22/11/13

correr com eles à paulada.


Fala-se por aí - gente que eu respeito - em "correr com eles à paulada".

A minha questão não é sobre a exequibilidade do "projecto".

A minha questão é outra: se forem corridos à paulada, é porque ninguém soube correr com eles de outra maneira. Por exemplo, ninguém soube correr com eles mostrando uma alternativa que convença o país.

Portanto, deixem as pauladas para quem não sabe mais do que pegar em paus e façam, antes, qualquer coisa que se aproxime de um programa de governo alternativo. Porque, na verdade, os nossos dois governos, o do Pedro e o do Paulo, sobrevivem à conta das encolhas de outros.

Mesmo aqueles que acham que Seguro é o único tosco que por aí anda, não se riam apontando o dedo para o outro: se alguém apresentasse uma alternativa credível, até Seguro era capaz de acordar. (Pelo menos, tenho essa esperança.)

3 comentários:

Francisco Clamote disse...

Bem visto. Mas lá que apetece dar umas pauladas, neles, ou no Seguro (neste caso, para ver se acorda) lá isso é verdade.

Jaime Santos disse...

Tenho que concordar com o que dizem os críticos de Mário Soares. Os seus avisos relativamente à possibilidade de violência (por parte de quem, pergunta-se) podem contribuir para o surgimento dessa mesma violência. Dado que este Governo tem legitimidade formal para continuar a governar e dado que Cavaco Silva parece querer manter a confiança no dito Governo, restam à oposição três caminhos: contrariar e denunciar o discurso dos próceres da Direita dos Interesses, que pululam nas televisões, preparar uma alternativa consistente, que não parece existir (e aqui a responsabilidade é todinha da direção do PS) e manter a pressão política legítima sob o Governo e o Presidente através do protesto, feito nos limites da lei, bem entendido. Todo e qualquer estravasamento para além disso, como aquilo que se viu anteontem nas escadarias da AR, mais não faz do que dar argumentos a Passos e Portas para se armarem em vítimas...

For everything there is a Season disse...


... and a time to every purpose under Heaven: não quiseram o PEC 4, agora...