6.8.10

as grandes batalhas da esquerda portuguesa, ...


..., neste princípio de século, consistem em tentar fazer do Estado de Direito um queijo gruyère, com um sistema judicial por onde passem calmamente todos os ataques às instituições, desde que protegidos devidamente por coligações bem orquestradas de polícias, agentes judiciais, políticos e jornalistas. E, já agora, falsos sindicalistas (tais como sindicalistas de titulares de órgãos de soberania, que falam de tudo menos das condições laborais dos seus associados). Exemplos não faltam. Num só blogue, o Vias de Facto, por exemplo, eles abundam.
Parece que os interesses ideológicos dos libertários e os interesses ideológicos dos liberais radicais estão, afinal, no estado supremo de fusão e convergência.

(Por "esquerda" quero aqui dizer "autoproclamada esquerda da esquerda", aqueles que dizem que o PS não é de esquerda, pelo que faz, enquanto se acham a eles mesmo esquerda - pelo que dizem.)

mais peças de um golpe de estado na forma tentada, coisa que parece a alguns menos grave do que um suposto crime ambiental, mas que não nos permite a nós falinhas mansas nem tibiezas de espécie alguma, talvez por não sermos revolucionários e não acreditarmos que vale tudo para fazer terra queimada

09:38

Ao fim de seis anos de investigação, a justiça continua a falar como se tivesse chegado ontem de manhã ao caso Freeport. Como se fosse uma telenovela e o argumentista de serviço tivesse mudado e dito "o enredo passado não me importa nem me diz respeito". «Vítor Magalhães e Paes de Faria, os procuradores responsáveis pela investigação do caso Freeport desde Outubro de 2008, pediram formalmente, no dia 12 de Julho, para ouvir o primeiro-ministro e o ministro da Presidência por escrito.» Mas, 12 de Julho de que ano? Deste ano corrente? Mas "a coisa" começou agora?
Entretanto, pelo menos na edição em linha, não encontro na peça nenhuma declaração de interesses de José António Cerejo, o autor desta tentativa de justificar os procuradores que parecem escrever para serem citado na comunicação social. Acho que, sendo ele (segundo dizem) uma parte processual (assistente), com um perfil que implica um certo envolvimento na causa, nos devia, cada vez que voltasse ao tema, uma declaração de interesses. Talvez o Público o dispense disso, para evitar a toda a Direcção do jornal qualquer coisa parecida com uma confissão permanente acerca dos fantasmas de um tal senhor Fernandes.

outro que está aqui está pendurado num poste

00:44

Declaração de Garcia Pereira:
"Só falta, um dia destes, o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) ir prender o Procurador-Geral da República."
Algum muito pequeno partido político virá em 24 horas tentar pendurar Garcia Pereira num poste de electricidade. O que caracteriza os muito pequenos partidos políticos é estarem-se nas tintas para o país e os seus problemas e quererem saber apenas das suas pequenas guerrinhas. O SMMP é um desses muito pequenos partidos. A forma como gente do PSD reagiu a isto demonstra que também o PSD está um pequeno partido político. O que, francamente, é uma pena.