16/12/11

a esquerda e a dívida.


Não é só em Portugal, mas é também em Portugal. Há sinais evidentes de que a esquerda não está a encontrar a sua via para responder à crise. Não estou a falar dos partidários do "não pagamos": só começo a pensar a sério no "não pagamos" quando os seus proponentes explicarem ao povo o que isso nos custaria - e o que custaria, em primeiro lugar, aos mais desprotegidos. Estou a falar dos que acreditam na vantagem de não nos isolarmos, de tentarmos manter-nos no concerto das nações, de mantermos laços com a economia internacional que existe - por muito que queiramos mudá-la. Essa esquerda, convicta de que só pela Europa isto se resolve, mas consciente de que não podemos parar à espera da Europa (quando se está montado na bicicleta, tem de continuar-se a pedalar), essa esquerda está à procura e não está a ser fácil encontrar a sua resposta. Não é só cá, é por todo o lado. Mas, entre nós, essa evidência tem sido bastante ruidosa.

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