19.6.10

libertem Aung San Suu Kyi

15:23

Mundo assinala 65 anos de Suu Kyi com apelos à sua libertação.

O mundo envergonha-nos. Os generais lá da Birmânia até podem mudar o nome do país para se esconderem debaixo da sombra, mas toda a sua incivilidade se revela no facto cristalino de não suportarem o olhar desta mulher. Mulher grande. Libertem-na.


18.6.10

questões básicas de ontologia

23:07

A "Comissão de Inquérito TVI", mais conhecida por "Comissão Vamos Lá Espremer Umas Dúzias de Gajos a Ver se o Semedo Consegue Escrever a Novela Dele Caso Contrário é uma Vergonha e o Sócrates Fica-se a Rir", encerrou os seus trabalhos.
O resultado, o relatório do tal Semedo, era tão claro, tão bem fundamentado, tão factual, que os dirigentes do PSD tiveram de andar a conversar muito lá por casa para decidir se votavam a favor ou se abstinham. Está bem de ver com que tremenda convicção acabaram por votar a favor. Foi mesmo só para não terem a trabalheira de inventar uma desculpa esfarrapada para salvar a Dra. Manuela Ferreira Leite de andar o resto dos dias com uma mantilha preta pela cabeça, já que foi ela que deu a cara pela inventona.
O tipo de verdade que o PSD andava à procura fica bem explicado por uma declaração do deputado Pedro Duarte, que parece que era para funcionar como coordenador dos deputados social-democratas na Comissão, não fora estar lá o Pacheco Pereira que tem sempre uma verdade que só ele conhece mas é única e distinta de tudo o mais ao cimo da Terra em qualquer momento passado presente ou futuro. Mas, para parar com esta tentativa frustrada de imitar o estilo Guidinha do Diário de Lisboa, vamos lá às declarações de Pedro Duarte pelo PSD. Diz ele que ficam com «alguma frustração, por não se poder ter ido tão longe» quanto o partido desejava. E diz mais: diz que os trabalhos terminam com fortíssimas suspeitas. Mas, suspeitas não era o que tinham no princípio?
Pois, é muito difícil provar a existência do que não existe. Isso, pelo menos isso, o filósofo da Marmeleira devia ter explicado aos companheiros. Para agora não se sentirem "agarrados" por um relatório que é só fumo. Se não fosse, estariam a exibir os factos na praça pública. Não ouvimos factos nenhuns, continuamos apenas a ouvir as interpretações dos deputados-polícias do costume. O que quer dizer que não têm nada. Como diz o deputado Pedro Duarte, do PSD, suspeitas. Suspeitas. Apenas. Sempre e apenas.


na morte de José Saramago


A morte de José Saramago desperta-me uma das (para mim) mais amargas reflexões acerca das relações entre humanos. José Saramago é a instância mais forte da minha questão privada com a dissonância entre admirar a obra de uma pessoa e ser muito crítico dessa pessoa como cidadão.
José Saramago escreveu dois ou três livros que eu reputo de muito bons. Antes de tudo, o Ensaio sobre a Cegueira. Também o Memorial do Convento, algo que não entendi bem a primeira vez que tentei entrar, tendo tido que regressar. E, ainda, Todos os Nomes. Também escreveu coisas absolutamente desprovidas de qualquer engenho, entre os quais o (muito admirado pelos que o tomam como bandeira ideológica) Ensaio sobre a Lucidez, que é um tratado sobre a banalidade. Dois ou três livros verdadeiramente relevantes é, a meu ver, crédito suficiente para fazer um escritor admirável.
Por outro lado, José Saramago foi, como cidadão e como agente político, capaz de algum rasgo aqui ou ali - mas, a seu tempo, foi fautor de excessos e de impulsos criticáveis, nomeadamente nos tempos da revolução. E nunca fez uma outra leitura desses tempos, sempre tendo querido compatibilizar as suas várias faces num só homem. Isso, em abstracto, é louvável - mas, neste caso, sempre vi isso como uma encenação de si mesmo, como uma forma de deixar pistas baralhadas para a história, numa espécie de antecipação arrogante do julgamento dos vindouros. E, verdadeiramente, isso nunca o tornou simpático aos meus olhos.
Claro que isto só interessa a mim. Como não estou obrigado a fazer homenagens, não é grave. De qualquer modo, estas reflexões vieram a propósito deste José. E, mais tarde ou mais cedo, teremos meia dúzia de pessoas à volta da nossa pira ardente a pensar se a nossa partida lhes deixa alguma coisa para pensar. Saramago, ao menos, deu-nos que pensar.

a direita, as presidenciais, os católicos e as teorias


A propósito deste post da Joana, ou até ainda mais a propósito do debate que lá corre na caixa de comentários, eu avanço que também tenho a minha própria teoria da conspiração sobre a matéria. Em resumo, é como segue.

O cardeal patriarca de Lisboa, que será um esquerdista encapotado, além de ser também outras coisas discretas igualmente inconfessáveis, quer dar o seu silente e maquiavélico contributo (os cardeais sempre foram os melhores cultores de Maquiavel) para a eleição do candidato presidencial da esquerda. Com esse fito, anda a picar os católicos conservadores para arranjarem um candidato a Belém, que supostamente, mais do que baralhar as contas de Cavaco, lhe embrulharia o discurso em ainda maior opacidade. As "senhoras católicas" estão, pois, por vias travessas, a jogar o jogo do inimigo, coisa que só a fina psicologia do cardeal seria capaz de engendrar.

Adoro inventar teorias da conspiração...

17.6.10

os ricos que paguem a crise, again


Ainda a questão dos 100 mil euros como patamar que pode excluir famílias do acesso a certas prestações de protecção social. A este meu post, Tiago Tibúrcio responde com este. Respeito a argumentação, mas discordo. Passo a dizer por quê.
Uma família estruturada pode ter poupados 100 mil euros para fazer face às contingências da vida e ficar sem rendimentos regulares. Desemprego de uma ou duas das pessoas que suportam o orçamento, por exemplo. O que se argumenta é: então, se estão aflitos, gastem as reservas. Parece simples, não é? Eu acho tudo menos simples. Vejamos.
Para que servem 100 mil euros? Por exemplo, para fazer face a situações aflitivas de saúde. Goste-se ou não, caro Tiago, vivemos num país em que, se não se tiver uns dinheiros de lado, pode-se morrer à espera do Serviço Nacional de Saúde. Se não está consciente disto, posso contar-lhe exemplos concretos do que isto quer dizer. Ora, pergunto eu, uma família que poupou 100 mil euros para não deixar morrer nem ficar inválido nenhum dos seus membros, por fragilidade do SNS, pode ser obrigada a esturrar esse pé de meia para subsistir numa situação de aflição - enquanto nós inchamos o peito e dizermos que o Estado deve poupar nesses casos?
Há aqui qualquer coisa de psicológico, que na argumentação do Tiago até fica mais ilustrada com a necessidade que ele tem de lembrar que estamos a falar de 20 mil contos na moeda antiga. Essa é a razão pela qual intitulei estes posts "os ricos que paguem a crise": está-se a passar a ideia de que uma família que tenha poupado "20 mil contos" é uma família rica que pode bem ser passada para trás na protecção do Estado. Fará o Tiago ideia, só para lhe dar um exemplo, o que significa uma pessoa ficar quase cega por não ter sido tratada a tempo no SNS - e de quanto teria custado a essa pessoa desenrascar-se sem "as consultas da caixa"?
Dá a ideia que se tornou corrente pensar com naturalidade que a crise pode reduzir gente normal a novos pobres e que não temos de nos afligir com isso. Acho isso aberrante. E, caro Tiago, não vale a pena iludir a questão com a (minha) piada do caviar: certo é que, em certas situações, pode valer a pena gastar o dinheiro mal gasto. A família que o tiver feito talvez evite ser tomada por "suficientemente rica" para pagar a crise do seu próprio bolso.
Sim, Tiago, tornar corrente este raciocínio faz parte da cultura que despreza a poupança. Poupar, afinal, é mesmo ser tanso. Em vez de poupar é melhor mudar mais vezes de carro: tem mais pinta e evita-nos o incómodo de sermos tomados por ricos.

é tão ridículo, o politicamente correcto

17:58

A Palmira explica-lhe o mundo de tolice que se esconde nesta imagem.


io sono l'amore



(Aviso à navegação: SPOILER)

Ontem fomos ao cinema para ver Io Sono l'Amore, de Luca Guadagnino. Sem dúvida, uma espécie de tentativa de transposição de Il Gattopardo, de Luchino Visconti, para os nossos tempos.
Trata-se, na mesma, das grandes mudanças sociais e dos seus impactes nas vidas dos "grandes", apanhados na onda. Se Visconti retrata o período da libertação da Itália por Garibaldi, no século XIX, com os olhos postos num príncipe que se ajusta à emergência de uma burguesia mais empreendedora apenas assente no dinheiro, Guadagnino retrata o declínio das famílias industriais desta outra transição de século: como essas famílias industriais degeneram em famílias de financeiros. O ajuste aqui, como convém, é mais cobarde.
Até há, também em Eu Sou o Amor, um Tancredi, ao qual também aqui cabe interpretar a mudança dos tempos - embora este, claro, não tenha o ar heróico da personagem interpretada por Alain Delon no filme de Visconti. Este Tancredi de meia tigela também estará envolvido numa troca amorosa, mas, sinal dos tempos, de feição bem diversa. Enquanto o Tancredi d'O Leopardo troca a filha do príncipe pela filha do endinheirado, aliás mais bonita (feita por Claudia Cardinali), aqui Tancredi é que é trocado: a mulher, russa, prefere o jovem amigo do jovem filho, amor em que, aliás, concorre com o seu próprio filho - o que acaba mal.
O filme tem parecenças estéticas com a grande obra de Visconti. Noto isso, principalmente, no intenso sentido da representação, da vida como representação, ao cuidado de quem pode: a beleza da casa da família industrial, o requinte do vestir, a arte que se espraia pelos espaços da família, o delicado dos comportamentos em espaço comum,  o comer bem, uns assomos de paisagem rural de grande efeito, a palavra cuidada em personagens que vivem como se a história os contemplasse e esse fosse o seu fado.
Certas cenas, mais especificamente, marcam claramente um paralelo: a festa em vez do grande baile; há uma grande refeição em cada filme; as cenas de caça no campo e as cenas de amor da senhora com o jovem também no campo. Claro, não há cenas de revolução e guerra: isso agora só aparece nos telejornais e perdeu o ar romântico que alguns ainda viam nessas coisas: agora o sangue paga-se com dinheiro e a coisa não tem graça nenhuma.
Contudo, a meu ver, o filme estatela-se um tanto num fim cuja suposta dramaticidade não cola nada com aquele ambiente de decadência. A não ser que a justificação para isso venha do carácter russo da senhora que está no centro do furacão: planta arrancada do seu meio, esteve domesticada durante muito tempo mas guardou a força de quebrar os laços. E no fim quebra-os. Será? A mim cheirou-me um pouco forçado, a fechar.
O fresco merece, de todo o modo, uma saída de casa.

mundial de futebol | sem vuvuzelas | na tv


É tecnicamente possível. Ver jogos do mundial, com som ambiente e tudo - mas só e apenas sem o som das vuvuzelas. Vai haver essa possibilidade e rapidinho. Como se explica aqui. (Link roubado à Shyz Nogud noutro mundo.)

É uma espécie de doença e cura entre o social e o tecnológico (aqui se lê o que quero dizer com isto).

para falar um bocadinho de futebol

valha-nos miranda



Michael Nyman & Motion Trio - Miranda



para que serve a UE?

10:58

Líderes da UE enfrentam novo teste à unidade na gestão do euro. (Público)

A esquerda europeísta, na qual me incluo há muitos anos, contra os comunistas de várias cores que alimentam mais ou menos descaradamente versões do nacionalismo económico, tinha uma certa ideia da "Europa" (CEE, UE). A ideia era: temos de ganhar escala, aqui neste canto do mundo, para não termos de nos limitar a imitar os "grandes" (os EUA, designadamente) e podermos ser mais "sociais". A dimensão da Europa seria a sua muralha para proteger a sua diferença: um capitalismo menos selvagem, mais protecção de quem trabalha, mais equidade. Assim chegamos a 27 membros da UE, com candidatos à porta e mais em preparativos para o serem.
Ora, a ver como esta crise tem sido gerida, é compreensível que muita gente comece a interrogar-se: vale a pena? Eu acho que não há alternativa, que é dentro da UE que temos de procurar as soluções. Mas parece-me tragicamente certo que a esmagadora maioria dos dirigentes europeus neste momento, a começar pelos "grandes", não perceberam ainda que arriscam o feito histórico de virar definitivamente os povos europeus contra a "Europa". Do imaginário dos Barrosos e das Merkeles não faz parte a ideia de uma Europa mais justa e que, se avança, avança por ter mobilizado o esforço consciente dos povos que precisam de um futuro melhor. A crise trouxe muitas palavras e promessas de mudança - mas, no essencial, está tudo na mesma e, como alguém disse, a finança já está a engendrar a crise seguinte.
E cada vez se percebe menos o que se passa nas reuniões de Bruxelas. Ou, se calhar, até se percebe...

os ricos que paguem a crise

09:59

Apoios sociais vão acabar para famílias com mais de 100 mil euros em dinheiro e acções. (Público)


Ilustração de Le maitre de peinture (Richaud & Makyo & Faure)

A ser verdade, fica assim esclarecido um grande enigma da ciência política: quem são os ricos. Qualquer família (ou indivíduo) que tenha acumulado, certamente fruto da exploração do homem pelo homem, 100 mil euros, não tem direito a prestações sociais.
Mensagem: não poupem. Se têm 100 mil euros e arriscam ficar desempregados longamente (todos arriscamos!), desfaçam-se da massa. Comprem meia dúzia de latas de caviar e blinis e ponham-se a salvo do opróbrio de serem tomados por ricos. Aquela ideia de poupar para precaver o facto de a protecção social cada vez proteger menos? esqueçam! É absolutamente necessário que sejam pobres e sem recuo, sem um centavo poupado: caso contrário, ainda vão exigir-vos que paguem a crise.

16.6.10

o futebol é uma oportunidade


O Da Literatura tem oferecido aos leitores boas oportunidades de aprender alguma coisa a propósito da localização do Mundial na África do Sul. Está lá mais uma dessas oportunidades, bem fresquinha. Um excerto:

Tendo nascido e vivido até aos 26 anos em Moçambique, ligam-me à África do Sul laços de outros tempos. Hoje com 49 milhões de habitantes, dos quais perto de cinco milhões são brancos (e, desses, 10% portugueses), o país que Mandela arrancou ao apartheid é a maior economia de África, não obstante as gritantes desigualdades sociais e uma taxa de desemprego superior a 40% da população activa. Johannesburg, Pretoria, Durban, Cape Town e Port Elizabeth são (ou eram) cidades com um elevado padrão de vida.

Nos anos 1950-60, Johannesburg era a Nova Iorque dos laurentinos como eu. Rui Knopfli achava que era Paris: «O meu Paris é Johannesburg, / um Paris certamente menos luz, / mais barato e provinciano. / [...] À noite janto no Monparnasse / de Hilbrow, que é o Quartier Latin / do sítio e olho essas mulheres / excêntricas e belíssimas / de pullover e slacks helanca / e esses beatniks barbudos / excêntricos e feiíssimos, / tudo com o ar sincero / mas pouco convincente do made in USA. / [...] Depois do turkish coffee meto-me / até ao Cul de Sac e fico-me / a ouvir o sax maravilhado / de Kippie Moeketsi. O jazz, sim, / é genuíno e tem um bite / todo local. O néon e a madrugada / silenciosa, o asfalto molhado, / a luz da aurora e a luz dos reclamos / misturando-se, a minha solidão, / aconteceriam assim em Paris. / Aqui ninguém sabe quem sou, / aqui a minha importância é zero. / Em Paris também.» (cf. Máquina de Areia, 1964; o poema é de 1962)

Íntegro, aqui.

há sempre um conselho disponível para dar aos pobres

«Quando William Petty aplicou um raciocínio matemático estrito aos fenómenos sociais, particularmente na elaboração de recomendações sobre questões fiscais e o governo da Irlanda, alguns dos seus contemporâneos consideraram a sua abordagem incrivelmente ingénua. E, na verdade, assim era. (...) A sua afirmação de que os trabalhadores poderiam pagar mais impostos se prescindissem do jantar de sexta-feira (poupando assim no custo de o preparar) era, é claro, perfeitamente verdadeira.(...)
Em 1729, Jonathan Swift satirizou esse estilo seco, desligado, dos filósofos políticos "científicos", na sua proposta de que os pobres da Irlanda poderiam compor o seu orçamento e ao mesmo tempo servir o bem comum vendendo alguns dos seus filhos para serem cozinhados e comidos - pois, "uma criança jovem e saudável, bem nutrida, é, com um ano de idade, um alimento delicioso, extremamente nutritivo e completo; quer seja Guisada, Grelhada ou Assada quer seja Cozida; e, não tenho dúvidas, também não deveria ficar mal num Fricassé ou num Estufado".»

Philip Ball, Massa Crítica, Gradiva, pp.564-565
Fica, pois, à atenção dos "filósofos políticos 'científicos'", e também dos economistas "científicos". Para já não dizer dos comentadores (que, pelo menos, em geral não querem passar por cientistas - salvo os "politólogos", claro).

14.6.10

a chatice belga: pensar duas vezes


Contrariando a tendência mais imediata da reacção pública sobre o "nacionalismo flamengo" e o risco que ele constitui para a integridade da Bélgica, Joana Lopes contribui com outros elementos (em "defesa" dos flamengos) que ajudam a ver melhor a complexidade do problema. Os que hoje se queixam também têm as suas responsabilidades históricas, essa é a questão. Não concordo inteiramente com o texto, por não me parecer acertado atirar com o "egoísmo dos mais ricos" para nota de rodapé, embora seja sempre útil acordar do seu sonho profundo aquela esquerda que tende a dar pouca atenção a "factores segundos" como o nacionalismo. Mas, de todo o modo, é uma peça a merecer leitura e reflexão.

ciências sociais e vuvuzela | antes da selecção portuguesa entrar em campo


Se eu for ao banco levantar o meu dinheiro, trata-se de uma coisa perfeitamente corriqueira e sem consequências de maior. Eu só quero o meu dinheiro de volta, isso não perturbará o banco.
Se, no mesmo dia, metade dos clientes do banco decidirem levantar todo o dinheiro das suas contas, isso provavelmente acaba com o banco. Cada um dos depositantes (agora "levantantes") só quer o seu dinheiro de volta, mas será gerado um efeito não intencionado individualmente, um efeito das acções agregadas. Nem sempre é fácil às ciências da sociedade compreender as dinâmicas dos efeitos não intencionados das acções dos indivíduos.
Mais ou menos como a vuvuzela: a coisa, à partida, poderia ser interessante, até por celebrar um instrumento tradicional - mas, com uma larga percentagem dos espectadores num estádio a soprar na coisa, torna-se insuportável.

(Cartoon de Marc S.)

estou a avisar: não se viciem


Carl Craig + Francesco Tristano


presidenciais


Se a candidatura de Fernando Nobre for, ou parecer, uma invenção dos "soaristas" para se vingarem de Alegre, o seu enterro será triste.

(Espero que qualquer leitor, mesmo sem ser diplomado em lógica matemática, compreenda a estrutura básica "se... então...".)

krise

Grafito em Coimbra, Janeiro de 2010

13.6.10

domingo é um bom dia para cozinhar


Caramel Croissant Pudding by Nigella Lawson

Cheguei lá via Vieira do Mar, que diz que os homens se babam com isto. Isto, o quê?!