20.6.13

suspeita de última hora.


Acho que a JSD vai fazer um requerimento a perguntar quanto custa o Tribunal da Relação de Lisboa.

Simplex promulgação.

19.6.13

a JSD em luta. sem surpresa, afinal.



Deputados da JSD querem saber quanto custam os sindicatos de professores.

Oito deputados da JSD querem saber quanto custam os sindicatos dos professores. Uma pergunta que ilustra bem o desprezo destes jovens pela democracia. Mas qual é a surpresa? Não foi a JSD que apresentou ao congresso do PSD uma moção que teve a feliz ideia de ilustrar com a palavra de ordem "Estamos em luta contra os direitos adquiridos"? Bem, a mesma JSD que participou numa manifestação dos indignados - ah, mas isso foi no tempo de Sócrates, agora é diferente. Podia ir à procura de documentação aqui no Machina Speculatrix, mas acho que posso mesmo dar-vos os links para o blogue de Pacheco Pereira: aqui e aqui.

este post podia valer muito mais que 1300 euros.




Um Presidente da República que prefere receber a pensão, em vez de receber o que lhe caberia como Presidente, e que depois vem dizer que "se criou uma cultura de proteccionismo social do Estado", merecia que lhe chamasse um nome que não vou chamar por não ter dinheiro disponível para pagar a multa.

17.6.13

em dia de greve dos professores.

09:00

Em dia de greve de professores, embora não esqueça que o direito à greve pode ser bem ou mal usado e que os cidadãos têm direito a esse juízo, sempre quero dizer o seguinte: estranho imenso que haja tantos democratas que lamentem o prejuízo dos alunos (que é um facto, tal como é um facto que o Ministro não fez nada por essa preocupação, apenas a usou demagogicamente) e passem tão "como cão por vinha vindimada" sobre o prejuízo que é para toda a comunidade nacional (incluindo para os alunos) que o Ministério da Educação se tenha transformado numa mera peça de uma guerra ideológica contra o serviço público, querendo fazer dos professores da escola pública as vítimas propiciatórias dessa guerra ideológica.
Dizem alguns, a título de argumento, que só há greves na função pública e que o "grevismo" não tem adesão no privado. Pois, se calhar queriam exigir aos precários e aos precários e aos precários (porque há muitas precariedades) que fizessem as greves exemplares. Em vez de apoiarmos os que ainda podem fazer greve, atiramos para cima deles a "culpa" de já poucos trabalhadores terem efectivo direito à greve? A inversão de valores mostra como a selvajaria deste particular capitalismo já nos entrou pela pele dentro.
É que - e, por favor, não me venham com confusões - esta greve não é contra o progresso da escola pública; porque o que o nacional-cratismo está a fazer não é pelo progresso da escola pública, mas pelo seu esmagamento. A legitimidade de uma greve não se mede em abstracto, mede-se pelas circunstâncias e, em especial, por aquilo que combate. E isso faz desta greve uma greve legítima. E, por mor da ceguinha, metam na cabeça que o risível Mário Nogueira (que também não admiro, para dizer o menos) não pode ser desculpa para estarmos sempre contra qualquer greve dos professores.

16.6.13

a revolta dos burocratas.

A chamada “revolta dos burocratas” é um acontecimento político da história do México. Em 1968, uma centena de burocratas, que participavam, na praça Zocalo, numa manifestação a favor do governo, tiveram um gesto de rebeldia com humor: viraram as costas à tribuna oficial e começaram a balir como ovelhas.



O artista belga Francis Alÿs, que vive no México há mais de vinte anos, realizou uma instalação na mesma praça Zocalo (1997-1999), onde, em parceria com o pintor mexicano Rafael Ortega, evoca aquele acontecimento. O pequeno pedaço de vídeo que aqui se apresenta é um excerto do vídeo que era uma das componentes dessa instalação. Encontrava-se (quando foi registado, Agosto 2011) na exposição das aquisições recentes no Museu Nacional de Arte Moderna (Centro Pompidou), Paris.

(republicação)