11/06/10

o teste do algodão


Relatório PT/TVI: Sócrates diz que relator fez "uma completa distorção dos factos".

José Sócrates teve de responder a umas dezenas de perguntas da Comissão de Inquérito. Fê-lo por escrito, o que quer dizer que não tem modo de fugir agora ao que respondeu na altura: está escrito, pode ser citado rigorosamente. Se a Comissão de Inquérito tivesse, ao fim de semanas (e de outra comissão parlamentar a trabalhar para o mesmo) encontrado algum facto que contradissesse o PM, seria fácil mostrar isso mesmo: seria só juntar 2 e 2. Citar o facto e a afirmação do PM que era desmentida por esse facto. Se, mesmo assim e ao fim de toda esta tourada, João Semedo vem dizer (vi eu na TV) que não escreveu que Sócrates mentiu, mas escreveu que ele disse o contrário do que se tinha passado, só podemos concluir duas coisas. Uma, que já se sabia, outra que se vinha adivinhando. Já se sabia que Semedo queria arranjar palco para uma tese, que já trazia de casa, e que não partiu para isto por amor à verdade e de mente aberta. Vinha-se adivinhando, e agora confirma-se, que Semedo, além do mais, é cobarde: gasta 250 páginas para dizer que não diz mas afinal diz ou se não disse podia ter dito e patati patatá. Que gente!

1 comentário:

MFerrer disse...

Os métodos empregues só podiam conduzir a esta finalidade de emporcalhamento difuso.
As acusações que são impossíveis de contrariar - mesmo aceitando o terrível princípio da inversão do ónus da prova - são aquelas que têm um carácter difuso e insidioso. Nada de concrecto. De substantivo. Apenas suspeições circunstanciais e em especial que envolvam os nossos amigos e relações privadas.
Daqui a uns anos estas peças instrutórias não estarão nos museus da Justiça, nem do Parlamentarismo.
Só podem ter ido parar ao lixo da história.