09/06/10

mocidades

Professora garante que "ninguém" vai "recriar Mocidade Portuguesa". (Jornal de Notícias)
«No passado mês de maio, o deputado do Bloco de Esquerda Pedro Soares apresentou um requerimento na Assembleia da República a questionar o Ministério da Educação sobre se tinha conhecimento desta iniciativa que, segundo sustentou, "obriga alunos menores de idade a serem actores num ato laudatório e acrítico de uma página negra da História de Portugal". Em resposta, a professora afirmou à Lusa que "o BE contestou aquilo que não existe" e "afirmou que iria acontecer uma coisa que não vai acontecer".»
A notícia completa (linkada acima) explica o que vai acontecer e o que não vai acontecer.

Isto, de que se fala acima, é educação. História, para que as crianças conheçam o seu país. E possam exercer a sua cidadania.

E isto ...
Se gostava de ver o seu filho a marchar vestindo a farda da Mocidade Portuguesa, é melhor não ler o texto que se segue. Se não gostar, lamento ter de torná-lo convertido por um momento, é assim a vida. O conselho que dou ao primeiro grupo é fazer uma excursão a Aveiro quando acontecer o tal desfile alusivo ao 5 de Outubro e relembrar – quem sabe se de lágrimas nos olhos – os tempos em que aquela fatiota janota e o efeminado gesto com curva hitleriana que a juventude esboçava estavam na moda. Atenção, longe de mim achar que o saudosismo é uma indesculpável fraqueza: ninguém consegue viver bem no presente se dele não fizer parte o passado. Mas recriar o passado de forma acrítica, esquecendo os erros e as imprecisões, fantasiando uma realidade que nunca existiu, já me parece menos sensato.
o que é?

Desinformação, insulto, falta de respeito pelo trabalho dos outros, apelo à censura e ao policiamento das formas de ensinar, demagogia, uma forma de pensar a política que faz lembrar o Adobe Photoshop para tótós.

Fascista é a tua tia, pá
.

1 comentário:

poematar disse...

É um acto perigoso, principalmente nos tempos que correm, não me parecendo nada inocente. Bom trabalho de divulgação. Força!