14.4.15

Um Diálogo com o Japão sobre Coisas, Robôs e outros Humanos.



A mundivisão japonesa difere da ocidental no que toca à compreensão do lugar dos humanos na realidade. Os outros seres vivos e mesmo os objectos inanimados merecem, na cultura japonesa, uma consideração que entronca com uma postura mais modesta acerca do lugar da humanidade no concerto dos seres. Em 2013, Porfírio Silva dedicou cinco meses como investigador visitante na Universidade de Tóquio a estudar a relevância dessa mundivisão na perspectiva das “sociedades artificiais”. Concretamente: num tempo em que há cada vez mais máquinas intercaladas nas relações sociais dos humanos (é o caso da proliferação de robôs), podemos recorrer ao pensamento japonês para compreender melhor como lidar com os desafios decorrentes desse fenómeno?
Nesta conferência apresentam-se alguns dos resultados desta investigação. Serão apresentados e discutidos, em primeiro lugar, alguns exemplos de robótica humanóide japonesa, seguindo-se a construção do diálogo possível entre um filósofo japonês e um ocidental sobre as relações entre sujeitos e objectos no mundo dos humanos.

(Cf. no sítio da Fundação Oriente.)