30/04/12

juristas incendiários, que bizarra raça.


Júdice considera que Marinho Pinto “ultrapassou todos os limites” nas críticas à ministra da Justiça.

A forma conta muito. Uma parte importante da substância das coisas é, num Estado de direito, inseparável da forma como elas são tratadas. Marinho e Pinto, sendo um homem de leis, tem o dever de saber isso melhor do que ninguém. E será disso sabedor, quero crer; mas anda esquecido.
No passado, achei alguns exageros de Marinho e Pinto justificados, não o escondo. Por uma razão simples: porque foram (quando foram), esses exageros, proferidos para contrariar outros exageros. Em concreto, foram pólvora contra pólvora, foram lançar chamas contra chamas que eram usadas como estratégia de uma oposição de terra queimada e de ódio. Achei justificado contrariar as labaredas com labaredas, que é, aliás, uma técnica antiga de combate a incêndios. Não posso, contudo, hesitar um minuto em discordar de Marinho e Pinto quando é ele a tomar a iniciativa de incendiário. Discordar, ser oposição, abominar - pode ser tudo legítimo, mas não legitima tudo. Nunca apoiarei que se usem contra este governo os métodos que se usaram contra o governo anterior. Ainda para mais quando a grossura das palavras não acrescente nada à matéria do argumento.

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