5.10.10

lá fora ideias esperam o seu tempo

Apenas queremos que não sejam ideias apenas exequíveis em Banda Desenhada (mesmo contado o nosso amor pela BD).


("L'ouragane" e "L'orage", esculturas de Germaine Richier, expostas no exterior do topo do Centro Pompidou. Paris, Fevereiro de 2007. Foto de Porfírio Silva.)

4.10.10

bem prega frei tomás


Convém saber que nem todos os que pregam a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa têm ideias lineares sobre a forma de passar essas pregações à prática. É útil saber que alguns, ao mesmo tempo que reivindicam para si a iluminação dos justos, o gládio dos imperadores e o arbítrio dos deuses na determinação do interesse comum (como se o "A Bem da Nação" fosse carimbo que guardam lá em casa), desprezam toda a palavra que não corrobore a sua cartilha ou mostre à luz do sol o luzidio das suas carecas descobertas. Trata-se, note-se, de gente perigosa, por serem exemplares da raça dos que invocam a democracia para melhor a sabotar - usando-a como álibi dos seus truques de algibeira. Já se sabe o lixo que por aí vai nos jornais, lixo que há muito ultrapassou, descendo, as célebres terceiras páginas daqueles tablóides ingleses que se ilustravam desmesuradamente com exemplares bovinos de ocasião. O que nem todos sabem é que Fausto se requinta sempre e sempre e sempre. Até chegar a isto que aqui se relata e que é um nojo: promiscuidade e perversão, for the record: a resposta de josé augusto rocha a josé antónio cerejo e a josé manuel fernandes, pela pena de Fernanda Câncio, no jugular. Serviço público.

com asas



José Manuel Fernandes publica hoje no seu Público um artigo de página inteira. Basicamente, faz uma série de críticas à I República, muitas delas com elementos de justeza, para... para discutir história, na véspera do Centenário? Não, nem por sombras. Apenas para canalizar o leitor para uma secção final de puro ódio a José Sócrates, com "comparações" simplesmente ridículas. O sr. Fernandes, a cavalo numa tradição política que ele conhece bem desde a juventude, usa a "historiografia" para dar um ar intelectual aos seus ódios políticos. Manipula um arremedo de "historiografia" por pura propaganda.
As "asas" são as páginas do seu Público.

os justiceiros


Post roubado.

Comentário do Câmara Corporativa, acerca da notícia acima publicada no Sol: Para o assistente Cerejo, todos os meios são legítimos, mesmo os que o não são, quando se trata de "julgar" outras pessoas. Ele só não admite que o julguem a ele. Alguém quer constituir-se assistente neste processo?
Acho que o pessoal do Câmara Corporativa ainda não percebeu que os linchadores entendem - e bem - que a prossecução da sua actividade pressupõe que eles (linchadores) nunca sejam objecto dos seus próprios métodos.

orçamentos


O PSD parece que promete um orçamento alternativo. O BE parece que promete um orçamento alternativo. Devo, com toda a sinceridade, saudar. Não quero, nem por um momento, suspeitar de que se tratará de umas folhas A4 com meia dúzia de ideias genéricas. Espero que sejam verdadeiros orçamentos alternativos, que permitam saber, preto no branco, o que fariam dois partidos que ambicionam governar. Isso deve estimular o governo a explicar-se bem, em vez de se acomodar à ideia tola de que bastou exibir o músculo (ou a coragem, como se diz mais simpaticamente) para ganhar o reconhecimento da História (que está sempre muito desfasada do presente). O facto permitirá, além disso, vislumbrar uma saída para a crise política: talvez os "orçamentos" do camarada Louçã e do companheiro Passos mostrem a viabilidade de transformar uma coligação negativa numa coligação de governo.