11.2.09

Das Sociedades Humanas às Sociedades Artificiais (edição 2009)

(Clicar amplia)


DAS SOCIEDADES HUMANAS ÀS SOCIEDADES ARTIFICIAIS
Ciclo de Conferências – Edição 2009
Programa

Sessão de 26 de Fevereiro

“Darwinismo Artificial. Evolução Artificial: Arte e Ciência”
Conferencista: Agostinho Rosa, ISR/IST

“Filhotes de robot? Desenvolvimento pós-natal artificial”
Conferencista: José Santos-Victor, ISR/IST

“Mundos de sentido: no natural e no artificial”
Conferencista: Isabel Ferreira, Doutoramento em Linguística, Universidade de Lisboa



Sessão de 11 de Março

“O Papel da Selecção Natural de Darwin em Heterarquias Biológicas e Sociais”
Conferencista: Luís M. Rocha, Indiana University (School of Informatics and Cognitive Science Program), Instituto Gulbenkian de Ciência


“Decision theoretic and game theoretic approaches to decision making in collectives”
Conferencista: Matthijs Spaan , ISR/IST

“Emoções, uma ponte entre a natureza e a sociedade?”
Conferencista: Rodrigo Ventura , ISR/IST



Sessão de 26 de Março

“A Escolha, Apesar da Dificuldade”
Conferencista: Ana Costa, DINÂMIA - Centro de Estudos sobre a Mudança Económica, ISCTE

“Vida Institucional Artificial”
Conferencista: Porfírio Silva, ISR/IST

“A Inspiração Pluridisciplinar na Robótica Colectiva”
Conferencista: Pedro Lima, ISR/IST


Todas as sessões às 14:30
no Anfiteatro do Complexo Interdisciplinar
Instituto Superior Técnico (Alameda)
Entrada Livre
Mais informação no sítio das conferências.

certos pecados da igreja


Igreja pode apelar ao voto contra partidos que apoiam casamento entre homossexuais.

Reacção a posição da igreja católica sobre casamento homossexual. Santos Silva apela ao bom senso para que se separe voto e filiação religiosa.

Censos de 2011 vão equiparar uniões de casais homossexuais a núcleos familiares.


Acho que estão errados aqueles que entendem que as igrejas, a católica ou outras, não devem intervir na vida política do país. As igrejas não são colecções de anjos (nem de demónios, que são anjos caídos), são colectivos de pessoas. E, se esperamos que haja cidadania, acho que não devemos excluir ninguém, nem nenhuma organização, dessa cidadania plena. E as igrejas não têm menos interesse, aí, do que outras instituições; e os crentes não devem ter menos direitos, enquanto crentes, do que os outros.
O meu problema nestas tomadas de posição da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) é que a forma do pronunciamento é reveladora. A hierarquia da ICAR não opta por suscitar as questões de princípio, lembrar os seus parâmetros, e esperar (ou apelar) a que os fiéis pensem nisso responsavelmente, contando as inúmeras questões que podem pesar num voto e que não podem todas ser satisfeitas optimamente. Porque as questões são muitas e o voto é único. A hierarquia da ICAR tem a enorme tentação de pensar pelos outros, de dar a receita aos fiéis: quase quase quase diz onde colocar e onde não colocar a cruzinha. Trata os cidadãos católicos como atrasados mentais, como marionetas das suas prédicas. Como se acabassem de descobrir "O" tema de vida ou de morte que tem, nas próximas eleições, de ser bem decidido a favor ou contra a condenação absoluta ou a salvação absoluta do mundo.
Desse modo, mostra duas faces negras ao mesmo tempo: mostra falta de respeito pelos católicos, e por todos quantos se interessam pela palavra da Igreja; mostra a concepção simplista, maniqueísta até, que tem do mundo. O que, nos tempos que correm, é pecado grave. Digo eu, a quem Deus não inspirou para dizer estas coisas.

10.2.09

citações: o medo

a vida dos ideólogos, a vida das pessoas


Debate em Itália sobre caso de coma prolongado. Berlusconi acusa Presidente italiano de “grave erro” por morte de Eluana.


Aqueles que usam o sofrimento humano como expediente político, merecem desprezo. É o caso de Berlusconi, que faz do problema da vida um episódio de identificação agressiva: juntar a sua tribo político à custa de uma pessoa que querem desqualificar em mera bandeira.
Aqueles que falam de dignidade humana em termos de princípios gerais, mas são cegos frente a seres humanos concretos cuja "vida" já não lhes está associada à sua dignidade, e continuam a agir como ideólogos para quem as pessoas só valem como instâncias dos seus programas - esses merecem o nosso repúdio. É o caso do Papa neste caso. Porque a religião não devia ser, tanto como tem sido, mais uma ideologia a querer valer mais do que as pessoas. E nisso o catolicismo oficial não desmerece dos pecados dos fundamentalismos de outras religiões.



circular na baixa de lisboa nos próximos meses



9.2.09

epistemologia da percepção



(Clicar amplia. Cartoon de Marc S.)

o bloco de esquerda lateral


Parece que o BE vai ter um programa de governo. Talvez para que pareça estar disposto a assumir as responsabilidades da governação. Mas isso é enganador. Se tem um programa de governo que só aceite levar à prática na sua integralidade, precisa de maioria absoluta. Que não vai ter. Se tem um programa de governo que aceita conjugar com outras propostas de programa de governo, para governar efectivamente - tem de negociar. Mas não parece disposto a isso, porque fala para toda a gente como se os demais estivessem na obrigação de levar o BE ao trono. Não quer nada com o PS, porque o PS é o mal absoluto. Finge querer algo com o PCP, mas o que deseja é humilhar o PCP. Quer coisas com Alegre e Roseta e este e aquele - enquanto esses lhe fizerem o jogo: mas fugirão a sete pés se "esses" decidirem ter a sua própria "barraquinha".
Quer dizer: o BE está apenas a querer crescer eleitoralmente. À custa do resto da esquerda. O que é legítimo. Mas não está à procura de uma solução de governo à esquerda. Porque governar dói. Dói eleitoralmente. Governar em tempos difíceis daria muitas dores à arrogância do Professor Louçã. E isso ele não toleraria.