpósio, 5 de Dezembro

«The many faces of artificial societies: natural, artificial and alternate reality», organized by Porfírio Silva (Institute for Systems and Robotics, University of Lisbon, Portugal)
  • Between realities (Patrícia Gouveia)
  • Artificial life and synthetic biology (Rodrigo Ventura)
  • Humans, machines and fungibility (Porfírio Silva)
Programa do Simpósio aqui (em pdf).

Simpósio integrado na
Philosophy of Science in the 21st Century – Challenges and Tasks
International Conference

4-6 December, 2013 | Lisbon, Portugal

27.11.13

o que vai mudar com a grande coligação na Alemanha...


... é só que vamos ter mais professores por turma... ou vão mudar os trabalhos de casa ?

Curiosamente, não encontro nenhum jornal que me fale disso.


Leia as instruções, por favor.



“Grokoal” (grande coligação)

“Para que os alemães se sintam melhor!”

“Leia as instruções, por favor”

Angela Merkel, pela democracia cristã, e Sigmar Gabriel, pelos sociais-democratas, apresentaram o seu acordo para uma “Grande Coligação” governamental. Do que já consegui ler, não vejo lá nada que interesse à Europa (aos europeus) enquanto tal. Esperemos para ver.

(Imagem do Süddeutsche Zeitung, de Munique.)



26.11.13

discurso sobre o estado da nação.



Chegámos a um estado em que já (quase) só me dou ao trabalho de defender aqueles com que não concordo.

Meditações sobre a alternativa.



Como é que uma equipa da enésima divisão marca golos? Ver o vídeo.

Como é que um governo de ideólogos nos anestesia ? TPC.




Ucranianos lutam pela UE.

10:00
"Na Europa sem Yanukovych". Durante a manifestação pró-UE que juntou mais de 100 mil pessoas que responderam ao apelo da oposição, a 24 de novembro, em Kiev. Foto AFP.

Por cá parece que isto não interessa a ninguém, mas o jornal polaco Rzeczpospolita noticiava ontem que há quem nas ruas da Ucrânia lute contra o abraço do urso:

«Cerca de 100 mil manifestantes, que se juntaram no centro de Kiev no domingo, 24 de novembro, pediram ao Presidente Viktor Yanukovych que mude de ideias e assine o acordo de associação com a UE. (...) “Não somos soviéticos, somos da União Europeia”, podia ler-se nas faixas que os manifestantes transportavam. Alguns dos participantes na manifestação disseram ao Rzeczpospolita que “querem que os seus filhos tenham um futuro em vez de serem condenados à escravatura russa”. Segundo o diário, as manifestações de domingo foram “um enorme sucesso dos opositores de Yanukovych”.»

Ainda há quem prefira a UE. Por cá, há quem ache boa ideia dar às de vila diogo.

25.11.13

LIVRE.

Ramalho Eanes.

17:05

Hoje há uma homenagem a Ramalho Eanes. Muitos, por aí, ridicularizam o evento. Porque se aborrecem de morte com uma democracia parlamentar normal e não perdoam que o 25 de Novembro não tenha sido uma aceleração da "revolução", porque tiveram dificuldades partidárias com os apoiantes de Eanes, porque não suportam o estilo "certinho" do general ou lhe recriminam uma certa ideia de verticalidade.
A minha pergunta é: precisamos de ser (ou ter sido) apoiantes de Eanes para concordar com uma homenagem?
Votei em Eanes para presidente, nunca votei pelo partido dele (objecto político que achei um disparate), acho-o por vezes um chato (especialmente quando se agarra ao microfone para explicar a sua versão disto ou aquilo nos tempos pós-25 de Abril), não admiro que ele tenha dado a cara por Cavaco - mas acho perfeitamente pertinente que lhe façam uma homenagem. Julgo que nunca pôs os seus interesses pessoais acima do que ele achava ser o interesse do país, exerceu o mandato de presidente com dignidade, ganhou com o serviço público menos do que o direito lhe reconhecia, cometeu erros políticos que nunca passaram por violentar a integridade ou a respeitabilidade dos seus adversários. Tudo somado, isso não é pouco.
Não tenho tendência para homenagens e não estou em sintonia ideológica com o homenageado, razões pelas quais não iria a tal reunião. Mas não temos de conceber só as festas em que queremos dançar. Olhando para trás, ele prestou serviços importantes em momentos difíceis - e não cometeu todos os erros que estavam ao seu alcance ! Por que não fazer-lhe uma homenagem? Acho que temos de aprender a reconhecer o valor que existe para além dos erros cometidos e para além das diferenças. E aprender a não andar sempre a morder as canelas daqueles que não são os nossos heróis, porque há espaço na democracia para heróis de todos os feitios. Por essa razão, acho inteiramente justo que se faça um dia uma homenagem a Eanes. Por que não hoje?


hoje não há nada mais importante do que isto.

12:33

Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres.