13.9.07

Curtas de Margarida Leitão

No próximo domingo dia 16 de Setembro passam na RTP 2 a partir das 00h30m, no programa Onda Curta, as curtas-metragens de Margarida Leitão: " A Ferida " e "Parte de Mim". Digo-vos que valem a pena... e não se trata apenas de admiração pela realizadora.


PARTE DE MIM
Portugal, 2006
Sinopse: Uma mulher grávida pela primeira vez, vive a solidão de um segredo.
Ela sabe que o filho que vai nascer irá afastá-la de quem ama.
UMA ESTREIA NA TELEVISÃO

A FERIDA
Portugal, 2003
Sinopse: Uma mulher vive uma dor intensa, a morte do filho num acidente. O marido procura aliviá-la da dor que, igualmente, sente. Separados no sofrimento, vagueiam, acariciam-se, lutam. A ruptura surge inevitável e a fuga é o único caminho. Ferida, corre no meio da rua procurando a morte. No entanto, encontra o que menos esperava... uma possibilidade de salvação.
Em 2003 "A Ferida" recebeu prémios para o Melhor Actor em Língua Portuguesa no Festival de Vila do Conde, para a Melhor Curta-Metragem Portuguesa no FIKE de Évora, e o prémio dos Cineclubes no Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira.

Mais informações em www.partedemim.com.sapo.pt .

11.9.07

10 livros que não mudaram a minha vida

Trata-se de mais uma corrente. Iniciada por meia-noite todo o dia e com respostas curiosas. Exegese. Hermenêutica. E não seria caso para menos: até Teologia podíamos invocar em tal caso, pois caberia saber se há um deus que guia os nossos passos ou se esses passos podem ser desviados por um livro outro que não seja a palavra de deus. Ou se não será qualquer livro a palavra de deus, ou pelo menos uma das palavras de deus.
Por exemplo, Insónia terá alguma razão quando diz que um livro citado muitas vezes nesta lista macabra alguma coisa há-de ter, se não seria simplesmente ignorado. E acrescenta com pertinência: “Na verdade, partindo da interpretação que faço do desafio lançado pelo manuel, os livros que não mudaram a nossa vida são aqueles que nos defraudaram nas expectativas sobre eles criadas.”
Entretanto, a coisa (o convite para listar) chegou-me pelo Absorto. Curiosamente, o amigo Eduardo confessa aí publicamente que “rezara a todos os santos para que me não tocasse” (este convite)... mas mesmo assim lembrou-se de mim. Bem.
Então, sem os brilhantes alfinetes teóricos que temos visto na blogosfera acerca desta magna questão de regresso às lides, fico-me, humildemente, sem comentários, pela lista.
Que é como segue:


1 – René Descartes, O erro de Damásio, Haia, Editora do Museu

2 – Ivan Denisovitch, Um dia na vida Alexander Soljenitsin, Varsóvia, Editora Reverso

3 – Karl Marx, Pour Althusser, Carnaxide, Edições Novo Progresso

4 – Foucault, O pêndulo de Eco, Torino, Editora Técnica

5 – Sigmund Freud, La mégalomanie de Israel Rosenfield, Paris, La librairie do XXème siècle

6 – Sísifo, O mito de Camus, Argel, Editora Existência

7 – Símon Bolívar, Garcia Marquez en su laberinto, Caracas, Editora Mondadori

8 – Fausto, Goethe, Bona, Editora do Ministério da Ciência

9 – Ulisses, James Joyce, Tróia, Editora Exílio Obscuro

10 – Brodie, El informe de Borges, Buenos Aires, Editora MC


Quero eu dizer: como é que eu sei agora o que me mudou a vida ou não?

Convites para continuar - a ver se conseguem voltar a dar seriedade à corrente - os mesmos de antes (com uma variação): Cogir; No Mundo; Arqueologia do Corpo ; Ciência ao Natural ; Turing Machine (nem sei o que farei se este não responder!).

10.9.07

Progressismos

Diego de Rivera, O homem controla o universo, 1934

(clicar para aumentar, porque vale a pena observar os pormenores)



Diego de Rivera foi marido de Frida Khalo, hoje muito mais conhecida do que ele. Mas, a seu tempo, era um importante muralista (pintor de murais) mexicano. De esquerda, virado para as temáticas sociais, era também um "progressista" no sentido de acreditar na ciência e no seu papel no avanço da sociedade. O mural aqui reproduzido junta esses dois "progressismos", o científico e o social. Os temas da ciência e da técnica são omnipresentes nesta pintura, mas também lá se encontram Marx, Engels, Lénine e outros. Este destaque a estes senhores é que motivou a destruição do original do mural, que foi pintado em 1933 no Rockefeller Center em New York.