20/10/13

o barrosismo e os socialistas.



Segundo a edição de ontem do Expresso, Durão Barroso nomeou João Proença para conselheiro especial junto da Comissão Europeia, com a missão de apoiar quer o Presidente da Comissão quer o comissário para o Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão, dada a sua experiência na concertação social.
Confesso que fico um pouco perplexo. Até acredito que o comissário Andor gostasse de fazer mais qualquer coisa pela concertação social na Europa, mas não acredito que Barroso esteja minimamente interessado no assunto ou deixe avançar esse assunto mais do que mera conversa da treta. Barroso nunca deu, politicamente, mostras de saber para que serve verdadeiramente a concertação social. Assim sendo, se Proença vai para aconselhar Barroso, terá pouco que fazer; se vai para apoiar o Comissário, não percebo bem por que carga de água há-de ser Barroso a escolher os conselheiros de Andor (da família socialista).
De qualquer modo, mais importante do que tudo isto, gostava de saber se ninguém vê problema nenhum em que João Proença, um dos executivos da direcção nacional do PS (secretário nacional) seja, ao mesmo tempo, conselheiro de Barroso. Ou a "grande coligação" à portuguesa tem mais caminhos do que aqueles que os meros mortais como nós têm direito a saber?

Perdoem o meu excessivo cepticismo, mas a ingenuidade passada dos socialistas acerca de Barroso justifica todos os receios.

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