14/09/15

Juntar Gerações.



O governo da direita radical abusou do expediente “dividir para reinar”, colocando portugueses contra portugueses, como se os direitos de uns fossem o mal dos outros. Um aspecto particularmente perverso dessa cínica estratégia consistiu em explorar a guerra de gerações: sugerindo aos mais novos que o país gasta demasiado com os mais velhos, sugerindo aos mais velhos que os mais novos bem poderiam ir lá para fora procurar sustento. Como se o país não precisasse de todos.
É por isso que vários pontos do programa eleitoral do PS apostam em juntar gerações. Todos somos necessários, mais novos e mais velhos faremos um país melhor remando para o mesmo lado.

Um dos exemplos a mencionar é o programa “Contrato-Geração”, que visa combinar a promoção do emprego jovem com a promoção do envelhecimento ativo. Isso consegue-se apoiando reformas a tempo parcial e incentivando a contratação de jovens desempregados ou à procura do primeiro emprego. Os trabalhadores com mais anos de carreira poderão, se assim o quiserem, reduzir o seu tempo de trabalho, sem tomarem uma decisão mais drástica como a reforma antecipada (que seria penalizadora). Poderão, assim, optar por uma transição mais suave entre fases diferentes da sua vida. Essas reformas parciais abrem espaço, nas respetivas empresas, para a contratação de jovens. Além de ter um efeito positivo em trabalhadores de diferentes gerações, este programa será saudável também para as empresas, promovendo a renovação geracional sem rupturas e o enriquecimento mútuo das competências dos mais antigos com novas competências.

O outro exemplo que quero mencionar é o “Programa Semente”. Aqui também se combinam os contributos de gerações diferentes para introduzir inovação e modernizar a economia. Pretende-se estimular o empreendedorismo e apoiar empresas em fase de arranque, sabendo-se que precisamos de mobilizar mais jovens altamente qualificados para trazerem inovação para a actividade económica. Será útil, por exemplo, que das instituições de ensino superior e de investigação nasçam mais iniciativas empresariais, mais modernas, mais intensivas em conhecimento. Ora, para que isso aconteça é preciso quem invista nessas iniciativas. Por que não atrair o investimento de pessoas de gerações mais velhas, e com algumas poupanças a precisarem de serem valorizadas, para apoiar essas iniciativas empresariais? O programa eleitoral do PS prevê incentivos para que isso aconteça: benefícios fiscais para aqueles que invistam poupanças nestas empresas.

É assim, com propostas concretas, relevantes tanto para responder aos desafios económicos como à necessidade de reforçar o laço social, que o programa eleitoral do PS nos coloca no caminho da Alternativa de Confiança.

1 comentário:

Jaime Santos disse...

O investimento numa start-up é para ser deixado ao capital de risco, dadas a baixa taxa de sobrevivência de novos negócios. Não é coisa em que pessoas com poupanças devam investir o seu dinheiro, Porfírio. Posso claro estar a perceber mal, mas a ideia não me parece muito boa...