28/01/15

erros grosseiros. também ditos "erros Cratos".



«A onda de críticas ao processo de avaliação das unidades de investigação científica levou o Governo a recuar e a pedir uma sindicância ao processo de avaliação levado a cabo pela European Science Foundation, apurou o Económico. (...) O processo não é reiniciado, mas serão analisados os casos em que foram denunciados erros grosseiros.»

Não foi a troika que mandou destruir o consenso nacional em torno da prioridade à ciência.
Tal como não foi a troika que mandou inventar uma experiência desastrosa com a colocação de professores e perturbar profundamente o arranque do ano lectivo.
Mas, entre a ideologia escondida sob a capa de incompetência e a incompetência escondida sob a capa de ideologia, o ministro Nuno Crato tornou-se um ícone da fórmula governativa patrocinada por Passos Coelho.
Agora, vão começar a catar os erros grosseiros. Para isso, pelos vistos, vão pagar para corrigir os disparates que tinham sido pagos em primeira instância por encomenda do governo. Espero que aproveitem para analisar também o erro grosseiro que consiste em ter um ministro cuja incompetência dá uma "má educação" a toda a gente que deveria poder olhar para ele como um exemplo.


[Adenda. Há por aí um blogue que acha que o texto acima é um ataque pessoal a Nuno Crato. Isso só confirma algo que já se sabia: há uma certa direita que nunca conseguiu perceber a diferença entre um ataque político e um ataque pessoal. Deve, aliás, ser por isso que desse lado se pratica tanto a confusão entre essas duas coisas. Será defeito ou feitio?

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