Letra oculta
Há 6 horas
«At a Guardian event last June in which he [António Guterres] debated with rivals for the secretary general job, he said her [his first wife] psychoanalytical insights were highly valuable. “She taught me something that was extremely useful for all my political activities. When two people are together, they are not two but six. What each one is, what each one thinks he or she is and what each one thinks the other is,” he said.»
The Guardian, 1/1/2017
Deve o Estado português intervir? Absolutamente. Os benefícios de uma União Económica só se distribuem por todos se todos igualmente cumprirem as regras. Espanha está habituada a distorcer as regras em seu favor e em detrimento das empresas portuguesas que por lá tentam entrar. O criativo proteccionismo espanhol é desfavorável aos interesses económicos portugueses, pelo que temos de reagir do mesmo modo de forma a não ficarmos apenas com os custos da união económica ibérica entregando de mão-beijada aos espanhóis os correspondentes benefícios. Chega de ser "bom aluno europeu". É altura de negociar duro. Se as empresas espanholas não sentirem em Portugal as dificuldades que as nossas sentem em Espanha nunca mudaremos este estado das coisas. Concordo com a existência de golden shares? No plano abstracto de uma união económica europeia, claro que não. Mas se servirem para mostrar a Espanha que também sabemos jogar o jogo deles e que terão de se entender connosco no futuro para que haja um verdadeiro mercado ibérico, então que se faça uso das golden shares e todos os outros truques que no país vizinho se utilizam contra nós.Daqui.