8.10.10

estou farto de filósofos tunhas

conta-me como vai ser de qualquer maneira

17:12

Teixeira dos Santos diz que PSD deve clarificar já posição sobre OE.

Parece que tanto Manuela Ferreira Leite como Teixeira dos Santos acham que o PSD deve dizer desde já qual será o seu sentido de voto quanto ao Orçamento de Estado para 2011. Teixeira dos Santos parece querer atalhar caminho aos mercados: como a incerteza política custa dinheiro, desvanecer já essa incerteza faria baixar a pressão. Até compreendo a ideia - mas o que isto tem de perverso percebe-se atendendo ao que parece ser o argumento da ex-líder do PSD. MFL prefere que o PSD apareça como votando por patriotismo, independentemente do conteúdo do documento - precisamente para não ser co-responsabilizado por esse conteúdo. Desculparão, mas isto parece o velho PCP: já sabemos que votará contra, mesmo que não se saiba contra o quê. O voto contra ou a favor disto ou daquilo, antes de se conhecer o conteúdo disto ou daquilo, parece-me uma enorme palhaçada com as instituições.
Se é melhor abster-se do que votar contra, pelo conteúdo e pelas circunstâncias, faça-se e explique-se. Se é preferível votar contra e arcar com as consequências, faça-se e arque-se com as consequências. Se há que negociar, trate-se de negociar. Se há inegociáveis, diga-se o que é inegociável. Se há margem de negociação, avise-se logo que possível. De preferência fora dos telejornais.
Agora isto que se está a passar é o ridículo como regra da política nacional. É, contudo, apenas a consequência inevitável da completa irresponsabilidade com que todas as forças políticas - todas - têm lidado com a situação. Desde o PS, que formou um governo minoritário após propor acordos vagos a todos os partidos, como se lhe fosse indiferente ir para o governo com o CDS ou PCP, lançando os dados deste pântano em que vivemos; até ao PSD, que diz cada dia uma coisa diferente e às vezes duas coisas contrárias na mesma ocasião, alimentando aquela incerteza que Teixeira dos Santos quer evitar por meios pouco próprios de uma democracia normal; passando pela esquerda da esquerda parlamentar que, fiel ao seu ódio de estimação ao PS, não tem um rasgo para fazer ao país uma proposta que obrigue o governo a escolher uma saída possível de esquerda (sem sair da UE e sem rasgar os compromissos) e uma saída possível de direita, em que o PS faz, e paga a fava de fazer, o que o PSD faria mais ou menos da mesma maneira, ou pior, com mais austeridade.
Nada disto é novo. Já aqui o escrevi várias vezes. Mas agora estamos de frente para as consequências desta enorme embrulhada de que todos os partidos com assento parlamentar são responsáveis. Porque se esquecem do que vale verdadeiramente a política, quando ela é levada a sério. Entretanto, Cavaco diz banalidades (generalidades nesta altura do campeonato são banalidades) e continua a fazer campanha eleitoral por esse país fora, pago pelo erário público, sem vergonha nenhuma. Dos outros candidatos presidenciais nem falo.

vejo, sobre Monsanto, relâmpagos


A tempestade não é só política.

(Pena que hoje não trouxe a pequena máquina fotográfica comigo. Daqui vê-se bem.)

Não, não são os deuses. Eficazes assim só os pequenos deuses caseiros.

(Alguém me indica um vídeo do Manuel Freire a cantar "aquilo" do Sidónio Muralha?)

7.10.10

o pobre debate

14:40

Críticas às medidas de austeridade. Assis só não fala de Seguro para não “abrir um conflito”. Francisco Assis garante que "no essencial" o PS está unido.

O estado do debate nacional é conhecido: há uma absoluta incapacidade de "conversar" sem "desconversar". Todas as divergências são sempre tomadas como definitivas. Foge-se ao compromisso como o diabo da cruz - e faz-se gala dessa tara. Rasgar é que é bom, desde os tempos da outra senhora. Para desgraça nossa, isso não se passa apenas entre partidos, mas também dentro dos partidos. Continuam a prevalecer os que pensam que o país deve ser governado por exércitos de silêncios, que não sabem como debater na praça pública sem arremessos nem populismos. Seguro faz umas sugestões que douram o seu brazão a pensar em batalhas futuras, mas não coloca sumo nenhum na conversa, como se as suas responsabilidades institucionais não lhe pedissem mais. Assis não fala de Seguro, parece que por temer dizer ao país cobras e lagartos do seu camarada de bancada. E acha que no essencial o PS está unido. Concordo - mas depende do que é o essencial. Uma coisa eu sei: assim, o que é essencial para o PS pode deixar de ser essencial para o eleitorado. E, em democracia, o eleitorado espera mas nunca falha. Mais cedo ou mais tarde.

com uma saudação aos que olham ao longe e não procuram Sebastião. mesmo que procurem coisas diferentes das que eu anseio

10:19

Pedro Lains, no seu sítio de Economia e História Económica:
«Aquilo que se está a passar não dá razão a MFL e seguidores. Pode ser visto de outra maneira: há pressão nos mercados sobre os países da periferia e não há capacidade europeia - do euro, sobretudo - para responder. Por isso, a resposta tem de ser dos fracos governos nacionais dos países periféricos, como Portugal. Perante a situação do mercado, não havia outra coisa a fazer. Ponto. Mas, perante outras circunstâncias - que espero que venham aí - a política seria outra.»
Ler na íntegra.


quando há órgãos de soberania que se organizam em sindicatos há coisas que não nos deviam espantar (*)


«António Martins, presidente do sindicato dos juízes, é hoje entrevistado pelo Diário Económico. No fundo, para dizer que os juízes recorrerão a todos meios ao seu dispor para procurar impedir a redução dos seus vencimentos. Já o fizeram no passado, quando o fisco quis tributar em IRS o subsídio de habitação atribuído aos juízes (e também aos magistrados do Ministério Público), tendo-lhes sido dada razão… pelos tribunais.»
Continuar a ler aqui, porque vale mesmo a pena.

(*) Modificação posterior para atender a uma crítica justa: quando há titulares de órgãos de soberania que se organizam em sindicatos há coisas que não nos deviam espantar. E se houvesse sindicatos de deputados? sindicatos de membros e ex-membros do governo? ...

Obsceno és tu, pá

6.10.10

aulas de francês (1 de 1000)


O recuo constante que afecta o conhecimento da língua francesa entre nós tem efeitos perniciosos na cultura política nacional, reduzindo as fontes de influência libertária a que se expõe a juventude dos 7 aos 77 (acho que isto era para o Tintin, mas enfim). Para tentar atalhar a brecha dessa perda linguística, começamos aqui uma série de exercícios práticos de língua francesa. Comecem, nesta primeira lição, por explorar toda a amplitude da sinonímia proposta com tanta exuberância.

(O vídeo veio aqui parar graças a uma intervenção da Shyz Nogud no FB. Agradecido.)


contingências


O blogue "O Germe", há algum tempo atrás, sugeriu o vídeo que vai abaixo desta prosa como forma de fazer pensar em realidades que têm a ver com entrevistas de emprego. E com algum folclore supostamente preparatório para as mesmas.
Assustador, mesmo, é que a realidade e a ficção, também neste campo, nem sempre se distinguem facilmente. Já está muito dito, mas continua a ser relevante, que uma das características de certos totalitarismos do século XX que mais desumanizavam as suas vítimas era a contingência, o acaso, o aleatório - da forma como a sorte pessoal podia ser traçada. Uma coisa é conhecer as regras e saber que, quando a consciência nos dita a desobediência, ela acarreta opressão e talvez morte. Outra coisa, muito pior, é não saber de todo como se pode uma pessoa proteger do mal. Mesmo que se queira obedecer, ou mesmo aderir, mesmo rastejar - tudo pode ser inútil. Basta calhar no sítio errado na hora errada. Isso é estar sempre à mercê.
É sempre à mercê que estão muitos potenciais "clientes" de entrevistas de emprego, hoje como ontem. Como quase sempre entre nós. Mais quando o desemprego fornece uma almofada (ainda) suplementar a quem pode, quer e manda. E isso não contribui nada para resolver as crises do país. Embora sirva para as campanhas políticas dos que acarinham a precariedade (dos outros).


um estilo Seguro

17:46

António José Seguro: portugueses “estão fartos de fazerem sacrifícios sem ver resultados". Para o presidente da comissão de assuntos económicos na Assembleia da República é “inaceitável que quando se pedem sacrifícios aos portugueses, não sejam todos, em particular aqueles que mais têm, a darem esse exemplo e a fazerem mais sacrifícios”.

Na verdade, não me parece que estas palavras sejam justas se pretendem traduzir uma apreciação global dos governos de José Sócrates. De qualquer modo, quanto a aspectos importantes dos "pacotes anti-crise", temo que Seguro tenha razão. Só espero (enquanto não desespero) que Seguro faça, dentro do seu partido e do seu grupo parlamentar, o que se exige a quem tem as suas responsabilidades: que apresente as propostas concretas que traduzam adequadamente as suas palavras. Sim, porque isto não vai lá com ideias gerais. Para "ideias gerais" já nos tem bastado Passos Coelho. Vá lá, camarada Seguro, não se abre a boca, numa altura destas, só para mandar umas bocas. Ser concreto, claro, rigoroso - será um contributo inestimável para o debate necessário. Menos do que isso (vagas sugestões), seria pura irresponsabilidade ou oportunismo, coisa que não posso acreditar que seja o estilo Seguro.

o regresso do véu

in Politiques, 66 (setembro-outubo 2010)

5.10.10

está ali hasteada uma bandeira monárquica


Até está hasteada em casa de um amigo, mais abaixo na minha rua.

No tempo da monarquia podiam hastear-se bandeiras republicanas nas casas republicanas, assim tranquilamente?

carta a quantos anseiam por milagres

mensagem aos que detestam (e bem) a confusão entre actividades partidárias e actividades das instituições comuns


Critica-se muito (e é de criticar) o facto de, em algumas circunstâncias, se promover a confusão entre actividades partidárias e actividades das instituições da república. Essa prática nem sempre é assumida pelos respectivos agentes com toda a clareza. É frequente atirarem-nos areia para os olhos: por exemplo, um responsável público quer ir a determinada realização do seu partido, mas sem pagar os custos de ir a determinada localidade e com os convenientes serviços do aparato público a que tem direito quando está em funções - mas a que não tem direito quando está actividade partidária. Então, como faz? "Arranja" um evento enquadrável na sua função oficial, no mesmo sítio, na mesma data, a horas convenientes. E depois é só colocar a máquina em marcha. Claro que isto só engana quem quer ser enganado, razão pela qual já há algum cuidado em não abusar do expediente.

Persistem, contudo, os que se acham dispensados de tais cuidados.

Não apenas na nossa república portuguesa, mas também na "república" europeia.

O Partido Popular Europeu, o partido da direita europeia a que pertencem tanto o PSD como o CDS, vai realizar na Madeira umas "jornadas de estudo" entre 13 e 15 de Outubro próximo. (Não sei se escolheram a Madeira para fiscalizar in loco os atropelos à democracia que pratica a tribo por lá governante... Deve, aliás, ser para interrogar Alberto João que o convidaram para a sessão de abertura. Já à espera do espectáculo que ele proporcionará na ocasião, está já previsto que lhe seja entregue a Medalha Schuman.)
Nessa iniciativa estritamente partidária vão participar vários membros da Comissão Europeia. O seu presidente, Durão Barroso. Kristalina Georgieva, comissária para a ajuda humanitária. Janusz Lewandowski,comissário para o orçamento.
Está tudo em linha, no programa das tais jornadas.

Vou ficar atento. Vou querer saber quais as actividades oficiais que estes comissários (incluindo o Presidente José Manuel) realizarão na Madeira nos mesmos dias desta iniciativa partidária (já que esse é o truque habitual para esconder o gato e o respectivo rabo). E vou querer saber se a instituição Comissão Europeia, que não é - ainda - um departamento do PPE, foi chamada a custear ou de algum modo apoiar estas excursões à terra de Alberto João, um ditador insular muito apreciado por Jaime Gama, por Durão Barroso e Pedro Passos Coelho (que também vai à festa).

aqueles cujo programa é desfazer


O jornal Público encontra a sua maneira de comemorar a República. Faz a pergunta «E se a República acabasse hoje?» - assim como se a pergunta pudesse ser uma esperança. Mas, esperança de quê? Pelas respostas que lhes deram, quer dos que são contra quer dos que são a favor, vê-se bem que esperança é essa. A esperança de voltar atrás. Voltar 100 anos atrás. Voltar à monarquia. A imaginação criadora, a imaginação desejante sobre a coisa pública destes propagandistas, só imagina a restauração. Restaurar o passado. Gente cuja capacidade de projectar o futuro é feita no papel químico das imagens do passado. Anda por aí um sentimento de reacção, o reaccionarismo inorgânico, tintado mesmo de uma certa raiva, quando não ódio, cujo único programam é desfazer.

lamento a minha falta de entusiasmo genuíno (ou: mais um post destinado a irritar tanto estes como aqueles)

10:33

Eu sou republicano, neste sentido estrito: em princípio,e por princípios, prefiro a república à monarquia como regime. Contudo, nenhum tipo de regime é puro. Há monarquias "quase republicanas" e há repúblicas que mais parecem oligarquias. Na medida em que as funções simbólicas importam sempre numa sociedade humana, o peso simbólico de uma "família real" pode ser suportável como modalidade de organizar o simbolismo do Estado, da mesma maneira que uma República pode dar tratos de polé às suas dimensões simbólicas (por exemplo medalhando toda a classe de tontos inúteis). E, além disso, a organização concreta de um regime num dado momento histórico pode ser muito mais importante do que a sua filiação na modalidade republicana ou na modalidade monárquica. Se eu fosse espanhol tenderia a deixar para enésima-primeira oportunidade a minha preferência republicana. Sendo português, tendo a achar falta de sentido das prioridades ser militante monárquico em Portugal. (Mesmo que os pretendentes ao trono não fossem como são...) Mas, enfim, cada um é que sabe das suas prioridades.

100 anos depois, 100 anos antes


Na medida em que as comemorações tendem a ser momentos de exaltação, tendem a ser também fotografias a preto e branco. Também assim tem sido nestas comemorações dos 100 anos da República em Portugal. Claro que há sempre uns escribas de serviço que vão abaixo de qualquer decência na tentativa de se pendurarem em conversa "histórica" apenas para darem milho aos seus ódios de capoeira. Felizmente há quem procure, de qualquer dos lados das múltiplas barricadas, contribuir para equilibrar a visão das coisas, mesmo sem deixar de defender a sua dama: República contribuiu para o desenvolvimento da Igreja, diz bispo do Porto. O que mais falta, ainda, cem anos depois, é um método aceite para tratarmos das nossas dificuldades colectivas sem traulitada. Mas hoje não é dia de perder a esperança.

lá fora ideias esperam o seu tempo

Apenas queremos que não sejam ideias apenas exequíveis em Banda Desenhada (mesmo contado o nosso amor pela BD).


("L'ouragane" e "L'orage", esculturas de Germaine Richier, expostas no exterior do topo do Centro Pompidou. Paris, Fevereiro de 2007. Foto de Porfírio Silva.)

4.10.10

bem prega frei tomás


Convém saber que nem todos os que pregam a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa têm ideias lineares sobre a forma de passar essas pregações à prática. É útil saber que alguns, ao mesmo tempo que reivindicam para si a iluminação dos justos, o gládio dos imperadores e o arbítrio dos deuses na determinação do interesse comum (como se o "A Bem da Nação" fosse carimbo que guardam lá em casa), desprezam toda a palavra que não corrobore a sua cartilha ou mostre à luz do sol o luzidio das suas carecas descobertas. Trata-se, note-se, de gente perigosa, por serem exemplares da raça dos que invocam a democracia para melhor a sabotar - usando-a como álibi dos seus truques de algibeira. Já se sabe o lixo que por aí vai nos jornais, lixo que há muito ultrapassou, descendo, as célebres terceiras páginas daqueles tablóides ingleses que se ilustravam desmesuradamente com exemplares bovinos de ocasião. O que nem todos sabem é que Fausto se requinta sempre e sempre e sempre. Até chegar a isto que aqui se relata e que é um nojo: promiscuidade e perversão, for the record: a resposta de josé augusto rocha a josé antónio cerejo e a josé manuel fernandes, pela pena de Fernanda Câncio, no jugular. Serviço público.

com asas



José Manuel Fernandes publica hoje no seu Público um artigo de página inteira. Basicamente, faz uma série de críticas à I República, muitas delas com elementos de justeza, para... para discutir história, na véspera do Centenário? Não, nem por sombras. Apenas para canalizar o leitor para uma secção final de puro ódio a José Sócrates, com "comparações" simplesmente ridículas. O sr. Fernandes, a cavalo numa tradição política que ele conhece bem desde a juventude, usa a "historiografia" para dar um ar intelectual aos seus ódios políticos. Manipula um arremedo de "historiografia" por pura propaganda.
As "asas" são as páginas do seu Público.

os justiceiros


Post roubado.

Comentário do Câmara Corporativa, acerca da notícia acima publicada no Sol: Para o assistente Cerejo, todos os meios são legítimos, mesmo os que o não são, quando se trata de "julgar" outras pessoas. Ele só não admite que o julguem a ele. Alguém quer constituir-se assistente neste processo?
Acho que o pessoal do Câmara Corporativa ainda não percebeu que os linchadores entendem - e bem - que a prossecução da sua actividade pressupõe que eles (linchadores) nunca sejam objecto dos seus próprios métodos.

orçamentos


O PSD parece que promete um orçamento alternativo. O BE parece que promete um orçamento alternativo. Devo, com toda a sinceridade, saudar. Não quero, nem por um momento, suspeitar de que se tratará de umas folhas A4 com meia dúzia de ideias genéricas. Espero que sejam verdadeiros orçamentos alternativos, que permitam saber, preto no branco, o que fariam dois partidos que ambicionam governar. Isso deve estimular o governo a explicar-se bem, em vez de se acomodar à ideia tola de que bastou exibir o músculo (ou a coragem, como se diz mais simpaticamente) para ganhar o reconhecimento da História (que está sempre muito desfasada do presente). O facto permitirá, além disso, vislumbrar uma saída para a crise política: talvez os "orçamentos" do camarada Louçã e do companheiro Passos mostrem a viabilidade de transformar uma coligação negativa numa coligação de governo.

soluções para a crise


Investimento sustentável. Mesmo sem contar com a poupança nos antidepressivos. E já a pensar nos mamões que querem aumentar o salário mínimo, viver à grande à conta das empresas, que são obviamente grandes clientes destes investimentos... Ou não?
(Não deixem de ler os comentários ao post acima linkado: é teoria política da melhor. Bom, não sei se é teoria política... nem sei se é da melhor... mas, teoria, teoria, pelo menos isso é...)