14/03/13

fazer uma campanha eleitoral às cavalitas num cadáver.


Vai ser difícil embalsamar o corpo de Chávez, diz Maduro.

“Chegaram os cientistas russos e alemães para embalsamar Chávez e disseram que é muito difícil porque se devia ter começado antes (…) e agora não se pode avançar. Estamos a meio do processo, o processo é complicado, é meu dever avisar-vos”, afirmou Maduro, citado pelo jornal venezuelano El Universal.

É assim que o Público relata a coisa.
Está-se mesmo a ver: enquanto todas as tropelias à Constituição são garantidas pela colocação de homens e mulheres de mão em postos-chave (ou serão "postos-Chávez"?) da estrutura do Estado, guarda-se o corpo do morto para continuar a alimentar o culto e manter a tensão necessária para que não haja debate nenhum até às eleições. Isso faz-se com a promessa (ridícula, já de si) de embalsamar o presidente-comandante. Entretanto, é preciso prever já a possibilidade de, em algum momento, ser preciso mais música para animar a festa. Como fazer? Ressuscitar o homem pode ser difícil. Alternativa: qualquer dia, quando der jeito, "confirma-se" que não vai ser possível embalsamar e, então, tem de ser enterrado. Ora, aí está: funerais de Estado quando der jeito para calar ainda mais a oposição.
Não é inédito: uma campanha eleitoral à custa de um cadáver. Não é inédito mas não deixa de cheirar mal.

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