18/03/12

os robôs do futebol.

Futebol. Humanos (dirigentes da iniciativa científica mundial RoboCup) contra Robôs (a equipa vencedora da Liga de Robôs de Tamanho Médio), uma exibição na edição 2011 do RoboCup, em Istambul.



Pedro Lima, da Sociedade Portuguesa de Robótica, dá um breve enquadramento do significado disto em Futebol: Campeões do Mundo em 2050? Robôs, claro! . Mais detalhadas informações estão disponíveis neste blogue, no tema "Ciências do Artificial".

Digam-me lá: os robôs jogam mesmo futebol?

6 comentários:

coraçãodemaçã disse...

Não, não jogam mesmo futebol. Mas "chutam" e goleiam muito melhor do que eu, apesar de eu ter a vantagem? de possuír duas mãos e dez dedos ao todo:-)

Dri

Porfirio Silva disse...

Mas, então, se não jogam futebol - porque dizemos que chutam e goleiam?
Vejo o "chutam" entre aspas, mas já não vejo entre aspas o "goleiam". Para que servem as aspas? Se as aspas resolvem tudo, podemos escrever "jogam futebol" entre aspas e já está?

Fico curioso a aguardar a hermenêutica, Dri.

(Notei que tem dez dedos ao todo, só não percebi onde lhe faltam os outros dez.)

coraçãodemaçã disse...

Porque me dizem que ELES JOGAM FUTEBOL. E aquilo não me parece futebol no sentido em que o reconheço.
Nos pés, senhor, nos pés... Porque eu nunca conseguiria chutar uma bola, acertava mais ao lado, no vazio, ou nas canelas de alguém. Só com as mãos, Porfírio:-)

Dri

Porfirio Silva disse...

Ah ah ah ...

Dri, ah, a minha questão era (e ainda é!!) muito séria. Quem diria ;-)
Perguntar se "eles" jogam futebol, ou se apenas nós é que achamos que eles estão a jogar futebol, acaba por ser equivalente a perguntar se eles podem ter intencionalidade forte ou não. É um debate muito interessante. Pelo menos eu acho...

(Esta questão torna-se mais aguda se entendermos "intencionalidade" no sentido em que os filósofos usam o termo. Mas também se percebe se usarmos "intencionalidade" em sentido mais comum.)

Bom andebol, então!

coraçãodemaçã disse...

Postas as coisas com essa clareza, acho que há intencionalidade, sim. Aquelas máquinas rolantes foram programadas para fazer determinadas coisas (jogar futebol, no caso), reagir e interagir de determinada forma em resposta a certos estímulos e compoertamentos da equipa adversária que, não por acaso, são humanos. Fez-me pensar, Porfírio. Obrigada. Afinal a cabeça não serve apenas para enfeite:-)

Dri

Porfirio Silva disse...

A questão é que não há só um tipo de intencionalidade, não é apenas tudo ou nada.
Se o assunto lhe interessa, sugiro-lhe um texto meu, "Intencionalidade: Mecanismo e Interacção", que pode encontrar a partir daqui: parte da minha página filosófica, com links.